Um leve dissabor
Um leve gosto amargo antes de um confronto muito mais difícil e valioso contra a Juventus, no sábado (23). "Pelo menos agora vai ser possível focar na Champions League e na Serie A" é a previsível justificativa já pronta na boca do romanista, mas que de maneira alguma apaga a frustração de uma eliminação prematura em casa na Coppa Italia. O que se viu no Olimpico foi uma Roma escalada alternativamente, de Skorupski à Schick, repleta de jogadores que de certa forma ainda buscam auto-afirmação no elenco Giallorosso. A equipe colocada em campo por Eusebio Di Francesco conseguiu controlar o jogo desde o primeiro minuto, mas com 33% de posse de bola foi o Torino quem teve as chances mais perigosas no primeiro tempo, chegando a abrir o placar com Lorenzo Di Silvestri, aos 39. 
A partir da segunda etapa é possível admitir que a Roma conseguiu criar melhores oportunidades e correr atrás do prejuízo, mas em uma falha gritante da defesa, Simone Edera apareceu livre na segunda trave para ampliar o marcador e deixar a classificação da Roma distante. Se Dzeko não tivesse perdido seu terceiro pênalti seguido aos 77, o gol de Schick aos 85 poderia ter sido mais importante. A dupla de centro-avantes romanistas, formada após a entrada do bósnio, foi responsável por um bom número de chances claras desperdiçadas que poderiam ter levado o jogo à prorrogação. Os quatro minutos de acréscimo foram intensos, mas era mesmo a noite do Torino. Quando o apito final soou, a obrigação de todos passou a ser automaticamente mudar o foco para o importantíssimo duelo de sábado. 

Síntese: Il Messaggero

Roma-Torino 1-2: não basta Schick. A falta de sorte e Milinkovic freiam os giallorossi

Por: Ugo Trani

A Roma já está fora da Copa Itália. No Olímpico, como no campeonato, contra a Lazio segunda-feira 11 de dezembro, vence o Torino e já está nas quartas de final esperando a ocasião de conhecer o adversário (o vencedor de Juventus-Genoa, em programa no Stadium): 2 a 1 com os gols de De Silvestri e Edera, mais o primeiro como giallorosso de Schick. Di Francesco exagera provavelmente com o turn-over, com 10 novidades na formação inicial que venceu o Cagliari no último sábado, mas no final paga o terceiro pênalti não convertido nesta temporada: Milinkovic rebate, sobre o 2 a 0 para os granata, o chute de Dzeko que, não obstante estava em campo Perotti, decidiu se apresentar na marca para cobrar.

FRAGILIDADE EVIDENTE - A prestação da Roma é no entanto decente. No primeiro tempo, sobre o 0 a 0, El Shaarawy acerta o travessão e a base da trave na mesma conclusão; no segundo tempo Schick, com um giro de cabeça acerta a trave. No mais, além do pênalti não convertido, constrói diversas chances, desperdiçadas sobretudo por Under, as também por Schick, El Shaarawy e Dzeko. O nocaute, porém, não depende das ocasiões desperdiçadas de gol quanto da linha defensiva inédita, com cinco diferentes jogadores jamais colocados juntos: diante de Skorupski, Peres, Jesus, Moreno e Emerson, este último primeira vez como titular e ainda não ao top no que diz respeito a condição física. Grande sofrimento na primeira parte em bolas inativas, com Skorupski protagonista, e no segundo tempo com os contra-ataques, com posicionamentos muitas vezes descompactados e movimentos aproximativos. 

REAÇÃO SEM SUCESSO - Com o ingresso de Perotti e Pellegrini, e saídas de Under e Gerson, os giallorossi conquistaram a metade do campo adversário. E logo em seguida, porém, o gol de Edera, cabeçada em um acompanhado contra-ataque de Berenguer, medida acertada de Mihajlovic que o colocou no lugar de Niang. O erro de Dzeko, em campo no lugar de Strootman, penalizou Di Francesco, convencido de pelo menos tentar chegar aos suplementares. Inclusive com a formação de escolta. Porque, agora se pode dizer: privilegiou o campeonato, sacrificando a Copa Itália. Sábado o espera o jogo direto contra a Juve em seu estádio.

@utti60

ROMA (433): Skorupski, Bruno Peres, Moreno, Juan Jesus, Emerson, Strootman (75' Dzeko), Gonalons, Gerson (67' Pellegrini), Under (61' Perotti), Schick, El Shaarawy

TORINO (433): V. Milinkovic-Savic, De Silvestri, Lyanco, Moretti, Molinaro, Acquah, Valdifiori (33′ st Rincon), Obi, Edera (39′ st Boyè), Belotti, Niang (27′ st Berenguer). A disp.: 1 Ichazo, 39 Sirigu, 8 Baselli, 13 Burdisso, 14 Iago Falque, 16 Gustafsson, 19 De Luca, 23 Barreca, 33 Nkoulou Téc.: Siniša Mihajlović

Cartões: 28'M'Baye Niang, 57'Gonalons, 77'Moretti

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