12/03/2019
A Fortaleza Giallorossa

Meu primeiro contato com a AS aconteceu quando meu pai voltou de uma viagem fez à Europa e me trouxe de presente algumas figurinhas do álbum do campeonato italiano. Eram figurinhas de jogadores e dos símbolos das equipes, e rasgando aqueles pacotinhos, me encantei com uma figurinha em especial, o Lupacchiotto, que brilhava quando eu girava a figurinha entre meus dedos, símbolo da Roma nos anos 80 de Falcão e compagnia bella !

Não vou dizer que foi naquele momento que virei torcedor, mas colei essa figurinha na janela de vidro do meu quarto e ali, com meus 8,9 anos de idade, encantado com aquele lobo brilhoso e estilizado, ouvi do meu pai algumas histórias desse tal Paulo Roberto Falcão. O grande Luiz Henrique Rovere, nascido em Porto Alegre e gremista, por incrível e paradoxal que pareça, descobriu a paixão pelo futebol indo ao Beira-Rio com meu avô ver o Inter de Falcão.

Torcedor mesmo virei quando fiquei encantado com o time do terceiro scudetto. Não que eu seja um torcedor movido exclusivamente a títulos, na verdade isso nem é pra mim a coisa mais importante na relação time/torcedor. Foi amor a primeira vista com aquela formação, do goleiro ao ponta esquerda. Fiquei ainda mais íntimo daquele squadrone quando passei a comandá-lo em campeonatos de video game jogando Winning Eleven, nos quais eu defendia a Roma com unhas e dentes.

A Roma passou a fazer parte da minha vida também de uma maneira extracampo, digamos assim. Comecei a estudar italiano. No começo, porque queria entender o que a torcida dizia quando cantava. Foi nessa época, como estudante de italiano, que tive a oportunidade de ir à Itália pela primeira vez. Pude ver a Roma de perto, no Olimpico com mais frequência e em algumas oportunidades fora de casa também, naquele ano de 2005. Fui recompensado na minha primeira viagem "da tifoso romanista" com a maior obra de arte que tive o prazer de ver de perto. O gol de Totti encobrindo o brasileiro Júlio César da Inter, em um Giuseppe Meazza que a Roma não vencia há mais de 10 anos.


E assim surgiu essa história de amor. Morei em Roma em outras oportunidades e hoje devo ter umas 40 partidas da Roma do meu curriculum de romanista, dentro e fora de casa, além dos amigos que fiz a partir dessa paixão em comum, alguns tendo se tornado parte da minha família. Pra mim é motivo de orgulho ver que outros brasileiros também compartilham desse mesmo fanatismo e saber que isso tudo acabou criando esse grupo gigantesco de torcedores que está a milhares de quilômetros da AS Roma, mas que sempre acaba dando um jeito de trazê-la cada vez mais de cada um de nós.

Romanamente | Visualizações: 100 | pajata
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thumbup 

Bela história.
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