CORAÇÃO DE ROMA
A solidariedade anda em comum acordo com essa sociedade, com a sua urbe e torcida. Nos muitos anos de romanista reconheço que tantos outros momentos como esse foram cúmplices de obras direcionadas a benevolência, que certamente completa tantas lacunas de sabedoria e nos dá um sentido importante na vida. E utilizar todo o poder de comunicação e de relacionamento que o clube e os jogadores é bastante proveitoso e sensibiliza com maior abrangência. No que toca ao futebol, o outro objetivo desse encontro com o San Lorenzo, me preocupa as declarações de Spalletti, que anteriormente as tinha como sábias, hoje as encaro como enrolações baratas. Ele não tomou o cuidado necessário para montar o time que deveria. Na primeira vez isso até convenceu porque havia um impedimento de mercado e trabalhou aquilo que tinha, mas trabalhou. Nessa se perdeu literalmente. É mais ou menos o posicionamento de Florenzi, citado em sua entrevista; é tanto experimento que não se sabe mais onde é o seu lugar. Não sei dizer se foi a euforia da turnê, ou os seus pseudo-resultados, mas a tal da preparação sempre será uma incógnita na minha concepção.

Síntese: Corriere dello Sport

Dias emocionantes: da audiência com o Papa ao amistoso entre San Lorenzo e Roma, em campo para ajudar as vítimas do Centro da Itália depois do terremoto. O abraço. Em muitos no Olímpico a Roma tem coração. Muitíssimas crianças, 13 mil expectadores: vencem as famílias.

Por: Guido D’Ubaldo

ROMA

A Festa da Famiglia, a partida amistosa contra a equipe do Papa Francisco e com a benção do Pontífice aos jogadores, foi uma ocasião para recolher fundos para as vítimas do terremoto, a dez dias da primeira, terrível sacudida que envolveu o Centro da Itália. Faixas grandes de solidariedade nas arquibancadas: “Forza Amatrice”, “Uniti cel dolore ripartiamo dal tanto amore” (Unidos na dor repartimos com tanto amor) e com “San Lorenzo abbraccia i terremotati” (San Lorenzo abraça as vítimas do terremoto), a solidariedade dos torcedores argentinos. Instantes de comoção no ingresso ao campo das equipes, com Totti que segurou nas mãos uma criança desamparada. Foi um teste para a Roma de Spalletti, a uma semana da retomada do campeonato, aqui no Olímpico contra a Sampdoria.

EXPERIMENTOS. O técnico provou algo, para recomeçar depois dos últimos dois resultados frustrantes. O tridente leve a frente de Totti (em campo por noventa minutos depois de tanto tempo, a ultima vez em Dubai), o experimento de Emerson como zagueiro central. Primeiro tempo a ritmos brandos, pelo calor e pelo clima muito amistoso. Bela inserção de Seck sobre a assistência do capitão. Que jogou com uma camisa especial, contendo o logo do evento e a escrita Francesco sobre as costas. Ocasião para Peres, fora por pouco.Também Fazio chegou perto do gol em uma cabeçada. No intervalo ficou por conta de Alessandra Amoroso a emocionar o publico, com a sua exibição diante de treze mil apaixonados que participaram da Festa della Famiglia, um pouco na jornada organizada organizada pela Roma com o Vaticano para recolher fundos para as famílias vítimas do terremoto.

OS GOLS. Nos segundo tempo Iturbe abriu o placar aos oito minutos, depois de um lançamento de 40 metros de Paredes, em uma ação toda argentina. O meio campista, que poderá substituir De Rossi na retomada do campeonato contra a Sampdoria, se moveu bem e deu início a diversas ocasiões de gol. Aos 13 minutos o gole do empate dos argentinos, com um chute de Belluschi que acertou o angulo inferior de Lobont. Muito próximo ao gol na metade do segundo tempo Grossi (boa sua preparação), que foi a campo como titular em extremo devido uma lesão de Jesus. O segundo gol giallorosso foi marcado pelo senegalês Keba, entrando no lugar de Perotti no segundo tempo. A ação, toda em velocidade, foi iniciada por Totti, com a assistência de Peres. O capitão ainda em evidencia na cobrança de falta, que passou perto do travessão. No final o agradecimento de Totti aos torcedores, que participaram do evento.

SPALLETTI. O técnico está satisfeito pela iniciativa e olha para o futuro com otimismo: “Esta partida tem um significado importante, devolve o sendo de compacidade, da unidade por somente um objetivo. A família é significativa, lhe enche de vontade para fazer trabalhos junto com outros componentes. Precisa saber reagir, a equipe já o fez. Quem se apaga nas primeiras dificuldades, perde antes mesmo de jogar”. Encerrado o mercado, Spalletti está satisfeito do elenco: “a sociedade fez o possível, eu estou de acordo com os jogadores que tenho. As vezes lhe toca fazer o resultado e outras não, se retornam situações incalculáveis excessivamente negativas como as lesões contemporâneas… O meio campista? Com o elenco completo posso ter o jogador a mais, é claro que preciso ter todos e fazê-los girar, se tenho a possibilidade de reestabelecer Florenzi a frente não tenho lacunas na metade do campo, ele pode jogar ali e no tridente ofensivo. Se os jogadores não disputam com continuidade é inútil tê-los em redundância”.

@ziacoco_ 

ROMA 4231: Lobont, Peres, Fazio, Grossi (86' Spinozzi), Seck (89' De Santis), Emerson, Paredes, Perotti (45 (79’Soleri)' Keba), Iturbe, Totti, El Shaarawy,

SAN LORENZO (4-2-3-1): Torrico (45′ Navarro); Diaz, Angeleri, Caruzzo (45′ Mieres), Montoya; Mussis, Costa (45′ Avila) ; Blanco (70′ Mercier), Belluschi, Merlini (61′ Esparza); Blandi (45′ Cauteruccio) A disp.: Rojas Téc.: Diego Vicente Aguirre

F I C H A
avatar

© 2004 PORTALE ROMANISTA BRASIL UMA FÉ QUE NUNCA TEM FIM