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Serie A: Roma parada pelas traves, a Champions é uma miragem
24/05/2019 às 15:14
Pela primeira vez Ranieri fica no seco. No senso que a sua Roma, em dez jogos, havia sempre encontrado o gol. Desta vez não consegue, um pouco por falta de sorte (duas traves e um gol anulado por impedimento) e um pouco porque iniciou a pressão muito tarde, jogando em ritmos lentos por quase uma hora. Com este 0 a 0 os giallorossi de fato dão adeus a Champions, mesmo se a matemática deixa um raio de luz. Para o Sassuolo um empate que dá moral e inclusive classificação, conservando a décima posição. A equipe de De Zerbi, entre outros, no final parecia realmente não ter mais nada e então tudo bem assim.

RITMOS ESTIVOS - Ranieri no final decide espelhar e opta por um 4-3-3, com De Rossi no banco e Under relançado desde o início. De Zerbi, em contrapartida, prefere Djuricic ao invés de Babacar, com o sérvio jogando mais como um falso nove do que um centro-avante. Se não fosse a temperatura invernal, pareceria quase um amistoso estivo de inicio de temporada por ritmo e intensidade. Em suma, se joga com o freio de mão puxado, entre outros em um clima de aberta contestação da torcida giallorossa para com a sociedade (coros contínuos contra Pallotta, Baldissoni e Baldini). A Roma, que deveria vencer, tenta aos poucos acelerar e quando o faz é sobretudo graças a Under, que parece na jornada justa. É seu o primeiro e principal perigo para o Sassuolo, depois houveram uma série de tentativas (sem efeitos) por parte de Dzeko, mas quase sempre sem convicção e ambição. Depois Under semana mais uma vez o pânico na área e Kolarov tenta de fora, mas o chute é venenoso. E o Sassuolo? Magnanelli trabalha uma infinidade de bolas, Lirola sobrepõe-se muitas vezes na faixa de Berardi, mas Duncan está em uma jornada completamente negativa e Locatelli se ascende aos pedaços. Assim os perigos para o gol de Mirante ocorrem apenas no final, quando primeiro é bravo Fazio em um carrinho depois de uma bela combinação entre Berardi e Lirola, sendo Mirante decisivo com os pés sobre Djuricic, bem pescado no espaço por Berardi. Da outra parte, então, um contra-ataque trabalhado de modo magistral por Under e El Shaarawy pouco antes de ter mandado em gol Florenzi, abatido porém por Magnanelli a vinte metros do gol.

OCASIÕES NO VAZIO - No segundo tempo se vê algo a mais, mesmo porque a Roma deve vencer e no tentar levantar os ritmos perde algo do ponto de vista do equilíbrio e combate. E de fato as primeiras ocasiões são todas para o Sassuolo, sobre os cuidados de Locatelli (bola por pouco alta)-Boga (proeza por um sopro fora). Depois em 4 minutos, dos 12 aos 16, é a Roma a chegar perto do gol em três ocasiões: primeiro com uma bicicleta aérea de El Shaarawy incrivelmente fora do meio da área, depois com um chute de fora de Dzeko que acerta a trave externa e no final com uma cabeçada em mergulho de Cristante sobre o qual Consigli é muito bravo. Agora a partida é bela, pelo menos do ponto de vista das ocasiões. Demiral chuta para as estrelas de ótima posição, mas depois é perdoado salvando de carrinho uma ação de um gol quase feito por Pastore. Depois o Sassuolo reclama um contato duvidoso entre Mirante e Djuricic dentro da área, enquanto da outra parte um contra-ataque de El Shaarawy produz uma confusão na área, com a bola que casualmente bate em Kluivert e acaba na trave. Então todas as cartadas são colocadas a mesa e se joga sobre a inércia. Fazio de cabeça coloca pra fora, Lirola se faz perigoso de fora da área, e mais uma vez Federico aos 48 encontra o gol, mas é anulado por posição irregular precedente de Dzeko. O zagueiro é então um atacante adjunto e a ultima chance ocorre sobre seus pés, chutando alto de uma ótima posição. Termina assim, com o Sassuolo que defende o décimo lugar e a Roma que diz praticamente adeus aos sonhos de Champions.
Fonte: Andrea Pugliese (Gazzetta)
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