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Serie A: Spalletti e Roma, história de um amigo
02/12/2018 às 12:58

É assim, quando no dia 30 de maio de 2016 se lançou a sorte “agora nos tornaremos amigos, amigões”, referindo-se a Totti, e essas palavras tiraram mais de um sorriso. Isso na época, Lucio sabia no seu coração que não seria possível. Porque indo embora, tomando um megafone e gritando “Forza Roma” - para alguns dias depois vir com um “Fazer parte da Inter te perfura o coração, nós somos da Inter” - jamais centraram o problema. Que não esteve nos minutinhos de Totti na sua ultima temporada como jogador. Ninguém foi assim estúpido, nem mesmo Francesco, em preferir um campeão de 40 anos ao invés de Dzeko. Mas o tratamento reservado-lhe, entre caçadas de Trigória e reiteradas declarações por vezes a humilha-lo (“Ele pobrezinho, quer jogar. Vai a campo, mas depois quando o coloco dentro, como com o Villarreal, não tocamos bola”). O técnico porém, buscava alibis perfeitos para recitar em publico para justificar seu adeus. Maturado por meses e confirmado quando os programas da sociedade (que pouco depois teria cedido Salih, Paredes e Manolas, depois modificado em extremo com Rudiger), prospetados em um novo jantar com Baldini e Pallotta em Roma, não o convenceram.

“SE O VER, O CUMPRIMENTO”

Por isso ontem o sorriso voltou voltou a reinar sobre o vultos de muitos, escutando no pré-jogo de Roma-Inter: “Totti? Se o ver, cumprimento com prazer. Infelizmente não tive tempo de ler o livro. Eu li o que reportaram sobretudo vós jornalistas… Na minha opinião existem esclarecimentos mas serão feitos com calma”. Em palavras, aparentemente distintivas, é todo ali Lucio. A primeira vista afável, amigo de todos (e de Totti: “o cumprimento com prazer”), mas no meio tempo capaz de apontar o dedo (“Vós jornalistas”) e se tornar enigmaticamente (“o cumprimento… se o encontro”; “Existem esclarecimentos a se fazer, mas com calma…”), deixando imaginar quem sabe tais reais aborrecimentos. Certamente será difícil rever duelos de velho oeste entre os dois como no vestiário de Bergamo ou no pré-jogo de Palermo. Melhor assim. Hoje Spalletti volta naquele que fora o seu estádio que antes o ovacionou e depois vaiou. Aquele que não entende (ou finge não entender), é que o difícil relacionamento com Totti inevitavelmente tem haver. Mas não é tudo. Aquilo que lhe transtorna - sobretudo a quem o ovacionava e acreditava cegamente nas suas acusações contra a mídia e o ex-capitão - acabou descobrindo que o técnico, buscando certificações publicas no dia do seu adeus (“Até hoje não conversei com ninguém”) e dos 87 pontos sobre o campo (recorde do clube), havia escolhido ir embora a meses. Esperava a Inter (como depois confirmará em Milão: “Me procuraram antes do final do campeonato”) porque, diferentemente da Roma, pensava e pensa que pode ser a única realidade econômica que poderia bater de frente com a Juventus. Lícito, convenhamos. Seria porém belo escutar dele mesmo, ao ponto de querer passar por mártir. Será por uma outra vez também porque, antes de se retirar, Lucio citou Franco Califano que sobre a lapide quiz a inscrição “Não excluo o meu retorno”. Uma maneira para manter assim a enésima porta. Quem sabe para retranca-la, no futuro, uma terceira vez. Mesmo isso, ao seu modo, seria um recorde.

Fonte: Stefano Carina (Il Messaggero)
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