UM SHOW DE INCÓGNITAS
Mais uma temporada se veste com vários pontos dúbios no futuro romanista. Contratações de fim de feira, vendas doloridas, e o dinheiro romanista parece mais uma vez que não foi bem empregado. Temos sempre aquela sensação de que ou é um time do passado ou que se prepara para o futuro, mas não o giallorosso, e sim o dos outros. Polêmicas a parte, não poderia deixar de faltar também uma nova novela cheia de dramas com o título de “O Capitão Insolente”, estrelando Alessandro Florenzi. Enfim um início já previsto a tanto tempo de um eterno ciclo insatisfatório e desesperançoso no que se refere a dignidade do torcedor giallorosso. Difícil concordar com isso depois de um placar de 9 a 0? Como bem escreveu Massimo Cecchini sobre um peso morto como o Latina não se pode concluir muito, quando se depara com outros jogos preparatórios e verifica-se placares de mais de uma dezena de gols e denota-se um treinador ainda preocupado com o que vê em campo.

Síntese: Gazzetta dello Sport

A Roma é Schick Di Francesco encontra rapidamente os dois goleadores. Em Latina olhos atentos sobre Pastore e Kluivert, mas os protagonistas são Dzeko e o tcheco: “Devo mostrar quanto realmente é meu valor”

Por: Massimo Cecchini

A eles olhos, please. Naquele que deveria ser o dia de Pastore e Kluivert, na vitrine vai Patrick Schick, ou melhor o objeto misterioso da temporada passada. Na Roma que asfalta um modesto Latina - 9 a 0 final - uma vitrine que vai o tcheco, no qual basta apenas um tempo (o primeiro) para marcar três gols e fazer duas assistências. Um belo cartão de visita, mesmo porque no segundo tempo para liquidar a fatura vem a tona uma “doppietta” de Edin Dzeko, por assim dizer: o Jovem e Senador. Mas no temporal giallorosso que avassala o Latina (Série D) se acrescentam aos marcadores - além do azarado Manes, autor de um gol contra - inclusive Luca, Lorenzo Pellegrini e o neo contratado Marcano, todos três autores de uma bela prova.

PASTORE E KLUIVERT - Se do ponto de vista tático a partida presenteia a certeza que será o 4-3-3 o módulo de referencia, o aspecto técnico fica em stand by, visto a fragilidade do adversário. Obvio, porém, que os cerca de três mil expectadores vieram sobretudo para observar os especiais Pastore, Kluivert e Karsdorp. Partimos desse ultimo, o holandês volta a jogar depois de duas lesões. A corrida parece estar em condições, assim como a vontade de jogar: no momento basta isso. Pastore no entanto - escalado como meia ala - no inicio demonstrou alguns tropeços devido também a preparação, sem contar que as vezes tendo muito a abaixar-se para dominar a bola, algo que não agrada ao treinador. Próximo ao final da primeira etapa, porém, seu rendimento cresceu um pouco, além de fornecer uma bela assistência a Schick, distribuiu uma série de bolas a altura da sua classe. Mais avulso no segundo tempo pareceu Kluivert. Pés e velocidade mostrados em grande nível, mas a condição aproximativa jamais lhe fez arriscar a jogada e assim, quando na metade da fração inverteu a faixa (a menos amada direita), sumiu do radar salvo uma bela aceleração no final.

GOLS - Breve, esse é o rosário de gols. Aos 5’ Manes perde uma bola no meio da área e Schick mete para dentro fácil; aos onze o tcheco serve Marcano (único entre os novos) que faz um belo gol de virada; aos 22’ é o prometedor Luca Pellegrini concluir para o gol depois de uma bela triangulação com Schick; um minuto depois Tipaldi comete pênalti sobre o mesmo baby e a converter é Schick; aos 26 minutos Lorenzo Pellegrini controla um cruzamento de Under e conclui com uma bela deixadinha; aos 37’ é Pastore que arma o gatilho Schick para uma conclusão próxima. No segundo tempo os gols chegam tarde: aos 20 minutos gol contra de Manes com participação de Cristante; aos 30’ o primeiro timbre de Dzeko na área e aos 35 minutos, lançado por uma recuada errada de Tinti, o segundo e conclusivo gol.

DIFRA E SCHICK - “Sou atacante e devo fazer gol - diz Schick - Estou contente com a minha prova. Tenho grandes motivações e devo mostrar tudo aquilo que não consegui até agora”. Feliz também Di Francesco: “Eu vi o desejo da equipe de buscar o gol. Bravo Schick. O vejo cheio de vontade. Pode melhor, mas sabe se mover sobre todos os frontes do ataque. Inclusive Karsdorp se mostrou com desenvoltura, bem como Pastore: dele queremos jogadas de qualidade. A defesa se movimentou bem, e de Marcano estou contente. Kluivert? Provei ele inclusive no outro lado, mas estou satisfeito, bem como Cristante, que tem qualidades físicas e técnicas importantes”. Notícias enfileiradas sobre mercado e Florenzi. “Agora o elenco é amplo, é o momento de fazer avaliações. Os coros para Florenzi? Queria que fosse incitado, mas advirto situações positivas para renovação”. Depois dos nove gols outra bela notícia.

@maxcek

LATINA (4-3-1-2): Bortolameotti; Tripaldi, Dionisi, Manies, Quagliata; Alario, Cittadino, Casimirri; Triscione; Iadaresta, Masini. A disp.: Tinti, Mancini, Barberini, Sapone, Arduini, Marocco, Siscan, Testa, Morandi. Téc.: Parlato

ROMA 433: Mirante (46’(88’Cardinale)' Fuzato), Karsdorp (46' Florenzi), Manolas (46' Bianda), Marcano (46' Juan Jesus), L. Pellegrini (46' Santon), Pellegrini (46’ (78’ Riccardi)' Coric), De Rossi (46' Cristante), Pastore (46' Strootman), Under (46' El Shaarawy), Schick (46' Dzeko), Perotti (46' Kluivert)

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