VAI DAR TRABALHO
Não sabemos até que ponto será proveitoso os últimos testes dessa Roma que se desenha para Di Francesco. Também o tempo foi muito breve para fazer prevalecer esquemas, posicionamentos e sobretudo sintonia de um time que mal se conhece. A base íntima desse time ainda não se formou, pelo contrário provou nos últimos testes que está bem longe disso. No entanto é possível ver uma luz no fundo do túnel sobretudo no que diz respeito as contratações de Olsen, Kluivert e Cristante. É muito cedo para tirar conclusões definitivas, óbvio, mas se mostraram peças interessantes para um futuro já decorrente. Dos antigos poderemos esperar boas notícias dos dois Pellegrini. Schick parece ter vontade, mas precisa demonstrar isso nos jogos pra valer, é o que esperamos e também é o que urgentemente o time precisa.  

Síntese: Gazzetta dello Sport

Roma, agora toca o alarme defesa. Di Francesco: “desordenados”. Contra o Real Madrid a linha trabalhou mal, nos Estados Unidos 8 gols sofridos em 3 partidas.

Por: Andrea Pugliese

Oito gols sofridos em três partidas, no que diz respeito então os adversários se chamam Tottenham, Barcellona e Real Madrid. A Roma retorna do tour americano carregada de dúvidas e algumas interrogações, sobretudo ligadas a marcação defensiva da equipe. Di Francesco trabalhará em cima disso de sábado em diante, momento em que retornará aos treinos na Trigória. Pensando também, porém, que inclusive na temporada passada se verificou a mesma história, quando muito próximo do início do campeonato os giallorossi sofreram uma desconcertante derrota em Vigo (4 a 0 para o Celta) para logo depois endireitar as coisas no campeonato (5 gols sofridos em 10 jogos disputados pela Série A).

A LINHA - No jogo de ontem a noite no Met Life, em New Jersey, a linha defensiva da Roma sofreu muito. É verdade, a frente tinha o Real Madrid de Lopetegui, que pela primeira vez nessa International Champions Cup colocou em campo todas as suas preciosas gemas: Kroos, Isco (decisivo a sua oscilação entre as linhas), Benzema, Asensio, Sergio Ramos, Bale (assistência e gol em velocidade) e um Ceballos que desenhou um profundo futebol no meio de campo. Mas as dificuldades de boleio no que diz respeito ao setor seja a nível individual foram evidentes. Tanto que no final inclusive Di Francesco voltou atrás. Assim: “Não me agradou a fase defensiva inicial, onde trabalhamos de maneira desordenada. No primeiro gol então o erro é conceitual da linha defensiva, que com uma bola do gênero deve se mover toda junta. E ao contrário fizemos um a frente e outro atrás. Talvez custou a canseira, física e mental”.

INDIVIDUALIDADES - Em dificuldade ontem se mostraram também alguns, a começar pelo espanhol Marcano, disperso em ambos os gols (desmarcado pela bola alta de Bale, Asensio antes, ficou no vazio e da mesma forma depois no galês). Mas muitos sublinharam a prestação de Olsen, não perfeito em algumas circunstancias (gol a parte, houve uma saída errada sobre uma ocasião para o potencial 3 a 0, evitado por Fazio de peito em cima da linha do gol em um arremate de Asensio). Bem ao contrário Florenzi, bravo em acompanhar a manobra e fechar os espaços na diagonal defensiva. Mas também Karsdorp, fisicamente ainda abaixo do esperado, mas que teve um bom impacto. “Me agradou a nível de personalidade e garra - disse o técnico - precisa um pouco mais de giro em campo, mas é o desejo de fazer mais daquilo que sabe o que lhe faz ir além”.

A SITUAÇÃO - É claro depois que ontem a noite a defesa sofreu pela pressão muitas vezes no vazio dos outros setores, com a posse de bola do Real (66% contra 34 no final) que iludiu sempre as primeiras linhas de pressão romanistas. “Não podemos claro nos permitir de tomar 8 gols nas primeiras três rodadas do campeonato”. Comentou no final Strootman. Entre outros, a Roma cansou inclusive na gestão da bola, concluindo 78% de passagens positivas além de 90 bolas perdidas.

DE SEVILHA - No entanto ontem Pablo Machin, técnico do Sevilha fora claro: “Quem quiser N’Zonzi deverá pagar a clausula ou apresentar uma oferta satisfatória”. Como dizer, estamos aqui e esperamos, agora é com vocês. Hoje se encerra o mercado inglês, se Arsenal e Everton desistirem, o golpe para a Roma terá uma via preferencial. E visto o Gonalons de ontem (o West Ham poderá ficar com o jogador) um central a mais poderá ser cômodo e como.

@Puglio11

REAL MADRID (4-2-3-1): Navas; Carvajal (70′ Sergio Lopez), Ramos (46′ Javier Sanchez), Nacho (82′ Raul de Tomas), Reguilón (70′ Odegaard); Asensio (56′ Lucas Vazquez), Kroos (46′ Marcos Llorente); Bale (56′ Valverde), Ceballos, Isco (56′ Vinicius jr.); Benzema (56′ Borja Mayoral). – Té.: Julen Lopetegui

ROMA 433: Olsen (46' Mirante), Florenzi (63' Pellegrini), Fazio (46' Manolas), Marcano (63' Juan Jesus), Kolarov (70' Santon), Cristante (46' Pellegrini), De Rossi (46' Gonalons), Pastore (63' Strootman), El Shaarawy (46' Kluivert), Dzeko (70' Coric), Perotti (46' Schick),

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