ETERNO CONSTRANGIMENTO
Sempre quando converso sobre algo que amo que é andar de skate elétrico a primeira pergunta que me fazem é: quantas vezes você já caiu (meio óbvio né?), mas eu respondo muito dinamicamente que foram 3 de 2015 até os dias atuais. E daí naturalmente vem a contra-pergunta: mas só?! Eu dou uma risadinha, abaixo a cabeça e replico: sim porque depois que você cai, nunca mais quer ter essa sensação novamente, então se esforça e aprende a ficar em cima do shape sempre, sem dar mole pro vacilo (atenção). Não vejo nada de errado perder para um adversário que tem uma bola federal feito o Liverpool e até poderia ser outro. O que é absolutamente ridículo é sempre levar uma sacolada de gols sem jamais aprender com os erros do passado. A Roma não começou a jogar a Champions ontem, embora seja sua primeira semifinal na história e para Di Francesco o que serviu o Camp Nou? Ficar fazendo experiencia ridícula a essas alturas é o cúmulo da bizarrice. Não bastam os medonhos 7 de MU e Bayern? Até quando vão entregar o time a bisonhos que acham que podem fazer suas experiencias irresponsáveis colocando a reputação e o nome do clube pra baixo de sovaco de cobra? Treinador passa, mas a torcida e o clube pagam sempre? E lá se vai, com o mesmo sentimento, o eterno constrangimento e situação semelhante recém vivida a ridículos vinte dias atrás com outro chocolate absurdo.

Síntese: Corriere dello Sport

Forza Roma Não Acabou. Os giallorossi mais uma vez chamados a tentar um feito no jogo de volta no Olímpico depois de uma pesada avalanche de gols. O gol de Dzeko e Perotti deixam aberto as portas para Kiev. O Liverpool impõe a partida ritmos alucinantes. Show de Salah, depois Mané e bis de Firmino.

Por: Alberto Poverosi

Lição de futebol por uma hora, mas uma lição daquelas que ficam na memória por um tempo infinito. Cinco a zero do Liverpool sobre a Roma, duplicidade de gols e de assistências de Mohamed Salah, duplicidade de gols de Firmino, classificação encerrada. Depois porém Klopp vacilou forte: muito seguro de si, tirou Salah a quinze minutos do final para lhe conceder o stand ovation no Anfield e a equipe leu naquilo a mudança como o final das hostilidades. Mal, muito mal. Porque naqueles últimos minutos, terminado o Liverpool, coube a Roma de suas cinzas ressurgir com dois gols, primeiro com Dzeko, depois com Perotti na marca do pênalti. Cinco a dois no final, e depois do que aconteceu com o Barcellona porque não acreditar em um outro feito? E existe inclusive um outro aspecto a considerar: como o que acontecera no Camp Nou com Makkelie, inclusive ontem o árbitro Brych incidiu no resultado, dois gols do Liverpool foram irregulares.

UMA HORA DE GRANDE REDS.Dos 20 aos 80 minutos, a equipe de Kopp havia derrubado a Roma sob o aspecto fisico, atlético e tático, indo tomar o espaço onde a Roma não havia homens e obrigando o mal compreendido Juan Jesus a contínuos um contra um com Salah, nos quais os resultados podem facilmente imaginar. Fôra um grandíssimo Liverpool. A rumba começou a alguns minutos antes da meia hora de jogo. Daquele momento a Roma havia respondido bem a quase todos os ataques ingleses. Que haviam chutado mais, mas também sofrido a ocasião mais perigosa dos primeiros vinte minutos com o travessão central depois da esquerda de Kolarov, cúmplice de um erro do goleiro. Di Francesco havia pedido a equipe ordem e rigor tático, pedindo a marcação de perto de Henderson, o primeiro construtor de jogo dos Reds, com Nainggolan. De Rossi havia a posição justa para relançar a ação e não sofria a pressão do Liverpool, os dois externos atacavam no tempo certo e Dzeko congelava que era um prazer. Em suma, a Roma tinha, pelo menos por uns dez, onze minutos porque faltava completamente o aporte de Ünder, muito leve e talvez inclusive emocionado sob um estádio de dar medo.

A FURIA DE ANFIELD.Aos 18’Oxlade-Chamberlain se machucou e a mudança de Klopp com Wijnaldum deu um belo empurrão ao Liverpool que aos 29’ criou a primeira ocasião com modos mais usual ao seu modo de futebol: duas passagens (a segunda de Firmino) e Mané sozinho diante de Alisson, por sorte a bola foi lá para arquibancada. Foi o apito inicial dos reds. O ritmo se elevou até se tornar vertiginoso e oprimindo o meio campo e defesa da Roma, Mané errou outro gol, marcou um nascido de um impedimento de Salah e Alisson fez uma defesaça em um lance do egípcio.

SALAH ARTILHEIRO.Não, não nos esquecemos do ex-romanista, apenas que por uns vinte minutos havia feito pouco. Estava se aquecendo… Quando entrou em cena, jogou tudo, a sua maneira. O seu primeiro gol foi uma pintura, mesmo se iniciado com uma falta de Wijnaldum sobre Strootman: com sua esquerda fez a bola tocar a forquilha da trave e depois entrar pro gol. A Roma estava nas cordas, não sabia mais como e onde defender-se. O ritmo era alucinante, De Rossi e Strootman se perderam, Manolas errou na saída sobre Firmino, Salah fez seu famigerado corte com o qual incinerou Juan Jesus, Alisson saiu, Momo tocou de chapa e ampliou. Entre os dois gola, houve um travessão de Lovren e varias pedradas direcionadas ao gol de Alisson.

SALAH ASSIST MAN.Ünder logo depois fora, Di Francesco provou com Shick ao lado de Dzeko, mas aos dez minutos a sua equipe sofreu outro gol; desta vez Salah se limitou a assistência para Mané. Na escapada porém, o egípcio estava em posição irregular. A Roma estava fora da partida, deixava espaços enormes para uma equipe perita em contra-ataques. O Anfield marcava o tom e o Liverpool era um espetáculo esmagador. Salah partiu pela centésima vez e pela centésima queimou Juan Jesus, bola no meio, Firmino escapa e faz o 4 a 0. Depois, sempre com Firmino de cabeça marca o quinto depois do escanteio de Milner. Pouco antes, Di Francesco voltou a defesa a 4 recuando Florenzi e Kolarov. Saiu Salah, os ingleses amoleceram e a Roma finalmente ingressou no jogo. Gol de Dzekoem lançamento de Nainggolan, que logo depois tentou achar um pênalti com um chute interceptado com a mão por Milner. Da marca do penal, Perotti converteu. Vamos para o Olímpico com confiança. Será preciso tanta.

LIVERPOOL (433): Karius; Alexander-Arnold, Van Dijk, Lovren, Robertson; Oxlade-Chamberlain (18' p.t. Wijnaldum), Henderson, Milner; Salah (30' s.t. Ings), Firmino (47' s.t. Klavan), Mané A disp.: Mignolet, Clyne, Moreno, Solanke Téc.: Jürgen Klopp

ROMA (3412): Alisson, Fazio, Manolas, Juan Jesus (67' Perotti), Florenzi, De Rossi (68' Gonalons), Strootman, Kolarov, Nainggolan, Under (46' Schick), Dzeko

Cartões: 26’Juan Jesus, 39’Arnold, 74’Lovren, 87’Hendersen, 88’Fazio

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