À VISTA TENSÃO TEREMOS
O título até parece uma conjugação verbal do mestre Yoda, porém o pensamento é um só e é inegável querer algum tipo de preocupação (no fundo existe) ou entretenimento com o campeonato italiano (que efetivamente serve apenas para um objetivo). A atmosfera que a qualificação para as semifinais trouxe para a capital é intensa e contagiante. Desse modo, esse termo “poupar” até fica bonitinho para o trivial de Di Francesco, mas a verdade é que evitar colocar os principais jogadores em contato com a crítica é uma forma de abrandar os nervos daqueles que serão substanciais nesse super match de toda uma história giallorossa. Tem quem diga que isso não é bom, pois relaxar muito, atrofia as ambições . Pelo sim, pelo não, tem dado certo para o técnico romanista e em uma cultura que toda a superstição é válida, latinamente prospectando, mudar isso não faria o menor sentido. Por outro lado não tem como enfatizar que a grande oportunidade para os figurantes de sempre como Gerson, Golalons e Schick  cai de mão beijada, porém parecem cada vez mais mostrarem o mínimo interesse de mudar suas posturas nessa ciranda de instantâneas chances. 

Síntese: La Repubblica

No Olímpico vence o Genoa e mantém a terceira posição graças a um gol contra e ao turco que marca como Salah. O ritmo da Roma guiada por Ünder verso ao Liverpool.

Por: Matteo Pinci

Quem se preocupava que a linha de receptores distrairia a Roma, talvez tivesse razão. Muito mais de quanto não diga o sucesso por 2 a 1 sobre o Genoa, que muito a pedir não havia. O senhor Hyde que vez em quando substitui no campeonato a Roma, ontem também fez esporádicas aparições, encarnando-se no constrangente desempenho do lento Gerson, em soporífera marcação de Jesus, em frágil contraste de Gonalons.

E não bastou dessa vez nem mesmo o sétimo gol de Ünder, que desde fevereiro marca gols ao ritmo de Salah, a afastar as sombras sinistras que o diretor esportivo Monchi parecia quase evocar antes da partida, quando prometia parar “para chegar em quinto e conquistar a Champions”. A impressão digital de um dos homens mais influentes de Trigoria, sob o delito da distração. Justo antes de uma partida no qual era muito simples comprometer a corrida contra Lazio e Inter.

Claro, o pensamento do manager espanhol não faria uma dobra: superando o Liverpool e levantando a Copa em Kiev, passa a jogar diretamente o torneio inclusive na próxima temporada: mas visto que apólices da conquista ninguém concede, escorregar além das quatro posições, para a Roma poderia dizer adeus a uma temporada que se tornou exaltante. Um fantasma, aquele da distração, que desde aqui até o retorno com os Reds do dia 2 de maio aliviará todas as partidas pela frente. Desde sábado em Ferrara com a Spal, que certamente não será mole como o Genoa de ontem, crucificado sozinho, invertendo a milenar tradição do gol do ex no contra passo do gol contra de Zukanovic.

E pensar que Di Francesco este temor - de pensar “além” - no fundo já havia acontecido em Bologna e com a Fiorentina, não? - deveria estar claro. Para evitar que em campo acabassem pensando na torcida na fila por um ingresso, na polêmica das vendas on line que um minuto depois reaparece ao custo de 400 euros um ingresso e a fúria de quem também por isso - no jogo do Liverpool não comparecerá, a partida com o Genoa jogou quem certamente ou quase será expectador na Champions. Considerando também que entre os pensamento do treinador, tinha inclusive aquilo de se evitar extenuantes desgastes para as estrelas para que possam estar 100% em Liverpool.

Mas as renuncias a De Rossi (melhor, quando está em campo Lapadula, visto os precedentes), Strootman e Nainggolan todos juntos arriscaram pesar bastante, mesmo com a segurança preventiva de El Shaarawy (“no Liverpool pensaremos a partir de domingo”): quase um desculpa eminente. No final é mais provável que seja verdadeira a receita de Alisson: “Entre nós, a Lazio e a Inter, na Champions irá quem cometer menos erros”.

@matteopinci

ROMA (433): Alisson, Florenzi, Fazio, Juan Jesus, Kolarov, Gerson (70' Manolas), Gonalons, Pellegrini, Under (77' Schick), Dzeko, El Shaarawy (82' Strootman)

GENOA (352): Perin; El Yamiq, Rossettini, Zukanovic; Rosi, Hiljemark (9’ st Medeiros), Bertolacci, Rigoni, Migliore (15’ st Rossi); Pandev (18’ st Cofie), Lapadula A disp.: Lamanna, Zima, Pereira, Laxalt, Bessa, Lazovic, Veloso, Omeonga, Galabinov Téc.: Davide Ballardini

Cartões: 17’Rossettini

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