SOBRE MENINOS E LOBOS
Zaniolo, após Roma vs Porto, na ida das oitavas de final da Liga dos Campeões: "Estou muito feliz, sem palavras. Pelo resto da vida, não esquecerei esta noite". Foi um cartão de visita do menino de 19 anos, que fez os gols romanistas no triunfo por 2 a 1, em casa. Mas não sozinho. Após percalços recentes, a Roma ganhou coletivamente. Líderes da matilha, Džeko jogou muito e De Rossi fez seu papel. Até a defesa, que teve erros (como o gol sofrido), esteve sólida. O técnico armou bem o time, embora tenha mexido mal. Podia ter sido melhor. Mas isso veremos após a volta. Por agora, é uma vitória saborosa e, principalmente, a partida em que Zaniolo se mostrou para o mundo. Pode ter sido um jogo que lembraremos por muitos anos...

Síntese: La Repubblica

Bis de Zaniolo, Adrian mantém vivo os lusitanos. Com dois gols do jovem talento de dezenove anos, os romanistas pregam os portugueses. Os homens de Sergio Conceição reparam no final e deixam aberto o discurso da classificação pra as quartas. Retorno no dia 6 de março.

Por: Jacopo Manfredi

ROMA - Na marca do predestinado do futebol italiano, Nicolò Zaniolo, a Roma na quinta tentativa bate (2 a 1) pela primeira vez na sua história o Porto e ganha uma pequena vantagem para o jogo de volta no Dragão daqui três semanas para jogar a qualificação com dois resultados sobre três a disposição para avançar as quartas. O jovem talento do dezenove anos de Massa colocou sua marca na vitória giallorossa com um bis de sua autoria no seu primeiro jogo importante da carreira. Mesmo se ainda cedo para fazer avaliações definitivas, é evidente que os sinais se inclinam que estamos assistindo o crescimento de um campeão.

ROMA, UM JOGO QUASE PERFEITO - A Roma esteve a um sopro de completar a partida perfeita: depois de ter batalhado de igual contra um Porto que se confirmou o cliente chato e organizado um mortífero um-dois em seis minutos que teria abatido até mesmo um gigante. Mas os homes de Conceição foram bravos a não amolecer mentalmente e aos 11 minutos do final, mesmo com um pouco de sorte, marcaram com Adrian Lopez, recém entrado, um gol que deixa aberto o discurso.

DI FRANCESCO ESCALA ZANIOLO NA FRENTE - Para a ocasião Di Francesco, além de Under, Perotti e Olsen, perdeu também Schick e Karsdorp e então confirmou Mirante no gol, retornou Florenzi na zaga e re-propôs Zaniolo na inédita função de voltar avançado na direita. Na mediana, em relação ao jogo com o Chievo, restitui uma camisa a De Rossi e Pellegrini, e deixou Nzonzi no banco. No fronte oposto, Sergio Conceição, obrigado a renunciar o bomber Marega, lesionado, e Corona, suspenso, decidiu entrar com um 4-4-2 com Soares e Fernando no ataque e Otavio e Brahimi nas extremidades do meio campo onde foi sacrificado Oliver Torres.

TRAVE DE DZEKO - As duas equipes no primeiro tempo estiveram atentas em não conceder nada aos adversários. A Roma encontrou dificuldade a iniciar a ação de pressão contra os lusitanos, mas entretanto se mostrou mais perigosa no começo, colhendo uma trave aos 37 minutos ao final de uma bela ação pessoal na esquerda de Dzeko, desmarcado dentro da área por Fazio. O Porto controlou a bola ordinariamente, mas tentaram achar espaços justos para surpreender Manolas e companheiros: a única bola nos lados de Mirante foi por conta de Fernando em um giro depois do cruzamento de Otavio, mas sua conclusão não deu trabalho ao goleiro giallorosso.

ZANIOLO, DOIS GOLS DE SONHO EM SEIS MINUTOS - No segundo tempo a Roma tentou mudar o passo e logo incomodou Casillas com um forte chute central de Cristante. O Porto, porém, não se assustou, retomou o jogo aos poucos e por pouco não abriu o placar em uma cobrança de escanteio: uma cabeçada de Danilo passou perto da trave esquerda de Mirante. Justo no momento seu momento melhor os lusitanos perderam seu homem mais forte, Brahimi por um problema ao pé e a Roma imediatamente se aproveitou disso. Novamente empenhou Casillas com uma forte esquerda de Pellegrini e depois abriu o resultado com Zaniolo, bravo a se aproveitar de uma assistência de Dzeko que serviu a bola que com um preciso arremate em diagonal despachou para o gol. A Roma cresce e aos 76 minutos chega ao segundo gol depois de um contra-ataque: Dzeko acertou a trave com um forte chute rasteiro, no rebates chegou Zaniolo sozinho apenas para empurra para as redes de esquerda.

ADRIAN LOPEZ ESTRAGA A FESTA GIALLOROSSA - O Porto não se abala e, depois de apenas 3 minutos, voltou ao jogo: um chute aéreo de Tiquinho, se tornou uma assistência involuntária para Adrian Lopez, que entrara no lugar de Brahimi, e marcou o gol com um belo chute de direita a meia altura em diagonal. A este ponto o Porto acreditou, insistiu e quase chegou ao empate com um belo arremate dos 28 metros de Herrera que lambeu a trave. Di Francesco fez as mudanças justas, inserindo Nzonzi, Santon e Kluivert nos lugares dos cansados Pellegrini, Zaniolo e El Shaarawy e por pouco a Roma não fez o terceiro em um contra-ataque aos 94 minutos: um diagonal de Kolarov porém é rebatido pelo rosto de Casillas. É apenas o preludio de emoções que esperam nos próximos 90 minutos: Porto-Roma fica para dia 6 de março.

@jacopomanfredi

ROMA (433): Mirante, Florenzi, Manolas, Fazio, Kolarov, Pellegrini (83' Nzonzi), De Rossi, Cristante, Zaniolo (87' Santon), Dzeko, El Shaarawy (90' Kluivert)

PORTO (442): Casillas, Eder Militao, Felipe, Pepe, Telles, Otavio (39′ st Hernani), Danilo, Herrera, Brahimi (23′ Adrian Lopez), Fernando (30′ st André Pereira), Tiquinho Soares. A disp.: 26 Vana, 2 Maxi Pereira, 6 Bruno Costa, 10 Oliver Torres Téc.: Sergio Conceicao

Cartões: 74’Herrera, 88’El Shaarawy

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