INFINITAS DÚVIDAS, ETERNO REPROCESSO
É assustador os déjà vu que em especial a Roma vive em questão de pouca margem de tempo e sem absolutamente aprender com nada que viveu. Parece até natural, compreensível e parte do processo, mas convenhamos: se um Nainggolan ausente, como o de hoje (infelizmente até perdeu o dente na partida, senão o juízo e nervosismo em virtude de uma briga particular que gravemente ameaça sua Copa do Mundo na Russia na metade do ano), fosse tema de discussão de mercado todo mundo se revoltaria e acharia loucura uma Roma sem o belga. Sem dúvidas, não se pode julgar o jogador por uma simples jornada ruim, mas sim por todo o seu contexto e potencial que sabemos que tem. No entanto é preciso entender que esperar que Radja se encontre dentro da paz específica que precisa para então o time começar a ter o rendimento necessário é uma tolerância que não cabe e portanto não se permite. No entanto o incansável ciclo de pisadas giallorossa consente naturalmente situações como essa e pacientemente espera-se uma reação positiva, nem que drasticamente isso custe tempo, e obviamente dinheiro que nos dá sempre a mesma sensação de chover no molhado. 

Síntese: Corriere dello Sport

“Sem personalidade” O novo escorregão agora preocupa Di Francesco. A sua análise é cruel

Por: Roberto Maida

Já havia ocorrido, retornou: a Roma é engenhosa, imprevisível e caprichosa, as vezes exaltante e outras inconsistente. Sem nenhum pré aviso, e um instante, se pode transformar em uma grande equipe ou em um exército desordenado. O presidente Pallotta viu o jogo dos States e está enfurecido pela quinta derrota na temporada dentro do Olímpico, não menos quanto os torcedores que no final da partida com o Milan vaiaram e contestaram. Assim além de perder a Champions nas oitavas, arrisca não tê-la mais em setembro, com as desastrosas consequências sobre o equilíbrio financeiro que se possa imaginar. Eusebio Di Francesco admite: “Depois do gol de Cutrone, no qual a defesa se fez surpreender muito facilmente, e não me refiro apenas a Manolas que também pode antecipar o atacante, desaparecemos. Nos dispersamos e não se pode. Isto faz refletir sobre a personalidade da equipe. Não existem alibis e justificações. Eu sou o treinador e me coloco a frente de todos como primeiro responsável. É legítimo pedir a equipe que me siga, a pergunta surge espontânea. Para mim parece que sim. Pena porque no primeiro tempo, estivemos se indecisivos nos últimos 25 metros, havíamos feito uma boa partida. Como nos primeiros 50 minutos de Kharkiv. Devemos lutar sob o aspecto caracteriza”.

AS ESCOLHAS. Fez escolhas de se discutir: de fora Dzeko, De Rossi, Florenzi por turnover e no segundo tempo inclusive Nainggolan, já substituído contra o Shakhtar, fora tirado da partida. El Shaarawy depois ficou no banco por noventa minutos, enquanto Schick mais uma vez não convenceu: “Escolhi Patrick porque pensei que poderia colocar em dificuldade os centrais do Milan. Fez inclusive uma boa jogada, mas não conseguiu placar. Esperava que acrescentasse na criação, mas não aconteceu. Porém não é uma rejeição para Schick, é a equipe no seu complexo que se perdeu: se apagou”.

NERVOSISMO. Na televisão discute com Massimo Mauro: “Não aponto o dedo sobre alguém dos meus ao vivo na tv. Se porém vós acreditais que esta seja uma grandíssima equipe e constateis que os resultados não chegam, então a culpa é minha”. Existe alguma coisa que não funciona nos treinamentos? “Vos asseguro que em Trigória se trabalha com grande intensidade. Há anos tenho meu método de trabalho e em Sassuolo conquistei resultados importantes. Infelizmente não conseguimos aplicar na partida, não com continuidade pelo menos, aquilo que provamos na semana. Mas seria inútil falar de um problema físico. Houve uma queda profunda no segundo tempo, eu também vi isso, mas o problema é mais mental”.

REPENSAMENTOS. Explica assim o retorno ao 4-3-3: “Contra o Milan com os dois medianos tivemos mais dificuldades. De fato recuperamos 11 bolas na metade do campo adversário. Para mim podemos fazer ambos os sistemas de jogo, inclusive o 4-2-3-1. Será sempre o comportamento a fazer a diferença”. Porque passar ao 4-2-4 perdendo de 1 a 0 com a equipe em evidente dificuldade? “Nainggolan perdeu um dente, sua cabeça era um redemoinho. No mais não atravessa o melhor momento da carreira. E depois servia um chacoalhão, deixamos de jogar. Por isso escolhi inserir um atacante a mais. Certamente se voltasse atrás não teria feito, porque o 4-2-4 favoreceu o Milan”. No Mediaset perguntam se sente em discussão após essa derrota: “É uma pergunta que me agrada e também não. Todos estamos em discussão. A verdade é que devemos ficar quietos e trabalhar. Temos meios para entrar na Champions e inclusive permanecer, se vencermos o retorno como Shakhtar. Claro, não com esse tipo de jogo”.

@RobMaida

ROMA (433): Alisson, Bruno Peres, Manolas, Fazio, Kolarov, Pellegrini (80' Gerson), Strootman, Nainggolan (64' Dzeko), Under (74' Defrel), Schick, Perotti

MILAN (433): G. Donnarumma; Calabria, Bonucci, Romagnoli, Rodriguez; Kessié, Biglia, Bonaventura (90′ Montolivo); Suso (81′ Borini), Cutrone (67′ Kalinic), Calhanoglu A disp.: A. Donnarumma, Guarnone, Abate, Gomez, Musacchio, Zapata, Locatelli, Mauri, André Silva Téc.: Gennaro Gattuso

F I C H A
avatar

© 2004 PORTALE ROMANISTA BRASIL UMA FÉ QUE NUNCA TEM FIM

uCoz