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Roma: Di Francesco na corda bamba
29/11/2018 às 12:19

ROMA - Diz Eusebio Di Francesco - É tarde da noite no Olímpico onde todos se perguntam transtornados se a Roma é uma feliz e bela equipe porque já está classificada para as oitavas da Champions League ou uma equipe triste e medíocre porque perde muitas partidas e os feitos hoje são apenas virtuais - “esta noite estou brabo”. O repete quase sempre depois de tantas, muitas partidas sem alma da sua Roma. O Eusebio furioso é agora um tema de slogan mais ou menos sempre com os mesmos capítulos. 1) O jogo, 2) os episódios, 3) Os jovens, 4) os lesionados, 5) a fúria. A cada partidaça e sobretudo a cada derrota da Roma se pode relembrar assim, reabrindo e relendo os capítulos já lidos. Quase sempre a Roma sai desse esquema, real ou imaginário pouco importa, visto e relembrado entretanto como pelo treinador: e isto é, mesmo se não dominou o jogo (1), por causa dos episódios (2) que favoreceram o adversário, com a inexperiência justificável dos jovens (3) que tiveram que cobrir os lesionados (4) e então Di Francesco fica brabo (5).

Repetido tem sobretudo hoje um pequeno interessante particular: o chute que Eusebio furioso deferiu ao plexiglass do banco de reservas e com o barulho se escutou até na tribuna, que relembra o mesmo gesto do fato durante o jogo Roma-Atalanta 3-3 do dia 27 de agosto, no qual se fraturou a mão. Quer dizer que em três meses exatos - 27 de agosto a 27 de novembro - pouco ou nada mudou e que os problemas que existiam então ainda existem hoje, e melhor quanto mais a temporada segue mais se torna complicado recuperar. Admitem os metacarpos do treinador, basta pedir a confirmação ao pobre banco de reservas que viram muitas coisas e desse modo sabe.

Entre outros a dicotomia entre a depressão do campeonato (7º lugar, 12 pontos a menos que a temporada passada) e a exaltação da Champions League (classificação vinda com um turno de antecedência e posição respeitada, depois da exaltante semifinal na edição anterior) se é em boa parte absorvida, como um querer que poderia ter exaurido a força de inércia. A Roma superou bem o CSKA Moscou e Viktoria Plsen, pequenas equipes que sobretudo tropeçaram entre eles, mas foi discretamente mal tratada pelo Real Madrid (5 gols sofridos entre os jogos de ida e volta).

O Eusebio Furioso que tomou o lugar do Gentil Eusebio do ano passado, é então um treinador na corda bamba. Se sabes por culpa sua ou de outros é um argumento supérfluo e sobretudo acadêmico. De chute em chute os treinadores pagam injustamente por todos, inclusive pelos dirigentes que constroem equipes de educados jovens - pensando ter um retorno um dia, bem crescidos e alimentados pelo próprio treinador, uma sacolada de dinheiro - no qual toca depois tomar de assalto o Real Madrid de ferozes veteranos da Europa. E de fato depois de ter exibido jogo, dribles e clamorosos chutes nas estrelas em meia hora de espetacular e divertido Playstation, mas também o fato de nem fazer cócegas a gente como Ramos, Varane, Marcelo, Modric, Bale e Benzema, os jovens se amedrontaram e literalmente sumiram do campo esperando que o Real não os machucassem. Impressionante a taxa de juventude - inclusive por força maior, dado as lesões de Daniele De Rossi, Lorenzo Pellegrini, Dzeko e no curso da partida El Shaarawy - demonstrado em campo. Zaniolo (classe 1999), Kluivert (99), Under (97), Coric (97), Schick (96): experiência de Champions próxima do zero. A sana e justa política econômica do futebol jovem logo se expirará do louvor aventureiro.

Ao treinador mais que o despreparo dos jovens talentosos sobre o qual a Roma apostou tudo e do qual não é certamente responsável (é provável que aqueles velhaços como Ronaldo e Mandzukic teria contratado com prazer…), e pode levar em consideração sobretudo duas coisas: 1 - os resultados negativos contra equipes pequenas e sobretudo com menor poder aquisitivo  (Chievo, Bologna, Spal e Udinese); 2- a quantidade insuportável de lesionados que no momento excluem De Rossi, Lorenzo Pellegrini, Dzeko, El Shaarawy, Perotti e Pastore. E finalmente o próprio treinador na noite do pós-partida Roma-Real que admitiu: “Devemos começar a nos perguntar porque são todas similares”. Está cada vez mais longe a Roma não haverá jamais esperanças para retomar os objetivos para uma nova Champions, certamente cada vez mais longe.

A partida com a Inter de domingo a noite arrisca então se tornar decisiva para o pobre e maltratado Di Francesco, que oficialmente mantém o equilíbrio na confiança de Pallotta & (digamos sobretudo o diretor esportivo Monchi, melhor…), mas que sabe muito bem que o destino está todo em suas mãos. E sobretudo na cabeça de Luciano Spalletti, nos pés do Ninja Nainggolan que arriscam transformar a partida de domingo a noite contra a Inter, esta sim, em um verdadeiro sabá de emoções, ressentimentos, venenos, tensões.

O Eusebio Furioso sabe muito bem que antes dele neste túnel chocante passaram Luis Enrique (denominado Zichichi (célebre físico italiano) por Totti & cia…), Capitan Fracassa Garcia e Rododendro Spalletti. Boa parte da torcida, ainda está do seu lado, mas a praça é também uma bandeirola exposta ao vento e a tempestade. As vaias impetuosas da curva podem ser uma sentença para todos, não apenas para o Eusebio Furioso, ex Gentil Eusebio: “O humor da praça infelizmente hoje é este, admissível. Não podemos pedalar e basta”.

Fonte: Fabrizio Bocca (La Repubblica)
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