IMPRATICÁVEL ESSE DESRESPEITO
O dever do torcedor é apoiar, o do time jogar ou pelo menos mostrar vontade de fazê-lo e fora Manolas, De Rossi, Zaniolo e o holandês Karsdorp, o restante apenas ficou enchendo linguiça em campo pouco se importando se era preciso uma retratação com sua torcida ou não. O desrespeito passou dos limites porque a zona de conforto formada no ambiente romanista parece consentir com isso. A diretoria e comissão técnica tem total respaldo e mostrar serviço ou não pouco importa diante do cenário, como na última declaração do presidente James Pallotta: “perguntem ao Monchi” (...será que me importo?). Se na minha concepção mais afastada é extremamente irritante ver na televisão um time sem raça, quando ao menos deveria mostrar isso porque técnica dispensa-se comentários, fico imaginando como deve ser horrível ir ao estádio em um frio de 8 graus, fazer sua parte e em troca ver apenas quatro ou cinco jogadores suando a camisa. No início da temporada adverti que esse ano seria osso, visto as mudanças e o penoso processo de transição, mas não imaginava um time sem o mínimo respeito pela camisa. Seguimos desconfortáveis com esse futebol terrível, no duro e humilhante processo de espera rogando por uma eliminação branda da Liga dos Campeões da Europa.

Síntese: La Repubblica

Zaniolo responde a Piatek, giallorossi protestam na Sul. O polonês abre o placar para os rossoneri no primeiro tempo, depois o ex-jogador da Inter no segundo tempo encontra o merecido empate. Homem do jogo Donnarumma, autor de pelo menos cinco defesas decisivas. Os ultras deixam o estádio depois de quinze minutos: “Não vos queremos nem mesmo olhar”

Por: Antonio Farinola

ROMA - Uma bela Roma redimensiona um Milan cínico. No Olímpico termina 1 a 1 o jogo que encerra o domingo da vigésima segunda rodada com o diabo que defende a quarta posição e se aproxima da terceira colocada Inter, agora a 4 pontos. Os giallorossi, ao contrário permanecem na quinta colocação, a um ponto dos rossoneri, mas com o risco de serem alcançados por Lazio e Atalanta empenhados na segunda-feira respectivamente com Frosinone e Cagliari. Aquilo que contava, porém, era apagar a figuraça na copa Itália e a prestação dessa noite, senão cancela a goleada sofrida no Franchi, pelo menos traz esperanças na corrida Champions.

OS PROTESTOS DA CURVA - Antes do apito inicial a tocante coreografia em lembrança de Antonio De Falchi, torcedor morto trinta anos atrás nos arredores do estádio em Milão antes de um Milan-Roma, depois a dura contestação nos confrontos da equipe treinada por Eusebio Di Francesco com a curva sul que abandona o campo aos 15 minutos depois de ter exposto a faixa “Hoje apenas Antonio devemos honrar… a vós não queremos nem mesmo olhar”. Na parte baixa do setor a escrita: “Tenham respeito”.

PATADA DE PIATEK, DEPOIS DONNARUMMA - Com a vergonha dos 7 a 1 remediado em Florença a se apagar, então, a Roma (que reencontra De Rossi) se coloca súbito na frente obrigando o Milan a jogar na sua metade do campo. Assim apenas depois de 2 minutos Bakayoko salva o gol rossonero depois de uma cobrança de falta venenosa de Pellegrini do limite da área de esquerda. Pouco depois toca a Rodriguez se desdobrar depois de uma conclusão do mesmo Pellegrini. Aos quinze minutos Dzeko chama Donnarumma para a primeira intervenção da noite, mas aos 26 uma desastrosa cobertura defensiva de Pellegrini próximo da bandeirinha esquerda permite a Paquetá de roubar-lhe a bola e colocá-la no meio para Piatek que antecipa Fazio e supera Olsen. Terceiro gol no Olímpico para o polonês que já havia marcado contra a Lazio e Roma com a camisa do Genoa. Os giallorossi respondem logo com Zaniolo, mas Donnarumma está mais uma vez atento. O duelo entre os dois se repete aos 36’ e o número um milanista deve novamente superar-se para desviar para escanteio o diagonal do ex-jogador da Inter. Próximo do final do primeiro tempo super-Gigio levanta novamente o muro, primeiro em uma bela girada de cabeça de Schick, depois na sobra bem colocada de Dzeko.

ZANIOLO RETOMA O MILAN - No segundo tempo passam 21 segundos e Zaniolo encontra o merecido empate depositando na redes depois do enésimo prodígio de Donnarumma que com as luvas evita o gol contra de Musacchio depois do cruzamento de Karsdorp, sob a bola vagante na área Jessie perde o azzurino e o ex-Inter marca com o gol aberto. A ducha fria acorda o Milan que tira a cabeça do travesseiro e começa lentamente a se mostrar nos lados de Olsen. O goleiro sueco defende uma conclusão de Suso, depois um chute do limite da área de Paquetá. Aos 26 minutos Donnarumma, depois de ter presenteado um escanteio com uma saída errada, se faz perdoar salvando sobre a linha do gol uma cabeçada de Dzeko. Dez minuto mais tarde Pellegrini acerta a trave esquerda do número um visitante. No final o diabo tenta o golpe final com o recém entrado Cutrone que de cabeça empenha Olsen, depois com o também recém em campo Laxalt que de direita encontra ótima resposta do extremo giallorosso. É a ultima ocasião de uma partida rica de emoções no qual a Roma não mereceria jamais a derrota, mesmo com as vaias dos seus torcedores no final da partida.

ROMA (4231): Olsen, Karsdorp (86' Santon), Manolas, Fazio, Kolarov, Pellegrini, De Rossi, Florenzi (65' El Shaarawy), Zaniolo, Schick (81' Kluivert), Dzeko

MILAN (433): G.Donnarumma; Calabria, Musacchio, Romagnoli, Rodriguez; Kessiè, Bakayoko, Paquetà (77'st Castillejo); Suso (87′ Laxalt), Piatek (86′ Cutrone), Calhanoglu. A disp.: A.Donnarumma, Plizzari, Abate, Conti, Mauri, Montolivo, Bertolacci, Castillejo, Borini Téc.: Gennaro Gattuso

Cartões: 18’Manolas, 21’Zaniolo, 39’Suso, 53’Paquetá, 63’Pellegrini, 72’Kessié, 93’Calabria

F I C H A
avatar

© 2004 PORTALE ROMANISTA BRASIL UMA FÉ QUE NUNCA TEM FIM

uCoz