ENFIM SORRISO GIALLO MAS ROSSO
Amarelo porque é possível ver um brilho nesse breu que se implantou sobre a Roma. Vermelho pois foi sofrida e muito além de acharmos que os problemas tenham sido dominado pela raiz, pairam ainda no ar dúvidas inquietantes, mas já é um bom começo para poder respirar e analisar aliviado sem a esmagadora pressão. Não, nem precisa dizer que estou sendo duro demais nas minhas considerações: trata-se de um Verona morto, que teve a capacidade de chutar apenas uma vez no gol giallorosso em toda a partida. Ah, mas teve a expulsão do Lorenzo Pellegrini… Isso, talvez um fator determinante, visto que o time vivia uma pressão de resultados, mas diante de um adversário que pouco atacou, talvez até mesmo em função de jogos questionáveis onde no final acabou tomando toco, necessariamente deveria ter aprendido com os erros evitando um sétimo vexame na competição. Repito se o time do Veneto fosse um pouquinho mais aguerrido e aplicado em suas ambições possivelmente estaríamos falando de mais um empate ridículo ou derrota vexatória. A confusão chega a ser tanta que não se sabe mais se trata-se de capacidade técnica ou definitivamente do acerto da equipe.    

Síntese: Gazzetta dello Sport

Uma ação de Under bastou para a Roma. Verona derrubado. Hellas muito mole mesmo em onze contra dez, Di Francesco vence com o 4-2-3-1.

Por: Pierfrancesco Archetti

A Roma começava a se assemelhar muito a Inter, rival pela corrida da Champions, na desenvoltura e nos defeitos. mas na clássica partida pela qual o resultado serve mais que o espetáculo, Di Francesco não segue Spalletti e a incapacidade de vencer. Para se aproximar da quarta posição, os romanistas voltam a vitória depois de seis partidas a seco pelo campeonato e depois de três meses em jogos fora de casa. Porém as virtudes de uma equipe superior, como é normal que a quinta seja mais brava da penúltima, saem somente aos trancos e no primeiro tempo. Se fala de personalidade, cinismo e tranquilidade.

OS MOTIVOS “Vitória merecida, mas sofremos muito” é a enésima honesta e lúcida análise do treinador. No sofrimento citado, inclusive se o Verona chuta no gol apenas uma vez, precisa também se ressaltar que o grau de periculosidade do adversário. O Hellas parecia ter um nível próximo ao zero: se empobreceu tecnicamente, depois do mercado; não tem o furor técnico de Florença, que havia levado ao 4 a 1 salva-Pecchia. Privado inclusive de falta de determinação da meia cancha pra cima e na frente não acertava nem mesmo o chute surpresa, mesmo se jogou quase todo o segundo tempo em 11 contra 10 pela justa expulsão de Pellegrini (51’). O Verona é uma equipe nova, pelo menos na fase ofensiva. A Roma uma equipe que ainda tem que se encontrar. E para mudar inclusive o sistema, de 4-3-3 para 4-2-3-1. Quando se fica em inferioridade , Di Francesco defende o 4-4-1 e ataca no 4-3-2, busca então não confundir suas idéias ofensivas, as mudanças são as funções e resguardam os “atacantes” como Under, El Shaarawy e Dzeko.

O RAPAZ O gol de Under depois de 43 segundos é também o primeiro no campeonato para o jovem de vinte anos turco, que tem uma esquerda afiada, e permite a Roma uma pressão mais relaxada. Que se torna porém muito relaxada, porque muitas bolas gol terminam em Nicolas ou ainda fora. Dzeko nestes casos é o maior culpado que sem sorte, fica contente de não ter partido, mas poderia agradecer de outra maneira, mesmo se trabalha muito fora da área. Os romanistas são pouco corajosos na esquerda, sobre as ações de Kolarov-El Shaarawy, mas sólidos no meio, na inferioridade. Fazio não erra, Strootman e Nainggolan se apertam para impedir ao Verona qualquer entrada na vertical. A Roma permanece mais compacta e são apenas oito as jogadas uteis na área para os veroneses, contra 20 dos adversários.

OS ERROS DO VERONA Giampaolo Pazzini marcou gol no Real Madrid sábado, no seu debute pela Liga. Inevitável que quase todos falassem dele no estádio ontem, mesmo porque o Verona desmontou o ataque para reconstruir um totalmente diferente. Os motivos são vários: o mercado levou embora Pazzo e Bessa, suspensões, lesões fizeram o resto com Kean e Cerci. Verde, que cresceu na Roma, está fora inclusive do banco bem como Heurtaux, Felicioli e Fossati: fede muito a purgatório depois de algumas negociações de mercado frustradas. Pecchia, expulso por ter reclamado um cartão de Buchel, é suprido por Matos e Petkovic na frente com Aarons, debutante, ao lado. O Verona escava no primeiro tempo algumas tentativas de ofensividade, mas erra muito na meia cancha de ataque. Quando no segundo tempos move mais adiantado impõe um 4-3-3, faltando alguns coligamentos elementares. Tipo esquemas sobre cobranças de falta que não se desenvolvem, escanteios que não chegam a área. O Verona, em sua nona derrota interna, escolheu salvar o balanço e a equipe junto, não é certo que o duplo golpe ocorra.

@pfarchetti

VERONA (442): Nicolas; A. Ferrari, Caracciolo, Vukovic, Fares; Romulo, Valoti (22' s.t. Calvano), Buchel (43' s.t. Souprayen), Aarons (26' s.t. Lee); Matos, Petkovic A Disp.: Silvestri, Coppola, Danzi, Boldor, Bearzotti, F. Zuculini Téc.: Fabio Pecchia

ROMA (4231): Alisson, Florenzi, Fazio, Manolas, Kolarov, Pellegrini, Strootman, Under (70' Gerson), Nainggolan, El Shaarawy (78' Perotti), Dzeko (89' Defrel)

Cartões: 21’Caracciolo, 24’Nainggolan, 29’Fares, 48’Büchel, 51’Pellegrini (expulso)

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