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Serie A: Totti e Spalletti veneno infinito
03/12/2018 às 11:34

ROMA - Na linha de frente como um tempo. No passado com a 10 nas costas em campo e hoje com o paletó e gravata na tribuna e na tv. Onde entretanto o nosso, como se diz, pega, puxa, comove, gera discussão, mexe com a audiência meio cansada da noite, aquela que adentra as audiências nas saletas de tv dos apresentadores e suas resenhas. “Francè quando vem aqui quem mexe mais?”. Justo dez anos atrás (2008) Francesco Totti explicava para o mundo a teoria das “ajudinhas” que sustentavam ora Inter ou ora a Juve, a segunda do caso. O arbitro na mira então seria Rosetti, hoje Rocchi, mas com sustento, melhor o comando dado a função, de Michael Fabbri, 35 anos, seção de Ravenna. Ele quem estava domingo a noite na Var (ou melhor vídeo conferência), diante dos monitores ou seja que adiantava ou retornava as imagens de D’Ambrosio que deslocava Zaniolo dentro da área. Poderia ter sido pênalti para a Roma e ao contrário disso veio o gol da Inter, visto que a ação imediatamente sucessiva gerou o gol de Keita da Inter colocando o time de Milão na frente, sob uma assistência por ventura do mesmo D’Ambrosio. Em suma um erro grosseiro e rocambolesco romano.

Sim porque Fabbri e Rocchi decidiram não conceder o pênalti, mas talvez não seja nem mesmo esse o ponto. A questão é que Gianlucca Rocchi, muito mais experiente que o colega da video assistência, florentino, comerciante com a credencial de arbitro, um da antiga linhagem de Gino Menicucci em suma, veterano e homem de ponta da classe arbitral italiana, proveniente diretamente da Copa do Mundo da Russia, insolentemente se negou a consultar o monitor na beira do campo. Como assim dizer aqui decido eu ou pelo menos decidimos nós, como poderia fazer um Lo Bello de cinquenta anos atrás. Que também, desde então, deveria prestar contas com a video conferencia de Sassi e Vitaletti. Tal será que o árbitro italiano, ainda hoje, se faça diminuir em profissionalismo, orgulho, presunção e virilidade de uma fria câmera eletrônica que tudo viu e tudo está transmitindo diretamente na tv a face do árbitro cabeçudo. Muito fácil, “Homem é homem” diria talvez o florentino Rocchi, que reivindica todo direito de errar, mesmo em fronte das implacáveis imagens. O paradoxo do Var a italiana, sistema agora difuso e sacramentado e tomado por empréstimo por outros campeonatos e até mesmo pela Champions League, hoje é isso. Have-lo e esnobá-lo.

A situação é de tal forma envenenada e o Olímpico de tal forma furioso que a degenerar não existe nada e no final de uma noite de insultos e brigas, e de muito machismo tv, o perfil Wikipedia do arbitro Rocchi também é alvo de vulgarmente de zombaria sendo vítima de hacker: “É conhecido por haver a mãe p…” Depois apagado e corrigido. Pela primeira vez o dirigente Francesco Totti, função na qual devemos achar uma precisa colocação, é usado como um coringa e colocado na televisão lamentando as razões da Roma, enquanto o resto da equipe, inclusive Di Francesco, se fecha em um polemico silêncio. Agora é quase uma questão pessoal, entre a Roma e o Var existe um problema grande. Se interpreta bem no entanto que a cena é a perfeita fotocópia do ocorrido um mês atrás em Florença, quando em uma situação toda análoga, Di Francesco e a equipe em silencio de imprensa e a engrossar o tom o diretor esportivo Monchi.

Então a pedra do escândalo foi um pênalti de Olsen sobre Simeone, que porém era inexistente e que o arbitro Orsato não tem a compostura de ir rever o lance no monitor a beira do campo, Monchi na ocasião disse mais ou menos as mesmas coisas que Totti então. “O que faz o homem do Var, o que viu, o que estava fazendo, é uma vergonha, um absurdo não usufruir da tecnologia uma vez que a tem…”. Totti na noite de Roma-Inter acrescenta a sua: “Porque eles não vem aqui falar e explicar?” que efetivamente teria senso, mas certamente desestabilizaria definitivamente o sistema arbitral. Rocchi e Fabbri o que poderia falar, se não reconhece o erro no calor da situação, e então afirmar ter colocado inadmissivelmente o dedo no resultado? Apenas o presidente James Pallotta se juntou a Totti dos Estados Unidos: “Estou gritando ainda. Eram 28 jogos que não nos concediam um pênalti. Mas o que tem os árbitros contra nós?”. Em suma uma noite infinita, jamais visto um silencio imprensa assim cheio de palavras.

Até ontem Totti era ainda um jogador, um impossível de se imaginar com paletó e gravata, um jogador que muitos queriam absurdamente eterno. Mesmo com os seus 40 anos batidos. Ainda antes da partida com o Real Madrid, depois perdida no Olímpico, Totti era celebrado como o ultimo a chegar no Hall of Fame, ao lado de todo o Pantheon giallorosso e inserido na Trimurti romanista: Totti, Falcão & Conti. Obviamente um Totti dirigente que fala e ocupa a cena, que catalisa todas as câmeras, não pode passar inobservado, não pode não gerar uma explosão de outras tensões, ressuscitar velhos e antigos rancores. E assim termina na noite com Luciano Spalletti que se azeda na tv sozinho, sem que ninguém o interrogue, busca na tangencia seguir seus fantasmas: “Não, porque eu não gerei e demissão de Totti! A sociedade sabia que eu iria embora, não fui eu que cacei Totti em Trigória. Haviam Scala e Andreazzoli… etc etc”. “Realmente ninguém agora disse a ele ou lhe perguntou” respondeu atônito ao apresentador Caressa no entanto regozijando-se por um tempo no programa de tv. “Sim, mas eu sou o que pensam e o dedo de todos”.

Os ecos da novela e sobretudo da entrada de Totti em cena foram tão fortes a mexer com Spalletti - que de resto conhece perfeitamente o ambiente romano de maneira a ficar obsedado - de voltar pela segunda vez espontaneamente e ao vivo na Sky para dizer que “inclusive o intervenção de Manolas sobre Icardi era pênalti”. E então porque não se presta atenção ao episódio lamentado pela Inter? Porque Roma e Totti tomam toda a cena desse mediático Roma-Inter que tudo somado terminou em empate? Sim porquê?

Paradossalmente o episodio da arbitragem de Rocchi, da falta de D’Ambrosio sobre Zaniolo e do Var ignorando e por assim dizer boicotando, termina quase quase com uma viagem ao fundo. Ficam em cena os dois galos que se bicam, a profusão e o estouro de testosterona futebolístico entre Totti e Spalletti. Como se todos os episódios, todas as histórias terminassem sempre passando pelo mesmo ponto, da mesma famigerada caçada de Totti em Trigória (fevereiro 2016). Como se o futebol não quisesse ou ainda não pudesse sair. Um buraco negro em altíssima gravidade que absorve e atrai tudo para dentro de si. Um buraco negro que nos atrai e nos leva sempre para o mesmo ponto.

Fonte: Fabrizio Bocca (La Repubblica)
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