A REVOLUÇÃO NA META ROMANISTA
Pois é. Muito se falou do goleiro gaucho hoje após a vitória por 2 a 0 sobre o time canadense do Montreal Impact. Ele, que já na vitória anterior sobre o Liverpool havia se desatacado consideravelmente. Isso é mais uma confirmação de que esse time está com sede de vitória: foram cinco amistosos, embora nem todos adversários de considerável nível, e todos com vitórias, mas acima de tudo com a vontade de mostrar serviço, as vezes até mesmo fazendo parecer que não se tratava de amistoso. O time termina seu tour norte-americano e certamente Spalletti não sanou suas dúvidas, ao contrário, terá muitas dores de cabeça, um problema que muito técnico gostaria de ter, sobretudo sob o tema gol: ter a disposição Alisson e Szczesny é privilégio para poucos e isso será muito positivo em 2016/17.

Síntese: Gazzetta dello Sport

Comanda Alisson. A Roma lhe confia o pass Champions. Szczesny desembarca: “Estou aqui graças a Spalletti”, mas o brasileiro é favorito para jogar o playoff.

Por: Davide Stoppini

Colocamos-a assim: se a Roma se aproxima do playoff Champions com a serenidade de resultados confortáveis - serão também amistosos, mas perder é sempre o pior dos males - é também graças a um meninão brasileiro de 23 anos que conseguiu um feito grande assim. Conseguiu, Alisson Becker, fazer concentrar curiosos mais sobre as defesas que sobre as cores das camisas em jogo, um amarelo fluo do estilo Miami ou Ibiza feitos vós. Faz tudo ele, então, no gol. Contra o Liverpool antes, contra o Montreal Impact depois, Alisson colocou em fila uma série de defesas, intervenções e jogadas com o pé decisivamente não banais, muito mais que decisivas, sem dúvida como descritivas das suas qualidades. Dizer que convenceu Luciano Spalletti é síntese jornalística que deixa pouco a imaginação. Alisson fez demais. Se apresentou ao mundo Roma, inclusive para aqueles que o tinham como mal geridos os oito milhões de euros que serviram para tirá-lo do Internacional de Porto Alegre.

CRESCIMENTO VELOZ Existe a assinatura de Walter Sabatini na aquisição de Alisson. Existiu a pressão da Juventus, que depois de um giro no horizonte - então que ainda não acabou - para preparar o pós Buffon, vendo em Alisson o goleiro do futuro bianconero. Será , então, apenas aquele do amanhã giallorosso. Melhor. Eis a novidade. Alisson é o goleiro do presente. Porque o zig zag com Szczesny está aberto, como era o desejo de Sabatini no final da primavera passada. A mais: se existe um goleiro em vantagem hoje para disputar o playoff Champions, este é justamente o brasileiro que a um mês treina com os companheiros, instaurou o feeling com o grupo dentro do vestiário, marcou pela personalidade e rapidamente caiu na vontade de Spalletti sobre a modalidade do jogo com os pés. “Devemos ficar contentes, vimos algo de bom por parte de Alisson - disse o treinador -. Temos dois goleiros fortes, não sei quem será o titular, dependerá deles. E eu devo estar atento em ser correto. Alisson fez ver que cresceu com a gestão da bola nos pés, de ser forte entre as traves pela sua condição física e agilidade. É claro que será uma jerarquia, porque sempre foi assim”.

NOVOS TESTES No imediato Alisson, depois se verá. Porque Szczesny, desembarcou ontem em Roma para as visitas médicas e a assinatura, sabe de ter do seu lado o feeling consolidado com Spalletti: se deixou novamente o Arsenal, certamente não foi para ser reserva. “Estou feliz que o técnico me quiz novamente em Roma, quero conquistar o título italiano, não tenho outro objetivos”, disse disse o polonês em uma entrevista. Carregado a mil, sem temores e com a vontade de não deixar escapar outros dias de inatividade. Szcsesny está parado a dois meses: ficou de fora do Europeu devido uma lesão na coxa na estréia da competição no dia 12 d junho. Seu estado de forma precisa ser testado. E talvez também por isto que Spalletti pediu organizar outros amistosos antes do playoff: um em Latina (10 ou 11 de agosto) e uma segunda sempre na Itália, assim para ganhar minutos para todo o orgânico. E os goleiros não são exceção.

@davidwicks1978

MONTREAL IMPACT (4231): Kronberg (1' st Crepeau); Dia (21' st Jakson-Hamel), Fischer (21' st Meilleur-Giguere), Cabrera (1' st Lefevre), Toia; Donadel (31' pt Bernardello, 21' st Gagnon-Lapare), Bernier (21' st Venegas); Oduro (1' st Ontivero), Piatti (31' pt Salazar, 21' st Tabla), Choiniere (1' st Bekker); Drogba (1' st Mancosu). Téc.: Mauro Biello

ROMA 433: Alisson, Florenzi (46' Torosidis), Manolas (46' Gyomber), Jesus (46' Marchizza), Emerson (46' Seck), Strootman (46' Paredes), De Rossi (64' Ricci), Salah (46' Iturbe), Nainggolan (46' Gerson), Perotti (46' El Shaarawy), Dzeko (46' Totti),

Cartões: Iturbe

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