JESUS PRA CRISTO
Tudo bem que os ânimos estão exaltados em função da frustração européia e a culpa nem é o dos últimos resultados no italiano, que vão muito bem obrigado. Porém um pouco de compostura não faz mal a ninguém. Eis que tempos atrás comentei aqui que esse turnover do Di Francesco era uma benção justamente para jogadores tidos como eternos reservas, e deste modo fadados a ter um histórico medíocre na Roma, pudessem reverter essas situações e dar uma guinada em suas carreiras profissionais. Juan Jesus não é amado pelos romanistas, já viveu momentos delicados em que se ele saísse na rua pela Capital era capaz de voltar todo machucado. Com o orgulho ferido o brasileiro mudou e decidiu que poderia nesse interim de altos e baixos melhorar. Eu presenciei isso e sou sincero em dizer que torci para que se consolidasse. Mas aí, com um jogo praticamente na mão como esse diante do time do Veneto e o placar estampado em 2 a 0 ele resolve simplesmente chutar o balde, presentear os caras com um pênalti e de lambuja ainda ser expulso. Vacilão! Por sorte Inglese (que não é o Liverpool) parou na competência de Alisson, que esse sim, com a saída de Szczesny mostrou aos outros brasucas (desinteressados) como se assegura uma titularidade com raça e honra.    

Síntese: Il Messaggero

Roma Força, 4 para a Europa. Bate o Chievo, vagando quando fica em dez, e permanece na terceira colocação na classificação. Duplo Dzeko, Schick e El Shaarawy marcando. Inglese defende um pênalti.

Por: Ugo Trani

ROMA O show é de Champions. Porque a Roma, divertindo-se contra o Chievo no Olímpico (4 a 1), se consolida na terceira posição isolada e adverte o Liverpool que, apenas no 0 a 0 pela Premier League contra o Stoke City no Anfield, estará na quarta-feira na Capital para a semifinal de retorno. Di Francesco, dando prioridade ao campeonato, assegura a posição (+3 sobre a Lazio, quarta colocada e esta noite no campo do Torino, e a +4 da Inter, quinta) e ao mesmo tempo desfruta a antecipação da rodada para se preparar para o duelo contra os Reds.

TRAÇÃO ANTERIOR

O 4-3-2-1, depois do teste contra a Spal, desencadeia a Roma que justo como na viagem a Emilia Romagna, cria ocasiões e semeia gols. E o trio ofensivo, mesmo se diferente daquele escalado contra a Spal no último jogo pelo campeonato, é entretanto eficaz. Mesmo porque são 3 pontos autênticos, com Schick e El Shaarawy logo atrás de Dzeko quase nunca muito dispersos. Sobre os lados deixam espaços para os laterais Peres e Kolarov, ou ainda aos meias alas Pellegrini e Nainggolan. A formula vai, e como ocorrera no San Paolo no dia 3 de março, o tridente se completa (contra o Napoli sempre 4 gols: Ünder, duplo Dzeko e Perotti). Schick, depois da trave externa golpeada por Castro na alvorada do match, realiza o segundo gol consecutivo nesse torneio: arremate de esquerda peneirado por Nainggolan, ágil na preparação da ação, quando aparece para rasgar sobre a faixa a bola à Radovanovic. Os giallorossi se desencadeiam e, na primeira parte, recolhem menos do que produzem na área do Chievo. O chute no alvo é entusiasmante; Fazio, inclusive ele de cabeça, acerta a trave depois de uma cobrança de falta de Pellegrini: Calvarese, ao contrário, anula (e tem a confirmação do Var) o gol de calcanhar de El Shaarawy (impedido por poucos centímetros) depois do cruzamento de Kolarov; Sorrentino fecha depois de um diagonal de Schick e a trave rebate a direita em movimento de El Shaarawy (são 22 as traves nesse torneio: primazia que faz jurar os giallorossi). Da explosão, antes do intervalo, participa também Dzeko que, em acrobacia sobre a pincelada de Kolarov, amplia premiando o esforço do grupo.

EXIBIÇÃO ENVOLVENTE

O Chievo próximo a zona de rebaixamento, com o 5-3-2 prudente e ao mesmo tempo frágil, pena para levantar o muro na frente de Sorrentino e entra em colapso mais uma vez fora de casa: nona derrota nas ultimas 10 viagens e apenas 10 pontos conquistados fora, rendimento que lhe pode custar a Serie A. O dinamismo da Roma surpreende Maran que, obrigado a substituir Depaoli por Jaroszynski e a mover Cacciatore para faixa direita, não consegue frear a onda giallorossa. Di Francesco, com apenas 4 mudanças e então com a confirmação de 7 dos 11 titulares escalados terça-feira em Liverpool, dá um senso a esse jogo, mesmo porque as mudanças mão iludem: Peres, Pellegrini, Schick e El Shaarawy se mostram prontos. Jesus, co um abraço ingênuo na área sobre Inglese, arrisca complicar a tarde dos companheiros. Vermelho e pênalti. Alisson, porém, rebate a cobrança de Inglese. Di Francesco tem que intervir para recompor a defesa: dentro Manolas no lugar de Schick.

A SENSO ÚNICO

A inferioridade numérica não condiciona a Roma que, passando para o 4-4-1 com Nainggolan e El Shaarawy recuados fazendo companhia a De Rossi e e Pellegrini se espalha. De Rossi conquista a bola e lança El Shaarawy para o tris, drible sobre Gamberini e direita sobre a trave descoberta (9º gol na temporada), Nainggolan ao contrário permite a Dzeko, uma esquerda de fora, para finalizar o poker (23º gol com 5 bis, 16º no campeonato). Inglese, de cabeça, marca seu décimo antes dos acréscimos. Não é, porém, aquele para livrar o rebaixamento. Nem aquele para perdoar o pênalti perdido sobre os 2 a 0.

@utti60

ROMA (433): Alisson, Bruno Peres, Fazio, Juan Jesus, Kolarov, Pellegrini (79' Gonalons), De Rossi, Nainggolan, Schick (60' Manolas), Dzeko (84' Gerson), El Shaarawy

CHIEVO (352): Sorrentino; Bani (1' s.t. Gamberini), Radovanovic, Tomovic; Depaoli (28' p.t. Jaroszynski), Castro (34' s.t. Birsa), Rigoni, Hetemaj, Cacciatore; Inglese, Pucciarelli A disp.: Seculin, Confente, Dainelli, Stepinski, Cesar, Giaccherini, Gobbi, Pellissier, Bastien Téc: Rolando Maran

Cartões: 24’Kolarov, 28’Hetemaj, 58’Juan Jesus (Expulso), 91’Birsa, 92’Nainggolan

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