CHEGA DE BRUXAS!
Viva as turcas! Quer dizer ao turco. Logo eu que de descendência armênia é evidente (no nariz e no sobrenome), tenho que abaixar a guarda para o turquinho Cengiz. Mas sabe-se lá, porque boa parte dos turcos são armênios e a outra ingrata e tirana é mongol, os otomanos. Prefiro pensar que Under é um Underian e vibra com o excepcional desempenho que vem exibindo nos últimos jogos. Enfim desabrochou a flor de Damasco. Um ponto importantíssimo nesse momento delicado que vive o time e que precisa se firmar acima de tudo afastando essa urucubaca que acompanha o time a quase três meses. Mas não que não tenha assustado o gol meteórico do color-chará, mas era preciso saber até que ponto o time poderia demonstrar caráter e reação com algumas peças fundamentais do elenco de fora.  As mexidas de Di Francesco se tornaram finalmente interessantes e no final  até fantasmas como Defrel acabaram marcando gol, mesmo se de pênalti e mesmo se diante de um time incapaz de qualquer bruxaria como o Benevento.   

Síntese: Corriere dello Sport

Benenvento abre rapidamente o placar, os donos da casa sofrem, mas no segundo tempo retomam a Champions.

Por: Guido D’Ubaldo

Deveria ser a desforra e desforra foi, mas a Roma penou uma hora para bater o Benevento e restituir a vitoria no Olímpico depois de quase dois meses. Os três pontos conquistados contra ultima colocada consentem a equipe de Di Francesco de reconquistar a quarta posição, na frente da Lazio e apenas a um ponto da terceira ocupada pela Inter. Se as duas vitorias consecutivas permitiram a Roma de se estabelecer na classificação, não resolveram todos os problemas de jogo. O sucesso tem um protagonista absoluto: Cengiz Under, que depois de ter realizado o gol da partida de Verona, ontem presenteou os três pontos para a Roma com uma assistência e um bis. Aos vinte anos o jovem turco conseguiu colocar em evidencia todo o seu talento.

EMERGÊNCIA A Roma teve que se abster de oito jogadores, inclusive De Rossi e Schick, recuperados ao extremo para começar o jogo do banco de reservas. A emergência no meio de campo obrigou Di Francesco a mandar pro campo uma dupla inédita de centrais, formada por Gerson e Strootman, insistindo no 4-2-3-1, com o qual havia tido algum brilho semanas atrás. O técnico escolheu uma formação ofensiva, com três atacantes reais as costas de Dzeko: Under, Perotti (preferido na função de armador ao invés de Defrel) e El Shaarawy. De Zerby colocou em campo o Benevento espelhado a Roma (em fase defensiva porém passando ao 4-1-4-1) e provou jogar a primeira histórica experiencia no Olímpico pela Serie A, com quase três mil torcedores sustentando. A aproximação da Roma foi mole, o Benevento mostrou dotes insuspeitáveis no toque de bola. Com atacantes muito ágeis e capazes de jogar de primeira colocou rapidamente em dificuldade a Roma e passou a frente aos sete minutos com Guilherme, que entrou na área livremente sem que Manolas e Florenzi conseguissem se opor. Um a zero para o Benevento e tudo para fazer aos romanistas. Di Francesco procurou sacudir os seus jogadores, que atacaram com uma manobra muito lenta. Puggioni se opôs a El Shaarawy e Dzeko, mas não foi fácil recuperar a desvantagem jogando abaixo do ritmo. Perotti demonstrou não ter tempo de jogo, precisa de corridas laterais para reanimar os dribles. O empate veio de maneira muito suada aos 26 minutos com Fazio que de cabeça livre na área ensacou. Sem a pressão a manobra da Roma se torna previsível e no final do primeiro tempo o retorno da vitória no Olímpico parecia distante.

TRABALHO ARTESANAL TURCO No segundo tempo Di Francesco mudou todos e três meias de frente, recolocando Perotti em sua posição natural na ponta esquerda, Under as costas de Dzeko e El Shaarawy na direita, substituído pouco depois por Defrel. O jovem turco saiu em cátedra, presenteando a vitória a Roma, como uma semana antes em Verona. No giro de três minutos confeccionou uma assistência extraordinária a Dzeko (também ontem luz e sombras para o bósnio) e logo depois assegurou a vitória com um chute próximo a trave. Depois veio o segundo gol pessoal, ainda mais bonito. Depois do segundo gol do Benevento com Brignola, Defrel encerrou a partida convertendo um pênalti nos acréscimos, para os 5 a 2 final.

@ziacoco_

ROMA (4231): Alisson, Florenzi, Manolas, Fazio, Kolarov, Strootman, Gerson, Under (83' De Rossi), Perotti (89' Schick), El Shaarawy (56' Defrel), Dzeko

BENEVENTO (433): Puggioni; Venuti, Djimsiti, Costa, Letizia (72′ Sagna); Viola, Sandro, Djuricic (78′ Del Pinto); Brignola, Guilherme, D’Alessandro (60′ Lombardi) A disp.: Brignoli, Coda, Tosca, Gyamfi, Memushaj, Diabate, Parigini, Billong, Iemmello Téc.: Roberto De Zerbi

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