Claudio Ranieri

Iniciou sua carreira como jogador, na base da Roma que mais tarde inclusive estreou como profissional, atuando como zagueiro, embora tenha feito boa parte de sua carreira no Catanzaro, Catania e Palermo onde pendura suas chuteiras em 1986 para dar espaço a carreira de treinador onde realmente teve um destaque mais expressivo.

Inicia como técnico comandando a Vigor Lamezia e depois a Campania Puteolana pela Série C1 (quarta divisão italiana). Após o bom desempenho com as equipes iniciais, sela acordo como Cagliari passando a Série C em 1988 em que faz um trabalho excepcional fazendo a equipe conquistar a Copa Itália da categoria e levando os sardos dois anos depois da terceira para a primeira divisão italiana. Apesar de todo esforço Claudio enfrenta grandes dificuldades para manter o Cagliari na Série A conseguindo salvar a equipe com um turno antes de terminar o campeonato.

Em 1991 passa a ser treinador do Napoli, obtendo a qualificação para a Copa UEFA graças a quarta colocação na máxima série do futebol italiano. Sua exoneração vem em novembro de 1992, seguido da eliminação da competição europeia diante do PSG e depois de uma desconfortante derrota por 5 a 1 para o Milan no campeonato.

No verão de 1993 assume a Fiorentina, recém rebaixada a Série B, com a missão de recolocar os violas na primeira divisão. Consegue com êxito cumprir o estabelecido e no retorno a Série A obtém a oitava posição. Na temporada 1995/96, além de figurar entre as quatro, conquista, no comando do time toscano, a Copa Itália: campanha espumante do time viola vencendo todas as noite partidas disputadas derrotando a Atlanta no final. O triunfo concede ao time de Florença o ingresso na Copa das Copas, além de obviamente a disputa da Supercopa italiana, este último sendo conquistado vencendo os campeões da Itália Milan, depois de um bis do argentino Batistuta. Já na Europa a Fiorentina chega as semifinais, perdendo para o Barcellona.

Seu primeiro salto internacional como treinador vem no dia 19 de setembro de 1997 depois de chegar a um acordo com o Valencia da Espanha, que havia exonerado Jorge Valdano depois de três derrotas consecutivas no início do campeonato espanhol, se posicionando na lanterna da competição. Conclui a primeira temporada deixando o time na nona colocação, fazendo inclusive com que a equipe se qualifique para a Copa Interoito de 1998, que o Valência venceria no final batendo o Austria Salisburgo e garantindo assim o acesso a Copa UEFA.

Na temporada 1998/99 o Valencia termina na quarta posição o que lhe permite disputar próxima a Liga dos Campeões da Europa. Na Copa UEFA o caminho se interrompe no acesso as oitavas depois da eliminação para o Liverpool. No mesmo ano, porém conquista a Copa do Rei (copa nacional espanhola) batendo no final o Atletico de Madrid por 3 a 0.

Chega a um acordo justamente com o Atletico do qual dura apenas oito meses depois da eliminação nas quartas de final da Copa Itália para o Lens por 2 a 1, na qual se acrescenta o posicionamento da equipe próximo a zona de rebaixamento da primeira divisão espanhola e também de problemas de corrupção na administração dos Colchoneros.

Em setembro de 2000 vai para Inglaterra assumindo o comando técnico do Chelsea. Com o time da capital londrina consegue chegar a semifinal da Liga dos Campeões da Europa além do vice-campeonato inglês no mesmo ano. Obtém 107 vitórias em 199 jogos e sua exoneração vem com a chegada de Roman Abramovič o clube decide optar por Jose Mourinho.Deste modo volta ao Valência em 2004, recém campeão da Copa UEFA, para substituir Rafael Benítez. Conquista a Supercopa Européia, mas é demitido no dia 25 de fevereiro de 2005, depois da eliminação pela Copa UEFA.

Retorna a Itália depois de dez anos em 2007 para substituir Pioli salvar o Parma do rebaixamento, concluindo a temporada na décima segunda posição. Decide aceitar a proposta da Juventus, recém promovida a Série A, no lugar do francês Deschamps. Com o time de Turim não obtém muito sucesso, dentro e fora da Itália permanecendo até 2009, após ser substituído por Ciro Ferrara.

Sendo ele declaradamente torcedor da Roma, no dia 2 de setembro de 2009 assina com o clube giallorosso depois da demissão de Luciano Spalletti, que inicia muito mal o ano esportivo com duas derrotas consecutivas no campeonato. O retorno a cidade natal, e ao clube onde iniciou sua paixão com o futebol lhe traz um sabor especial e deste modo começa a trabalhar fortemente em cima do time para reconduzir-lo ao vértice. Já no dia seis de dezembro vence seus primeiro derby por 1 a 0 como treinador.

No dia 11 de abril de 2010 torna a Roma líder do campeonato italiano superando a Inter em um ponto, após vencer a Atalanta por 2 a 1. No dia 18 de abril de 2010 vence o segundo derby, batendo a Lazio por 2 a 1, corrigindo a impostação tática do time deixando de fora os dois símbolos Daniele De Rossi e Francesco Totti. No dia 21 de abril de 2010 mesmo se perdendo por 1 a 0 em Udine (semifinal de retorno), consegue mesmo assim ir para a final da Copa Itália graças a vitória no primeiro jogo por 2 a 0. No entanto acaba perdendo a competição para a Inter por 1 a 0.

No dia 16 de maio de 2010, encerra o campeonato na segunda colocação com 80 pontos (a mais alta média do campeonato, tendo assumido a equipe depois das duas primeiras rodadas do campeonato) dois a menos que a Inter, mesmo se até os trinta e sete minutos da ultima rodada chegou a temporariamente ser campeã italiana. O choque do campeonato não conquistado abala muito a equipe e Claudio Ranieri não consegue colocar a equipe mais nos trilhos e após algumas derrotas acaba sendo substituído por Vincenzo Montella.

Após a Roma, Ranieri ainda treinaria a Inter, (2011) antes de novamente deixar o país e se aventurar na França com o Monaco (2012) e com a seleção grega em 2014, mas é no retorno a Inglaterra que conquista seu título mais expressivo em toda sua carreira. De fato é com o desconhecido Leicester City que coloca em prática sua sina de treinador campeão. Primeiro afastando o time do rebaixamento na sua chegada em 2015/16 e depois conquistando a Premier League na temporada seguinte, uma fábula fantástica passando por cima de equipes como Manchester City, Chelsea, Liverpool, Arsenal, entre outras.

Claudio em 2018 assume o Nantes, mas não obtém resultados satisfatórios o que acaba fazendo com que retorne para Inglaterra, onde oficialmente vive em Londres. No seu retorno acaba aceitando o desafio de treinar o Fulham, na quarta divisão da Inglaterra, no entanto também não consegue encabeçar sua metodologia no clube inglês e depois de vários resultados negativos acabada sendo substituído por Scott Parker.

No dia oito de março de 2019 aceita prontamente um convite de Francesco Totti para reassumir o comando da equipe e substituir Eusébio Di Francesco, exonerado após a eliminação para o Porto nas Oitavas de Final da Liga dos Campeões da Europa. O contrato é quase de gaveta, já que a equipe se encontrava destruída e desacreditada. Assume o comando do clube enfatizando fortemente que o fez por apenas 12 partidas restantes porque se tratava da Roma “e para ela jamais se deve dizer não”. A dois dias de uma partida importante para o futuro da equipe, se bate de frente com uma equipe quase toda desfigurada entre a enfermaria do clube e suspensões. Com muito sofrimento consegue ajudar a equipe a vencer o seu primeiro desafio diante do Empoli por 2 a 1. Seu retrospecto final é de seis vitórias, 4 empates e 2 derrotas o que não chega a ser suficiente para manter a equipe na Liga dos Campeões da Europa. Durante o último jogo da temporada (vitória por 2 a 1 sobre o Parma) se emociona ao ver a faixa exposta pela torcida (setor Fedayn) com os seguintes dizeres: MR RANIERI: NO MOMENTO DA NECESSIDADE RESPONDESTE PRESENTE AGORA RECEBAS A HOMENAGEM DA TUA GENTE
B I O S
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