PARA UM BOM ROMANISTA UMA PEQUENA VITÓRIA BASTA
Nada melhor do que voltar a vencer fora de casa para dar esperanças ao torcedor. Esperanças que precisam ser renovadas para o final dessa temporada e para a próxima fase da Champions. Na partida de hoje, a lógica (que estava demorando para a aparecer) resolveu dar as caras.Um 3x0 tranquilo sem grandes atuações mas com consistência em todos os setores. Uma ótima resposta aos concorrentes da tabela que já estavam contando com uma Roma falecida. Uma vaga para a Champions será o grande desafio do Di Francesco para esse resto de temporada, e uma vitória contra o fraco Chievo já é o bastante para o bom romanista acreditar.

Síntese: Gazzetta

Tudo fácil para os giallorossi em Verona. Gols de El Shaarawy, Dzeko e Kolarov. Para Di Francesco aproximação serena para o duelo da Champions League terça-feira contra o Porto. Os venetos se rendem facilmente e arriscam mais no segundo tempo.

Por: Massimo Cecchini

Começa com protestos (contra jogadores e diretoria) e termina com alívio da chegada noturna a quarta posição em condomínio com a Lazio. No meio, existe uma Roma que bate com mérito um Chievo nada mais que generoso, apresentando-se assim com moral alta no duelo da próxima terça-feira pela Liga dos Campeões da Europa contra o Porto. Os 3 a 0 final - santificado pelos gols de El Shaarawy, Dzeko e Kolarov - fotografa um match que vai de onda em onda e que vê a equipe de Di Francesco tomar rapidamente o controle, graças a um 4-3-3 que, mesmo desenhado com a 31ª formação diferente diante de tantas outras partidas na temporada, parece demonstrar mais adaptada a filosofia do treinador.

DZEKO ALCANÇA DEL VECCHIO - Os giallorossi, privados de Olsen e Manolas, escalam Mirante e Marcano, jogando bem, ao redor de Nzonzi se movimentam bem Cristante e Zaniolo, enquanto Dzeko recuado consideravelmente se torna quase um meia atacante, consentindo a Schick (que sairá no segundo tempo por causa de um problema muscular) de se posicionar na faixa direita. Entre outros, o plano dos veroneses que consiste em buscar a profundidade atrás da linha dos zagueiros giallorossi, sobretudo com Giaccherini, Stepinski e Djordjevic - naufraga bem cedo, porque a Roma, depois de ter chegado perto da vantagem aos 8 minutos com um chute de Zaniolo desviado para escanteio por Sorrentino, aos 9 já está na frente. Basta um rebates com os pés meio curto do goleiro gialloblù para favorecer a cabeçada da meia cancha de Nzonzi sobre qual Frey chega atrasado, quanto basta porque El Shaarawy controla e bate Sorrentino, marcando o oitavo gol no campeonato. O Chievo sente o golpe, Dioussé tenta costurar a manobra e busca espaços para as pontas, mas a liberar-se para o chute é Djordjevic, que aos 10 minutos conclui alto do limite da área. Nos espaços que se criam, ao contrário, os giallorossi aos 18 desenham uma belíssima trama que parte da defesa e é definida por Karsdorp para Dzeko, que se libera de Hetemaj e, de posição contrária, amplia o placar: minuto 18 e a partida parece congelada, com o bósnio que alcança Del Vecchio entre os bombers giallorossi na oitava colocação com 83 gols. Mas é apenas uma impressão porque, justo como tem ocorrido constantemente ultimamente, a Roma parece relaxar a espinha consentindo ao Chievo avançar sua linha de ataque e se tornar perigoso. Aos 24 minutos mais uma vez é Djordjevic a concluir obrigando Mirante a desviar para escanteio; cinco minutos depois Marcano arquiteta uma situação delicada propiciada por uma outra incursão de Stepinski e aos 33 o goleiro giallorosso diz não em grande atuação a uma cabeçada sempre de Djordjevic engatilhado por uma torre de Bani. Não basta. Aos 36 minutos Stepinski conclui do meio da área e apenas uma intervenção de Marcano ajuda Mirante a domesticar a bola, enquanto aos 41’um chute de Dioussé do limite da área é bloqueado agilmente pelo goleiro giallorosso. Em suma, se Dzeko aos 46’ não chegasse perto do gol de cabeça depois da ação de escanteio de Kolarov, pode-se dizer que a Roma concedia muito a equipe da casa, tudo somado ordinária nas execuções.

KOLAROV SE CURVA - Será por isso que no segundo tempo a equipe de Di Francesco decide apertar o acelerador e aos seis minutos chegar logo ao tris, sobre a onda de um belo contra-ataque pescado por Marcano, levado adiante por El Shaarawy e definido por Dzeko para Kolarov, o qual esquerdo não dá chances a Sorrentino. O sérvio, que chega ao sétimo gol na temporada (6 no campeonato) vai se curvar sobre a curva reservada a torcida giallorossa, que ultimamente o encheram de críticas. Mas isso não placa a contestação, porque os 500 interpretam como provocação e lhe reservam outros insultos. Mas se os ventos de guerra não placam, é a partida a endereçar-se, visto que o Chievo nas cordas parece amolecer, deixando assim campo para os giallorossi. Assim no giro de três minutos (22 a 24’) Sorrentino nega o poker a Fazio e a Dzeko duas vezes. Não basta. Aos 32’ sempre da parte do centroavante bósnio parte uma bola que acerta o travessão com um grande chute do limite da área. Acabou? Mas o que. Com as equipes abertas, aos 38 minutos em um contra-ataque Dzeko serve El Shaarawy o qual o chute de primeira acerta a trave, enquanto na ação sucessiva com a entrada de Schelotto a galopar em busca do gol de Mirante, é bloqueado no chão pelo goleiro giallorosso o chute do ítalo-argentino. É quase o sinal das cortinas que fecham, mesmo se os ultras da Roma contemplam o apito final sempre em pé de guerra cantando: “Venceis apenas com Chievo” e “Torcemos apenas pela camisa”. Quanto basta para entender que os dias turbulentos, em Roma, talvez ainda não terminaram.

@maxcek

CHIEVO (4312): Sorrentino; Frey (39′ pt Depaoli, 26′ st Schelotto), Bani, Rossettini, Barba; Leris, Diousse, Hetemaj (13′ st Piazon); Giaccherini; Stepinski, Djordjevic. A Disp.: 1 Semper, 67 Caprile, 12 Cesar, 44 Jaroszynski, 4 N. Rigoni, 13 Kiyine, 10 Pucciarelli, 25 Grubac, 69 Meggiorini Téc.: Domenico Di Carlo

ROMA (433): Mirante, Karsdorp, Fazio, Marcano, Kolarov, Zaniolo (76' De Rossi), Nzonzi, Cristante, Schick (59' Florenzi), Dzeko, El Shaarawy (86' Kluivert)

Cartões: 14’Cristante, 17’Zaniolo, 21’Barba

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