PROMESSAS E...?
Atendendo o chamado do Portale Romanista, tentarei explicar minhas sensações até aqui sobre a Roma no atual momento. Não posso deixar de ressaltar essa década denominada como americana, mesmo porque minha simpatia pela atual presidência seria impossível mesmo diante de uma duvidosa conquista na Champions League. A Roma possui algo notório nesse período: uma decepção atrás da outra. Principalmente quando falamos de negociações, primeiramente com Walter Sabatini e recentemente com o “gênio” espanhol andaluz. Sendo pau mandado de Pallotta é impossível não notar uma preocupação excessiva em cima do FairPlay financeiro: fala sério, vamos ser um pouco honestos, nunca em nenhum momento eu vi eles se preocuparem com o setor técnico do clube. Pelo menos, diante de todas essas insatisfações poderíamos nos confortar com Zaniolo, mas parece ser questão de tempo para vermos longe da capital diante de tudo que já vimos e presenciamos nesses escandalosos últimos anos de mentira e conversa fiada. Apesar de um elenco relativamente valorizado e campanhas competitivas, os resultados pouco empolgantes, nessa gangorra infinita desde o início da temporada, não pode ser mais do que justificado pelas cessões de Alisson, Radja e Kevin. Diante disso não vejo chance alguma da Roma trazer um título, nem mesmo uma Copa Itália (vide o último vexame) e obviamente o grande peso de toda essa má administração só pode ser correlacionado a todos os componentes técnicos e administrativos do clube! Espero, já que pelo menos poderemos contar com os jogadores que aí estão até o final da temporada (sem as negociatas de última hora), que possamos nos consolar com a vaga na Champions, ja que é o único momento em que podemos ter algum conforto, porque de resto um apagão sem a mínima esperança de que tenha um futuro próspero. Pallotta segue sendo para mim o maior culpado diante das mentiras e promessas que não cumpriu. Monchi logo depois (como contratações pífias e as mesmas lorotas), Baldissoni (advogado laziale) e por fim, infelizmente, Eusebio Di Francesco que aceitou tudo isso de maneira intransigente. Obviamente é minha opinião particular, de um romano que vive aqui no Brasil e segue a fé giallorossa desde sempre, mesmo emocionalmente ainda bastante abalado depois do dia 28 de maio de 2017 e daquela noite inesquecível de Roma-Barcellona. Fora isso muita coisa obscura e obscena

Síntese: Il Messaggero

Kolarov e Fazio relançam os giallorossi a -1 da quarta posição. A Roma, mesmo jogando apenas na metade do jogo, vai a dama: 2 a 1, sofrido e aos trancos, contra o Bologna ante-penúltimo na tabela. O sucesso é útil sobretudo no que diz respeito a classificação: os giallorossi continuam na cola do Milan, quarto, que está na frente um ponto (e inclusive nos jogos diretos), se distanciando da Atalanta e Lazio, agora com três pontos a menos, e alongando a série de resultados úteis (7, com 5 vitórias e 2 empates), iniciado no dia de Santo Estefano.

Por: Ugo Trani

ANDAMENTO LENTO

Mihajlovic, mesmo com 6 ausências (o suspenso Palacio e os lesionados Lyanco, Mattiello, Orsolini, Gonzales e Destro), complica a noite de Di Francesco. Com o 4-2-3-1 toma a iniciativa no intervalo: decisivo pelo menos umas 3 vezes Olsen, antes da bola no travessão de Soriano nos acréscimos do primeiro tempo. O 4-1-4-1 da Roma não funciona com a pressão do Bologna. Edera e Sansone atacam pelos lados, Soriano é vivaz nas costas de Santander que combate na área. Pena Fazio, sempre ajudado por Manolas. No entanto na partida os meio-campistas, lentos e passados: Nzonzi é estático na frente da defesa, Cristante e Pellegrini não conseguem repropor o jogo. Dzeko está isolado e não consegue interromper o desjejum no campeonato dentro do Olímpico que se iniciou depois dos dois gols sobre o Chievo no dia 29 de abril. Zaniolo não repete pela direita, Kluivert faz o lado esquerdo. O publico vaio a Roma, reprovando os primeiros 45 minutos: prestação sem alma e jogo.

MODIFICAÇÕES DECISIVAS

Di Francesco, para ficar com os três pontos, muda o sistema de jogo, re-propondo no segundo tempo o 4-2-3-1 e deste modo espelhando. na esquerda agora tem El Shaarawy que se tornará decisivo tanto quanto Olsen. Kluivert vai para a direita, Zaniolo volta a ser meia atacante e Pellegrini fica recuado ao lado de Nzonzi. Helander derruba El Shaarawy, que entrava na área depois de uma triangulação com Dzeko: Kolarov, sob a Sul, converte o pênalti que abre o placar. Sete gols no campeonato (8 na temporada). A Roma abando a timidez e tenta decidir o jogo com Zaniolo, mais uma vez sob o convite de El Shaarawy: bravo o goleiro Skorupski. Entra De Rossi no lugar de Kluivert e, logo depois de ter deixado a faixa de capitão com Florenzi, salta dentro da área para a canetada de Fazio que permite o time ampliar o marcador. Sansone rebate o match no final, mas não basta para Mihajlovic evitar a primeira derrota.

@utti60

ROMA (4141): Olsen, Florenzi (83' Santon), Manolas, Fazio, Kolarov, Pellegrini, Nzonzi, Cristante (46' El Shaarawy), Zaniolo, Kluivert (68' De Rossi), Dzeko

BOLOGNA (433): Skorupski, Mbaye, Danilo, Helander, Dijks, Pulgar (30′ st Falcinelli), Poli (27′ st Dzemaili), Soriano, Edera (21′ st Svanberg), Santander, Soriano A disp.: 1 Da Costa, 29 Santurro, 6 Paz, 8 Nagy, 11 Krejci, 17 Donsah, 19 Valencia, 25 Corbo, 33 Calabresi Téc.: Sinisa Mihajlovic.

Cartões: 12’Danilo, 24’Pulgar, 34’Cristante, 40’ Florenzi, 43’ Edera, 92’ Dijks, 93’Manolas

F I C H A
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sadwalk Se já não bastasse o medo de perder Zaniolo no final dessa temporada, agora a mesma sensação com relação a Robin Olsen, que goleiro!
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