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Champions: Noite de pesadelo, Roma eliminada nos suplementares
06/03/2019 às 21:32

Uma batalha, que a Roma perde no 116º minuto por uma ingenuidade de Florenzi que custa aos giallorossi a qualificação para as quartas. O Porto vence nos suplementares por 3 a 1 e vai adiante, mesmo se em uma partida um pouco condicionada no final. O pênalti de De Rossi no final do primeiro tempo havia dado esperança a Roma, que no final vê ir pro vinagre uma possível classificação por um puxão de Florenzi em Fernando que presenteia a Telles o pênalti decisivo. Passa o Porto, para a Roma uma delusão imensa.

DDR, GOL E NOCAUTE - Di Francesco surpreende todos e faz sua defesa a três, com Jesus no meio, Marcano e Manolas nas extremidades, com Fazio que fica na tribuna. A fazer as compras são Pellegrini e Florenzi, ambos expedidos para o banco. Mas a prudência ocorre também a Conceição, que ao invés do 4-3-3 opta pelo 4-4-2, com Soares na frente ao lado de Marega e Corona a compor o quarto no meio campo a esquerda. E justo o mexicano é aquele que chama mais atenção no jogo por um longo tempo, com escapadas e jogadas contínuas e o seu pendular entre a linha do meio campo e do ataque. Karsdorp tem dificuldades para contê-lo, tanto que nos primeiros vinte minutos de jogo todas as ocasiões do Porto são marcadas justamente por Corona (dois chutes do limite da área que passam perto e uma ação com Telles bastante perigosa). Mais em geral os portugueses partem forte e obrigam a Roma a jogar mais recuada com a linha defensiva muitas vezes em cinco. Nos corredores de uma pressão infinita, a Roma porém também tem a ocasião propicia, com Karsdorp que porém alonga muito o passe para Zaniolo que se encontrava sozinho com Casillas. A impressão, porém, é que o Porto possa abrir o placar a qualquer momento e de fato aos 26 minutos a equipe de Conceição passa: Manolas se adormenta na meia cancha, Marega lhe rouba a bola e vai sobrepor Corona, colocando a bola no meio fácil, fácil para Tiquinho, que no meio tempo havia se colocado bem nas costas de Jesus (imóvel). Logo depois do gol, a Roma tenta reagir, mesmo se depois Kolarov não está em uma das suas melhores jornadas, juntamente com De Rossi e Nzonzi que se complicam nos duelos. Aos 37 minutos, entretanto, a equipe de Di Francesco capitaliza o máximo com mínimo esforço, desfrutando um pênalti depois da falta de Militão sobre Perotti. Sobre a marca de pênalti se dirige De Rossi que não erra, retomando um acerto de contas com Casillas depois do pênalti defendido nas quartas de final da Euro 2008. É a sua ultima emoção na partida, porque aos 45 o capitão giallorosso se agacha no chão vitima do problema de sempre no joelho direito e pede mudança (pouco antes Olsen tinha feito uma grande defesa na conclusão de Herrera).

PRESSÃO PORTUGUESA - O segundo tempo é praticamente a fotocopia do inicio do primeiro, com o Porto que ataca em massa e constrói ocasiões em repetição. Primeiro é Tiquinho de cabeça que quase faz, depois é Olsen reativo a tocar o arremate diagonal de Marega para escanteio, e enfim o gol dos portugueses vem aos oito minutos: Karsdorp presenteia uma bola a Corona, que o salta, na tentativa de recuperação do holandês e acha Marega na segunda trave (com Marcano distraído), que de chapa ensaca. Depois é mais uma vez Otavio a chegar perto do gol, com Di Francesco que corre para os reparos, inserindo Florenzi justo no lugar de Karsdorp, agora nas graças de Corona (que o obriga a levar amarelo). Pepe e Dzeko se estranham testa a testa na metade do campo (amarelo para ambos), Telles tenta no desenrolar do escanteio, Dzeko tenta responder do limite da área. Mas, mais em geral o problema da Roma é ser muito passiva e pouco reativa, não consegue jamais aumentar os giros do motor e a ousar, Olsen salva o gol depois de uma ação de Brahimi, Di Francesco no meio tempo já passava para o 4-2-3-1 (dentro Cristante, fora Marcano). Depois a ocasião boa fica por conta de Perotti (37’) sobre erro de Pepe em desempenho, mas o argentino desperdiça. Desse modo se vai aos suplementares, com as duas equipes que possuem claramente menos ritmo de energia. Marega, porém, tenta se fazer perigoso, Di Francesco perde também Pellegrini (problema na coxa direita) e Fernando reclama um pênalti por uma possível puxada de Manolas. Aos seis minutos do segundo tempo suplementar é Dzeko a construir uma bola convidativa, mas o chute do bósnio sai alto. Depois passados um minuto Dzeko faz gritar gol, mas sua cavadinha sobre Casillas é salvo por Pepe em cima da linha. Aos 114º minuto o episódio chave: chute-cruzamento de Maxi Pereira, Florenzi segura a camisa de Fernando para evitar o tap-in, Çakir não vê, mas o VAR o aponta. É pênalti, com Telles que faz o terceiro e manda para o paraíso o Porto. Depois é a Roma que reclama um pênalti sobre Schick, mas desta vez Çakir decide não controlar pelo Var. Termina assim, com o Porto classificado e a Roma a se interrogar porquê.

Fonte: Andrea Pugliese (Gazzetta)
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