GELADA SCHAKHTARIANA
Por meio tempo parecíamos estar em paraísos tropicais das Bahamas, mas eis que os brazucas desse chato Shakhtar resolve melar as esperanças romanistas de uma reedição das quartas de final a muito tempo não sentida nos relicários sentimentos da torcida giallorossa. Mas também, que tipo de falta é aquela? É pra derrubar presidente, exercito, império, dinastia, enfim uma gelada desnecessária para qualquer tipo de torcedor que se preze no mundo, menos para o da Roma. Mas poderia ser pior. Sim! E tenho que ressaltar um jogador que vive levando pedrada, mas dessa vez Bruno Perez fez bonito e tirou aquele que poderia ser praticamente a classificação antecipada do time ucraniano verde amarelo. Claro que é preciso creditar o quinto gol do turco Ünder (agora vai), mas figuras como Perez e Alisson foram fundamentais para alimentar nossa esperança. Agora que preocupa essa dormida desnecessária do time, sem dúvidas, mas acreditar é preciso.   

Síntese: La Repubblica

Ünder, depois o gelo. Perdida a ilusão resta meia Roma. Um outro gol do turco mantém os giallorossi na corrida, sumidos no segundo tempo e salvos por Alisson e Peres.

Por: Fabrizio Bocca

A partida no gelo foi uma ilusão. Quando a Roma vencia com o gol do iluminado maguinho Cenfiz Ünder, no estádio Metalist estava tudo bem, parecia a partida ideal de Di Francesco & Cia, um clássico e perfeito retorno da Roma a Champions, mais claramente aquela de Stamford Bridge. Depois o gelo ucraniano congelou de verdade e é como se tiver paralisado os jogadores da Roma, o Shakhtar de Fonseca veio a tona com os seus absurdos fantásticos brasileiros. E transformar a vitoria em uma derrota foi preciso apenas instantes: resultado pelo ralo, tropeço e retorno para a casa com um 2 a 1 que não é particularmente preocupante, mas que em suma e mostra muito como uma ocasião desperdiçada. Não se pode durar apenas meia partida.

Di Francesco acertou a pedida Ünder que hoje teve o toque mágico (5 gols nas ultimas quatro partidas), mas a escolha de um Florenzi a todos os custos não fôra muito feliz, visto que sofreu muito ao ataque de Bernard e Cia, enquanto alguns jogadores não mostraram aguerridos e ficaram prudentemente muito sob o ordinário. Veja Dzeko que continua a errar muitas ocasiões e também Nainggolan. Não fosse o Alisson de sempre e se provavelmente Bruno Peres no último minuto não tivesse salvado sobre a linha do gol teria sido pior, visto que os brasileiros do Shakhtar - em particular Marlos e Taison - pareciam ter usado anti-gelo e jogavam como se estivessem em Copacabana. E assim ao gol de Ünder o Shakhtar respondeu primeiro com um contrapé terminado em gol de Ferreyra e depois com uma cobrança de falta balísticamente excepcional de Fred. Fôra entretanto uma partida divertida. Os jogadores se aqueceram nas tecnológicas camisas térmicas, a parte os heróicos Kolarov, Perotti e Krivtsov efetivamente de mangas curtas. Jogar em fevereiro na Ucrânia as dez da noite, com temperaturas extremas para jogadores e particularmente para o publico parado no estádio Metalist, faz parte da continua e escandalosa venda da bola por parte de todos: inclusive a renovada Fifa de Infantino e Uefa de Ceferin, e sobretudo da agora inexistente consciência dos jogadores dispostos a vender tudo por dinheiro. Mas dito que infelizmente não existe mais Maradona e Cantona para cantar claramente aos potentes da bola, se segue em frente aceitando, bem pagas, as ordens da tv.

A Roma enfrentou a partida com a devida prudência e todo o respeito possível pelo Shakhtar Donetsk, mas não bastou ou talvez fora excessivo. Faltou cinismo de não desfrutar as ocasiões justas, depois pagou caro com o flop psico-físico. “Eu vi duas equipes, depois do gol tive que mudar muito” disse Di Francesco, mesmo ele bastante contrariado pela derrota. “Deveríamos concretizar mais no primeiros 50 minutos de partida. O momento de Dzeko? Ele vive de gol, espero que reencontre logo”. A cortês e sensível regência Champions do estádio do Shakhtar deliciou o publico com um final de canção de San Remo. A saída do estádio veio sob noite de “Non mi avete fatto niente”, Será, talvez…

@fabriziobocca1

SHAKHTAR (4231): Pyatov; Butko, Kryvtsov (46′ Ordets), Rakitsky, Ismaily; Fred, Stepanenko; Marlos, Taison, Bernard (91′ Kovalenko); Ferreyra A disp.: Shevchenko, Petriak, Dentinho, Patrick, Zubkov Téc.: Paulo Fonseca

ROMA (4141): Alisson, Florenzi (71' Bruno Peres), Manolas, Fazio, Kolarov, Strootman, De Rossi, Under (72' Gerson), Nainggolan (83' Defrel), Perotti, Dzeko

Cartões: 80’Ferreyra, 91’Perotti, 91’Taison

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