EU TE DISSE, NÃO TE DISSE?
Só deu o “Confuso” na cabeça; a motonetinha do "Eu te disse, eu não te disse? te disse!”. Saudoso desenho da mítica Hanna-Barbera (Wheelie (o fusquinha) and the Chopper Bunch, ou Carangos e Motocas). E a Roma, como sempre, teria sua melhor interpretação no “Chapa”, o líder da gangue Chopper Bunch que vivia se metendo em confusões de graça… Comédias a parte procuramos rir para não chorar e se a maneira de se divertir da própria desgraça (para não deixar mais down) é procurar situações cômicas porque não Di Francesco parafraseando o “Maurição” (Jorge Dória) com a famigerada: mas onde foi que eu errei? (Zorra Total) Porque de zorra e de absurdos, esse time tem muito. A um certo ponto é complicado até justificar algo que afaste os fantasmas dessas teorias que nos perseguem ano após ano tentando desesperadamente descobrir porque a Roma não se livra dessas maldições definidas como “romadas”… Sem dizer que Dzeko voltou a ser aquele indecente de uma vez, em sua profunda solitária regressão, fazendo com que romanistas trinquem as telas de seus televisores de tanto desgosto ao perder gols absurdos (não! eu ainda não fiz isso). Nesse momento penso que tudo poderá acontecer, desde motim em vestiário, ou ainda, como a mídia vem fortemente sugerindo, até mesmo a cabeça do técnico giallorosso, que quer queria ou não (inevitável não culpa-lo) tem sido o cúmplice fatal de um time sem identidade e azimute com quase 1/4 do campeonato concluído. Porque se ele consentiu essa morosidade toda para preparar um time e fazer ajustes com o campeonato em andamento, por certo não pode ficar fora da cadeira dos réus.

Síntese: Corriere della Sera

Síndrome Olímpico: A Roma se dissolve e a Spal faz banquete. Giallorossi a nocaute. Furia de Pallotta sobre Di Francesco.

Por: Luca Valdisserri

ROMA - Dois pontos em casa sobre 9 com Atalanta, Chievo e Spal. O campeonato da Roma todo aqui: nos pontos dilapidados no Olímpico e na falta “genética” de um jogo convincente. Excluso as goleadas com o Frosinone e Viktoria Plsen, sobre apenas uma partida bem jogada: o derby com a Lazio. Muito pouco. O presidente James Pallotta havia definido a Roma “disgusting” depois da derrota de Bologna, imaginando-se as culpas voltadas para Di Francesco (inclusive ontem estava furioso, mas o técnico se salvou depois do jogo contra o CSKA). A reação levou a 4 vitórias consecutivas e a ilusão que os giallorossi tivessem achado a necessária continuidade. A Spal, que vinha de quatro derrotas consecutivas, fez voltar a tona o tabu Olímpico. Desde quando Di Francesco está no comando a Roma perdeu 7 das 24 partidas entre os muros amigos. Na era americana a media de pontos em casa (1,79 por jogo) é superior apenas a de Zeman (1,63), mas inferior a de Luis Enrique (1,84), Andreazzoli (2,12), Garcia (2,23) e Spalletti (2,52).

O spread das primeiras posições, dessa forma, continua a subir. Ontem foi um desastre a partida de Dzeko, que engoliu um gol feito sobre o placar de 0 a 0 e outro quando o time ja estava perdendo por 1 a 0: poderíamos mudar o resultado> Seria um erro, porém, limitar as analises aos centro avantes. Di Francesco confiou completamente a velha guarda, mas não construiu alternativas reais aos senadores, enquanto a campanha de mercado de Monchi estava apontada para o futuro. A Roma assim é um híbrido que se ascende apenas em grandes ocasiões tipo a Champions. Algumas escolhas incompreensíveis do técnico não ajudam: Zaniolo entrou como titular no Bernabeu, mas ontem vieram Coric (jamais usado antes) e Pastore (muito longe de uma condição aceitável depois das muitas lesões).

A Spal reencontrou a vitória com um jogo atento, de sacrifício, mas também de boas jogadas, como quando Lazzari buscou o pênalti do 1 a 0, aproveitando da ingenuidade de Luca Pellegrini. Vanja Milinkovic-Savic, o goleiro irmão do laziale Sergej, tentou estragar tropeçando em dois amarelos consecutivos (morosidade de tempo e e chutando de maneira provocadora a bola para a curva Sul), mas a Roma ontem não havia marcado nem mesmo em um gol de rugby. Os emilianos haviam 12 pontos, humildes, mas concretos como o seu treinador.

Inclusive ontem no Olímpico não deixaram entrar a bandeira de Federico Aldrovandi, o rapaz ferrarês morto no dia 25 de setembro de 2005 com a seguinte condenação “por excesso de culpa no uso legitimo de armas” de 4 policiais. A face de Federico, porém, aparecia na curva romanista, na faixa dos Fedayn, que na temporada passada depositou flores no local da sua morte. Lino, o pai de Federico, as vésperas havia falado em uma rádio privada romana a Rete Sport: “Espero que este ano a bandeira de Federico possa entrar: é um símbolo de paz, não de violência”. A verdade traz tanto medo assim?

ROMA (4231): Olsen, Florenzi, Fazio, Marcano, L. Pellegrini (79' Pastore), Nzonzi, Cristante (59' Kluivert), Under (70' Coric), Pellegrini, El Shaarawy, Dzeko

SPAL (3-5-2): Milinkovic-Savic; Cionek, Vicari, Bonifazi; Lazzari, Missiroli, Valdifiori (70′ Fares), Valoti (78′ Gomis), Costa; Paloschi (66′ Everton), Petagna A disp.: Poluzzi, Simic, Dickmann, Schiattarella, Vitale, Antenucci, Floccari, Moncini Téc.: Leonardo Semplici

Cartões: 30’Simone Missiroli, 38’Luca, 62’Pellegrini, 64'Alberto Paloschi, 69’Everton Luiz, 75’Milinkovic Savic (expulso pelo segundo amarelo) e 82’Fazio

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