CUSTOS REMANESCENTES DE UMA FERIDA CONSTANTE
É evidente que o assunto Champions não deixará tão cedo o ciclo de debates na atmosfera giallorossa e não (na que se refere principalmente a mídia oportunista em polemizar assuntos que possam trazer caldo e principalmente audiência). E os mais afetados são obviamente os senadores a carregar o árduo fardo de um time que ainda não conquistou absolutamente nada na gestão americana. O erro do passe no meio campo que culminou no gol do Liverpool (2-2) e de certa forma foi um balde de água fria na possibilidade de uma nova reação romanista. A expulsão de Ninja foi um detalhe, que a parte um jogo sem a mínima perspectiva de interesse, pelo menos para os romanistas, foi o ápice dando a imaginar que coisas estranhas já estão acontecendo nos bastidores do clube e talvez não é de se estranhar tanto se verificado o histórico de pós pesadelos ao longo da história giallorossa. Já se fala em fair play, sacrifícios, mas a grande verdade é que isso só venha a calhar como motivo para chutar o balde de uma atmosfera que se agravou (deveria ser naturalmente o contrário) com peso substancial de quem efetivamente era considerado símbolo e bandeira da Roma.   

Síntese: Gazzetta dello Sport

Roma e Juve não brigam, Nainggolan ao contrário sim. Empate sem emoções, com o meio campista que se faz expelir. Agora aos giallorossi basta apenas um ponto para defender a terceira posição.

Por: Fabio Licari

Não há necessidade nem mesmo de esperar o Verona para costurar o sétimo título consecutivo: a Juve conquista um ponto e é campeã inclusive aritmeticamente, além de cada abstruso calculo sobre a diferença de gols em relação ao Napoli. No Stadium com o Verona será apenas a festa. A Roma, já na Champions, deve ainda conquistar a terceira colocação no derby particular com a Lazio: lhe bastará apenas um ponto com o Sassuolo (mas, visto a Inter, melhor não confiar).

EMPATE OBRIGADO Não era possível imaginar um empate e não poderia pedir muito um duelo assim, mesmo se a Roma tentou mais. Mas a um certo ponto, na metade do segundo tempo, veio o stop, bem antes que Tagliavento apitasse o final. “Agitado” desde então pelas tentativas de Kolarov, Dzeko e Bernadeschi, 0 a 0 foi esculpido no campo. Antes quando Nainggolan - a enésima tentativa - conseguiu finalmente ser expelido. Então, logo depois, quando o Napoli abriu o placar com a Samp. Ninguém havia mais vontade de complicar sua vida. Compromisso para o ano que vem.

FATOR NINJA Por um tempo foi uma partida bastante real, interpretada por um roteiro. Roma que faz o jogo, com um 4-3-3 no qual Nainggolan tem pouca profundidade. Juve que espera, no 4-2-3-1 no qual falta geometria de Khedira (que se machuca no aquecimento) e a malícia de Mandzukic, aqui muito “normal”. Bianconeri compreensivelmente com a cabeça no bis, o que coloca em risco o empate: muitas bolas perdidas por Pjanic, Rugani e Bernadeschi. A roma porém tem culpa de ser imprecisa nas duas ações realmente perigosas, com Dzeko e Nainggolan na boca do gol. Quando a Juve para de perder bolas, somente Kolarov busca incomodar Szczesny. No segundo tempo existe mais Juve e não apenas a expulsão do Ninja: é que Dybala reencontrando a vontade de agredir o drible, jogando comumente a frente de Higuain versão similar-Dzeko, isto é regente ofensivo, mas incapaz de se liberar para o arremate.

OS RECORDES Aquele dos 7 títulos consecutivos não é o único recorde. Allegri jamais havia chegado a quota 92: os 95 pontos não são impossíveis com o Verona, em todo caso será o terceiro na história (considerando os três pontos em caso de vitória) depois dos 102 da Juve de Conte e os 97 da Inter de Mourinho. São 22 partidas da Juve sem ter sofrido gol, recorde igual e superável entre uma semana. E enfim - em termos de superação também esse - trigésima sétima formação diferente em 37 rodadas, sublimação da gestão Allegri. A Roma responde com uma temporada entretanto terminada melhor como começou. Provável a terceira colocação. Ainda Champions, diretamente nos grupos, e a inexperiência paga contra o Liverpool servirá a técnico e jogadores. E depois tem a semifinal a exibir, conquista que no entanto enobreceu uma temporada.

O FUTURO Diversas são agora as prospectivas e não faltam interrogativas. Por força de coisas a Juve partirá favorita pelo oitavo sucesso consecutivo: se Allegri, o melhor, tivesse que ir embora, porém, encontraríamos novos equilíbrios além aqueles necessariamente casados com um rejuvenescimento do “elenco”. Em caso, quem no seu lugar? Sugestivos os nomes de Inzaghi, Zidane e Conte, mas não negligenciaremos Gasperini. Talvez o primeiro e real negócio foi Cuadrado lateral: na Itália é quase um dever escala-lo ali para aumentar a força ofensiva. Para a Roma se tornar mais forte será menos fácil, por causa dos vínculos com o fair play financeiro: pode ser que tenha chegado a hora de sacrificar Nainggolan, enquanto Schick deverá voltar a Samp (e a De Rossi não se pode pedir sempre partidas de menino). Di Francesco, com um ano a mais, não pode outro a não ser fazer melhor.

@fabiolicarigaz

ROMA (433): Alisson, Florenzi, Fazio, Juan Jesus, Kolarov, Nainggolan, De Rossi (81' Strootman), Pellegrini (72' Gonalons), Under (82' Schick), Dzeko, El Shaarawy

JUVENTUS (4231): Szczesny; De Sciglio, Rugani, Benatia, Alex Sandro; Matuidi, Pjanic; Bernardeschi (67′ Douglas Costa), Dybala, Mandzukic (81′ Bentancur); Higuain A disp.: Buffon, Pinsoglio, Lichtsteiner, Chiellini, Howedes, Barzagli, Asamoah, Sturaro, Marchisio Téc.: Massimiliano Allegri

Cartões: 33’Pjanic, 43’Alex Sandro, 64’Nainggolan, 69’Nainggolan (expulso)

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