RECARREGANDO O SENTIMENTO
Pois é, após a ressaca eliminatória da Champions a esperança de se ter as mesmas emoções na próxima. A vida vive de esperanças  onde quer que o sentimento aflore, e no futebol não é diferente. Jogar em Cagliari jamais será fácil, é uma gente orgulhosa que se transforma principalmente quando está na parada o nome da Roma. A vida não estava nada fácil para os sardos, virtualmente quase rebaixados precisavam segurar as pontas para manter viva a permanência na primeira divisão italiana. Di Francesco não poderia abaixar a guarda, mesmo se tinha a disposição os cacos do que sobrou da ultima batalha. Entretanto vacilar nas últimas partidas era tudo que a Lazio e a Inter sonhavam para assaltar a via direta para o próximo certame europeu diretamente nos grupos. Precisou apenas do turco iluminado dessa temporada e claro, não me canso de citar, o goleiro que fez toda a diferença dessa campanha romanista Alisson Becker.

Síntese: Corriere della Sera

Sofrimento em Roma, mas pódio solitário. Cagliari batido: terceiro lugar hipotecado.

Por: Luca Valdiserri

CAGLIARI A Roma está praticamente de novo na Champions League, o Cagliari com um pé na Série B. As ultimas curvas do campeonato não deixam dúvidas. Um gol de Cengiz Ünder e uma defesa a velha maneira, quando a Roma não havia mais forças para acionar o contra-ataque, basta e convém a Di Francesco para assegurar a temporada. Bastará um ponto - entre Juventus no próximo domingo e Sassuolo na última - para a aritmética. E talvez não servirá nem mesmo aquilo. A Roma não poderia fazer uma grande partida, depois de tudo aquilo que tinha gasto com o Liverpool, mas fez aquilo que precisava. Se cresce também assim, no cansaço.

O Cagliari observa os resultados e fica na antepenúltima posição. O calendário não é dos melhores (Fiorentina fora e Atalanta em casa) e ontem a noite servia pelo menos um ponto contra uma adversária cansada e com muitos desfalques. Não veio porque a qualidade dos ribeirinhos era baixa e porque Farias devorou duas ocasiões clamorosas apenas diante do gol: a primeira controlando a trotes a bola e fazendo ela terminar na linha de fundo, a segunda protegendo-se com o corpo e permitindo a Kolarov uma recuperação em desespero. Errar tanto assim e salvar-se não é possível.

Di Francesco havia dito as vésperas que vários de seus jogadores estavam “meio a meio” depois do esforço da Champions. Uma longa lista de ausências (Perotti, Strootman, Defrel, Karsdorp, e o suspenso Juan Jesus) aos quais se acrescentou Manolas que foi vetado no aquecimento. Estreou então Capradossi, saindo de um banco onde ficaram Florenzi, Lorenzo Pellegrini, El Shaarawy e Shick. No segundo tempo Di Francesco teve que usar inclusive Jonathan Silva, na realidade no prejuízo.

A diferença, além do sétimo gol de Under no campeonato, fizeram os homens no qual o treinador é mais ligado: Dzeko, que jogou um segundo tempo muito bom, defendendo sempre a bola e permitindo a equipe retomar o fôlego. De Rossi e Fazio, Alisson, sempre decisivo. O Cagliari tentou, atacou, saiu entre aplausos da sua torcida, mas jamais encontrou uma jogada realmente válida. Houve apenas agressão na área adversária, com pouca qualidade. Merecia um empate? Talvez sim, porém a partida de ontem foi um símbolo do seu campeonato. Apenas a “garra” é muito pouco.

 

CAGLIARI (442): Cragno; Faragò, Ceppitelli, Andreolli, Lykogiannīs; Deiola, Barella, Padoin (89′ Han), Ioniță (83′ Cossu); Farias (77′ Sau), Pavoletti. A disp.: Crosta, Rafael, Miangue, Pisacane; Caligara, Dessena, Giannetti. Téc.: Diego Lopez

ROMA (433): Alisson, Bruno Peres (58' Florenzi), Fazio, Capradossi (69' J. Silva), Kolarov, Gonalons, De Rossi, Under (85' Schick), Nainggolan, Gerson, Dzeko

Cartões: 23'Lykogiannis, 38'Barella, 73'Ionita, 88'Gerson, 88'Ceppitelli

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