DE VAR EM VAR DIFÍCIL SE ACALMAR
Que era evidente que iríamos sofrer, isso não era novidade nenhuma, mesmo porque muito se mudou nesse time nos últimos tempos e somados a displicência da administração do clube em se organizar melhor e com tempo hábil para evitar tropeços constrangedores e situações embaraçosas se tornou crônico naturalmente como estamos testemunhando amargamente ultimamente. Para não se aprofundar em algumas inúteis e custosas contratações. Deste modo também é muito evidente que estabilizar situações do tipo se torna uma missão impossível, que o diga Eusebio Di Francesco, mesmo se muitos romanistas querem a cabeça dele. Continuo afirmando que qualquer técnico que substitui-lo, especificamente nesse momento, será em vão e apenas tampará o sol com a peneira dando uma falsa sensação de assunto resolvido alastrando o problema. Uma medida mais de desespero do que propriamente dita eficiente para aquilo que é mais evidente: o time é fraco! E pra piorar a enfermaria, como sempre, está lotada. Hoje pela primeira vez Francesco Totti se manifestou como dirigente e não economizou elogios ao sistema de arbitragem que se pinta como bonitinho na mídia, mas na realidade ainda se mostra indecentemente e descaradamente ordinário, quase uma farsa. Impossível não terem notado a falta absurda sobre o pé de apoio de Zaniolo dentro da área. Na temporada passada foi o episódio grosseiro em cima de Perotti (que colocou inclusive a mesma Inter na Champions) e dessa vez Rocchi se fazendo de bobo. E se o clima já está pesado demais em Roma a tal ponto, ter que engolir “esquema” grosseiro arbitrário para favorecer pela enésima vez time de Milão é revoltante.

Síntese: Il Messaggero

Show e emoções, Roma-Inter 2-2: Espetáculo e emoções no Olímpico, Roma e Inter empatam em 2 a 2 pela décima quarta rodada do campeonato. Polêmica Var: Totti furioso com a arbitragem que escandalosamente fez vista grossa a um pênalti sobre Zaniolo.

Por: Ugo Trani

A Roma está viva e empata merecidamente no Olímpico diante da Inter: 2 a 2 e dupla reação. A Keita replica Under, e a Icardi Kolarov. Sobre a marca do pênalti, o primeiro em 14 rodadas. Mas Pallotta não está presente: como em agosto de 2017, foram os árbitros do var a frear os giallorossi. Na temporada passada Irrati sem ajuda de Orsato, não vê a falta de Skriniar, na área, sobre Perotti para o possível 2 a 0. A história se repete e sempre contra os nerazzurri do ex-Spalletti: Rocchi não pune a rasteira de D’Ambrosio em Zaniolo sob o 0 a 0 e Fabbri, diante do vídeo, lhe dá razão. Pallotta e Totti se revoltam no final da partida, mas no entanto a zona champions ficou mais longe: -5 pontos do Milan quarto. O sétimo lugar, com 12 pontos a menos que na temporada passada, é frustrante.

NOVA INJUSTIÇA

Eis porque os apulados da torcida não bastam a Roma. Que chega mais perto da vitória que a Inter. A décima trave nessa temporada, golpeada por Florenzi antes do erro grosseiro da dupla Rocchi-Fabbri, é o símbolo de quanto Spalletti sofreu novamente diante de Di Francesco, jamais capaz de bater o colega nos 6 precedentes (4 derrotas e 2 empates). As ausências não incidem. Sem os titulares Fazio, De Rossi, Lorenzo Pellegrini, El Shaarawy e Dzeko, nos quais se juntaram a Kardorp e Coric, os giallorossi permanecem na partida até o último segundo, com a décima nona formação diferente em 19 jogos pela temporada, chegam perto da vitória nos acréscimos com Cristante: cabeçada que passou do lado da trave. Rocchi é o mesmo arbitro que decide a partida no Juventus Stadium em Turim naquele outubro de 2014, com Garcia: tripla visão e 3 a 2 para os bianconeri. Derrota marcada pelo arbitro fiorentino. Que concedeu o bis nesta noite no Olímpico.

REAÇÃO PARCIAL

A Roma porém, não se apresentou como 4 anos atrás nem muito menos como nas duas últimas partidas diante de Udinese e Real. E evitou a terceira derrota consecutiva. Mesmo se sobre os gols da Inter pesam as indecisões respectivamente de Jesus e Manolas. Keita marcou logo depois da gafe do juiz da partida e o responsável pela Var, mas no inicio do segundo tempo Under disparou, com uma esquerda de fora da área, a sua raiva no gol de Handanovic. E, para recuperar depois da cabeçada de Icardi, serviu o arremate, sempre de esquerda, de Kolarov da marca do pênalti: braço de Brozovic na área. Rocchi ainda distraído, não Fabbri, porém. Com 18 gols, os giallorossi possuem o melhor ataque em casa da Série A. Mas mais uma vez, ficando atrás, não conseguiram vencer: 3 remontas sobre 7 tentativas, mas apenas 3 empates.

EX CAÇADO OFENDIDO

Di Francesco, na noite pela qual defendeu o banco, obrigou-se a colocar em campo, no 2º tempo, tanto Perotti como Pastore. Zaniolo, até quando ficou em campo, mostrou personalidade e caráter. Ex imprudente, então. Algum sinal de crescimento de Schick. Spalletti tentou tomar o jogo inserindo Politano, Vecino e Lautaro Martinez. Suas intervenções não funcionaram. E, em plenos acréscimos, desabafou a beira do campo. Uma simples punição contra, depois do aterramento de Nzonzi. Expulsão. Obviamente vaias e insultos da torcida. Como no antes do match.

@utti60

ROMA (4231): Olsen, Santon (69' Kluivert), Manolas, Juan Jesus, Kolarov, Nzonzi, Cristante, Under (83' Pastore), Zaniolo (77' Perotti), Florenzi, Schick

INTER (4-2-3-1): Handanovic; D'Ambrosio, De Vrij, Skriniar, Asamoah; Borja Valero (35' st Vecino), Brozovic; Keita (17' st Politano), Joao Mario, Perisic (35' st Lautaro Martinez); Icardi. A disp.: Padelli, Miranda, Ranocchia, Vrsaljko, Gagliardini, Candreva Téc.: Luciano Spalletti

Cartões: 48’Asamoah, 79’Kolarov, 89’ Téc. Spalletti

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