O CUSTO DA PRESUNÇÃO
Inevitável que propondo um jogo defensivo, considerando que de zaga estamos sempre no meio da corda cedo ou tarde de nada iria adiantar o belo gol de ElSha (cada vez mais precioso esse menino) depois do maravilhoso assist de Alisson. Convenhamos, de nada adiantou todo o tempo desperdiçado para construir a vitória e entregá-la de bandeja, devido a pouco sabedoria em desfrutar melhor o desespero adversário. A abdicação de Eusebio Di Francesco em atacar e liquidar a partida mostra um certo tipo de confiança pra lá de presunçoso do treinador romanista. Não que o ataque da Roma é uma fábula, mas queira ou não o gol foi achado primeiro pelo front giallorosso e querer se fechar no Giuseppe Meazza com apenas um gol, sabendo que do outro lado havia um conhecedor de tudo que se refere a Roma foi no mínimo suicídio. E se não fosse o Alisson, nem o caro pontinho teria prevalecido, visto que cada vez mais o goleiro brasileiro se mostra uma peça fundamental nesse time e nessa temporada com vistas cada vez mais, infelizmente, para o adeus em junho. Não há dúvidas porém com isso, que o sistema defensivo romanista continua cada vez mais em cheque: enésimo erro de Fazio (que bem provavelmente não irá parar por aí) e o convite frequente da linha coberta mal e porcamente por Alessandro Florenzi (não sei mais dizer em que posição ele pode jogar, parece completamente perdido a mercê das tantas bizarras experiências que sofreu). 

Síntese: Il Messaggero

A Roma é apenas ilusão. Por uma hora se revê a equipe admirada no final de dezembro, depois a queda física e Vecino iguala o gol de El Shaarawy. Di Francesco propõe uma escalação bem prostrada em campo, mas no final renuncia jogar e o empate se torna evidente.

Por: Ugo Trani

MILÃO - O relógio não basta: a Roma quase ao fotofinish, sofre o empate para a Inter. O empate de San Siro, 1 a 1, é melhor para Spalletti do que Di Francesco (pela primeira vez não liquida a derrota contra o colega). Os giallorossi, havendo uma partida a recuperar na quarta-feira no Marassi contra a Sampdoria, estão agora a 3 pontos da quarta posição. Então dos nerazzurri, em vantagem inclusive na briga direta vencido no jogo de ida, e da Lazio. Alisson é o protagonista da noite milanesa e isso rende bem a ideia de quanto, sobretudo no segundo tempo, os seus companheiros sofreram diante dele. As ausências pesaram menos que os rumores de mercado, com Dzeko fora da partida.

ASPECTO VARIÁVEL

Sem um regista de função, com Gonalons em casa e De Rossi na tribuna, Di Francesco foi obrigado a redesenhar o sistema de jogo passando do 4-3-3 para o 4-1-4-1. O play foi Strootman, movido para frente da linha em 4 que é a titular. El Shaarawy, não obstante o forfait de Perotti, acabou na direita. Como meia alas iniciaram Pellegrini e Gerson com Nainggolan movido para esquerda. E foi ali que a Roma se apresentou camaleônica para não dar pontos de referência a Inter. Gerson, em fase de posse de bola, cobriu por um bom tempo a faixa com Nainggolan pronto para se centralizar. E aos turnos, entretanto, trabalharam para ajudar Kolarov contra Cancelo que vinha nas costas de Candreva jogando como sempre na direita.

ASSISTÊNCIA DE ALISSON

Spalletti, ao contrário, inicialmente não mudou, limitando-se a alternar, na função de armador, Borja Valero e Vecino que assistem Icardi e ficam conectados a Gagliardini no momento defensivo: do 4-2-3-1 ao 4-3-3. Os nerazzurri se movimentaram aos poucos, usando as corridas laterais. Recolhendo, porém, pouco mesmo porque justo os meio campistas não apareceram: Perisic endereçou pra fora uma cabeçada depois do cruzamento de Cancelo e Icardi pediu pênalti por um empurrão de Manolas depois do erro de Fazio, que chegou atrasado. Alisson foi decisivo na jogada de Perisic, repetindo novamente também sobre Borja Valero. Mas se tornou fundamental quando, pouco segundos depois na conclusão de Pellegrini que passou perto, lançou em profundidade El Shaarawy. Santon dormiu no lance, permitindo ao ponta voar em direção a Handanovic. Delicioso o toque do ex-milanista, sob a curva da Inter. Pela comemoração dos capitães De Rossi e Totti, sentados um ao lado do outro no San Siro. Icardi teve logo depois a bola do empate: apoio largo. Miranda abraça Florenzi na área nerazzurra: Massa não intervém. Strootman tomou a jogada. Os companheiros confiaram e o cercaram.

LINHA A 5

A tentativa de Spalletti, depois do intervalo: subir a marcação da equipe. Deste modo inseriu Brozovic no lugar de Gagliardini. A Roma, consequentemente, se acomodou. Florenzi sofreu com Perisic apenas no jogo aéreo e Di Francesco o move para o meio campo, com Peres entrando no lugar de Gerson. E contemporaneamente Éder por Candreva. Trave de Icardi: determinante o desvio de Alisson. Os giallorossi aos trinta, com o ingresso de Jesus no lugar de El Shaarawy, não podem outro a não ser se fechar com 5 defensores. A nova modificação tática não será suficiente. A Inter também pressionou com Dalbert (fora Santon). Logo depois Schick em campo no lugar de Dzeko. Alisson fora excepcional mais uma vez sobre Icardi, defendendo a cabeçada de Vecino. Fatal o erro de posição de Fazio. Os nerazzurri entretanto não engrenam: último sucesso no dia 3 de dezembro. Os giallorossi, com apenas 2 pontos nos últimos 4 jogos, permanecem porém destacados por 3 pontos. E mais longe da zona Champions.

@utti60

INTER (4231): Handanovic; Cancelo, Skriniar, Miranda, Santon (77′ Dalbert); Vecino, Gagliardini (45′ Brozovic); Candreva, Borja Valero, Perisic; Icardi (70′ Eder) A disp.: Padelli, Berni, Lisandro Lopez, Ranocchia, D’Ambrosio, Nagatomo, Joao Mario, Karamoh, Pinamonti Téc.: Luciano Spalletti

ROMA (433): Alisson, Florenzi, Manolas, Fazio, Kolarov, Strootman, El Shaarawy (75' Juan Jesus), Pellegrini, Gerson (70' Bruno Peres), Nainggolan, Dzeko (84' Schick)

Cartões: 58’Perisic, 68’Cancelo

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