E FINALMENTE DESENCANTOU!
Finalmente! Patrick Schick fez seu gol com a camisa da Roma também no campeonato. Não sabemos até agora o que foi mais difícil, a Roma chegar as semifinais pela primeira vez em sua história na Liga dos Campeões da Europa, ou Shick fazer seu primeiro gol.  Na tira passada falava justamente da importância desses jogos para jogadores sempre mantidos na berlinda, as vezes até mesmo por não haver ambiente e oportunidades em se aproveitar com unhas e dentes o atual momento da Roma. Parece que Patrick enquadrou essa ideia e se for para fazer uma equiparação mal e porcamente com o Dzeko, que por muito tempo deixou a torcida na mão com os gols que não vinha, então posso dizer que valeu a pena esperar até aqui. Não tenho dúvidas que será importantíssimo nos planos da Roma, mesmo porque o bósnio, com toda a bagagem e bom momento que vem vivendo já foi ameaçado recentemente pelo Chelsea com quase uma despedida na ultima janela e deste modo Patrick seria uma jovem alternativa para manter os planos de Di Francesco em perfeito funcionamento. 

Síntese: Gazzetta dello Sport

Mais que distraída Roma de Champions. Sozinha na terceira posição Spall entregue. O gol contra de Vicari ilumina o caminho, depois Nainggolan e Schick. E muitos titulares mantidos fora para Liverpool.

Por: Fabio Bianchi

Passeio de meio verão, totalmente inesperado. Aqui em Ferrara Juventus e Inter suaram sete camisas sem nem mesmo um alibi no calor sufocante para poder descolar um mísero pontinho. E o Napoli vence, ofegando, no ultimo suspiro. A Roma ao contrário confirma seu estado de graça estendendo a Spal - que vinha de oito resultados uteis - com um mínimo esforço, marcando três gols com um turnover nada mal, permitindo se abster de Dzeko por toda a partida e gozando também por duas vezes: o debute absoluto do argentino Silva e, sobretudo, a estréia ao gol no campeonato do talento muito esperado pago a peso de ouro: Patrick Shick. Mas sim, a Roma é chique realmente e faz um passo adiante para a Champions ficando sozinha, no momento, na terceira posição. Di Francesco não poderia imaginar aquecimento melhor antes de escalar o monte Liverpool. Venceu, relembrando entre outros que no jogo fora é avassalador: derrota apenas para a Juve e décimo clean sheet fora. Poupou um pouco de jogadores que serão titulares: Dzeko, Florenzi, Kolarov e De Rossi. Alguns alternados. E levou em conta quem poderá servir, como Schick de fato. Melhor assim.

AS CHAVES Di Francesco havia predicado grande concentração para esse duelo. Não estava errado, A Spal que não perdia a 8 rodadas e a exigência do turnover obrigou a não se distraírem. Não esperava claro uma Spal tão entregue e talvez não imaginava nem mesmo simples. Mesmo se alguns rumores nos treinamentos houveram porque no seu 3-5-2 inseriu no meio Everton, homem de batalha, por Grassi, e Schiattarella ao contrário pelo anunciado Viviani. Inclusive nesse caso mais pernas que pés. Não bastou. A parte o fato que poderia gozar de um pênalti aos 12 minutos do primeiro round por um contraste entre Fazio e Antenucci, sofreu do inicio ao fim. Não se pode jamais dizer, mas a impressão é também que se Tagliavento tivesse concedido o pênalti e Antenucci marcado, teria mudado pouco. Os motivos são simples: quando não existe jogo sobre a qualidade em campo, se nem mesmo a condição te suporta, são dores. A Spal parecia nas cordas, se não cozida. Chegava sempre tarde nas bolas e, sobretudo, a canseira confundia as ideias na saída. Quantos passes errados pela defesa, me jornada de pesadelo, e pelos meio-campistas… E muitas vezes erros se criava oportunidade para a Roma, e em geral no compasso da formação, em haver ocasiões de gol. Dez chutes, cinco no gol, em 45’. Desde quando Everton apareceu tropeçando no calcanhar de todos e das faixas Mattiello e Lazzari serviam algumas bolas para Antenucci, a Spal sofreu, mas sobreviveu.Depois do gol contra de Vaccari, entrou em declínio com Strootman sob cruzamento de Pellegrini, entrou em colapso. Se esperava uma reação no segundo round, ao contrário houve apenas one man show giallorosso. Depois dos 7’ amplia com Nainggolan com uma navalhada de fora, depois dos 15 a primeira glória de Schick, de cabeça, no cruzamento de Pellegrini. Após o passeio as alternâncias de jogadores em vista de Liverpool.

OS JOGOS DE PESO Semplici provou far uma sacudida mudando o sistema e homens já no final do primeiro round. Fora Vicari que, gol contra a parte, não acertou uma, dentro Grassi na esquerda com Kurtic a direita e recuo de Lazzari (o mais generoso) com Mattiello para uma defesa a 4. No intervalo voltou ao 3-5-2 inserindo Simic. Mas os pulmões deflacionados e as ideias confusas não consentiram nenhuma reação. Para dizer, Alisson levou o pão no único chute da Spal de Paloschi (já nos 2 a 0) desde então controlado por Manolas sem problemas. A grande recuperação de Bruno Peres no desvio antecipando Antonucci afastou definitivamente o perigo. Provável que naquele ponto a Spal tenha pensado a fundamental partida -salvação com o Verona. Humano, de fronte a uma Roma determinada e segura de si, que a algum tempo conquistou finalmente a consciência de sua força. Pena por aquele período negro, porque como qualidade e jogo teve meios para desafiar Juve e Napoli. Agora tem um sonho a seguir. Um grande sonho.

@fabiowhites

SPAL (352) Meret (34' s.t. Gomis); Cionek, Vicari (38' Grassi), Felipe; Lazzari, Everton Luiz, Schiattarella (1' s.t. Simic), Kurtic, Mattiello; Antenucci, Paloschi A disp.: Marchegiani, Vaisanen, Salamon, Drame', Schiavon, Vitale, Viviani, Bonazzoli, Floccari Téc.: Leonardo Semplici

ROMA (4321): Alisson, Bruno Peres, Manolas, Fazio, J. Silva, Pellegrini (78' Gerson), Gonalons, Strootman (67' Under), Nainggolan (73' Perotti), El Shaarawy, Schick

Cartões: 5’Vicari, 9’Strootaman, 12’Everton, 40’Schiattarella, 90’Grassi

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