TREINAMENTOS DE LUXO
Prova tranquila para o elenco de Luciano Spalletti hoje na terra do presidente James Pallotta em Boston no primeiro dos 4 compromissos em solo norte americano. Embora os holofotes ficaram em sua grande maioria das reportagens voltados para o bósnio Edin Dzeko (marcou dois gols), o holandês Kevin Strootman também guardou dois abrindo o placar diante dos Boston Bolts logo aos sete minutos e Iturbe liquidou o match. Evidentemente que se trata de uma equipe Sub-23, não menosprezando o futebol americano, mas tanto esse como os demais amistosos da agenda que virão (salvo o jogo contra o Liverpool) servirão apenas como treinamentos de luxo em função da capacidade técnica e proposição de jogo de cada um. Sinceramente? Apenas uma forma de deixar o time mais próximo ao presidente do clube e oferecer a infraestrutura esportiva que Pallotta já dispõe com o Celtics.

Síntese: Corriere dello Sport

Spalletti e o 4-3-3: “Com Dzeko é possível”. O treinador registra os novos progressos do centroavante. Assim a Roma poderá partir para um módulo diferente.

Por: Roberto Maida

Três amistosos, sete gols. Com o empenho e a tenacidade Edin Dzeko convenceu a Roma a se basear sobre ele e Spalletti a encontrar um lugar para ele no time. “Este ano queremos usar Dzeko - disse o treinador -, por isto muitas vezes jogaremos o 4-3-3 ou o 4-2-3-1. Depende se escolherei um vértice baixo ou quem sabe mais avançado para o meio campo. O 4-2-4? Pode ser usado apenas se não colocamos em campo o centroavante clássico”. É uma confirmação, uma possiblidade a ser seguida. Existia uma razão se Dzeko, na entrevista publicado ontem pelo nosso jornal, se sentia confiante e feliz de continuar nesse grupo. Evidentemente havia respirado os ares: não lhe foi prospectada uma temporada como reserva. E é significativo que o anuncio de uma nova venha justamente de Spalletti, que no meio do campeonato como treinador da Roma excluiu Dzeko da formação, ao contrário o usou 12 vezes sobre 19.

O PESO. Dzeko mesmo não ama falar de renascimento. Mas existe um motivo inclusive físico por trás de um início iluminante estivo. Através de um programa em conjunto com nutricionistas e preparadores, ganhou em agilidade através da reversão da massa em excesso. Está em ótima forma, como observaram as mocinhas presentes no campo de treinos: quando Dzeko trocou a camisa mostrou um físico muito enxuto, já para partidas pra valer. Na temporada passada, primeiro devido as lesões, e depois da permanência no banco de reservas, jamais havia conseguido expor sua melhor condição: lhe faltaram brilhantismo e explosão muscular, componentes essenciais para um jogador e sobretudo para um centro avante.

CONFIRMAÇÃO. Deste modo Dzeko fica de fora do mercado. Mais ou menos definitivamente. Também por iso Sabatini aceitou de boa vontade a transferencia de Milik para o Napoli. Agradava muito inclusive a Roma, Milik, mas no momento em que se justificava conveniente a cessão de Dzeko a negociação com o Ajax foi abandonada. Assim como todas as outras pistas. Somente uma oferta especial, que atraia inclusive o jogador, pode pressionar a Roma a falar de mercado no que diz respeito ao centroavante. Mas com outros quatro anos de contrato a 4,5 milhões líquidos por temporada, Dzeko quase que certamente não se moverá.

RENDIMENTO. O desejo é que o seu rendimento melhore em relação ao ano passado, não tanto em termos de gol quanto de qualidade no trabalho de equipe, graças também as aprendizagens táticas que está recebendo de Spalletti: não esperar sempre as bolas da linha defensiva, talvez escorando as costas do gol, mas tentar se movimentar além para desfrutar eventuais passagens filtrantes ao custo de terminar algumas vezes impedido. Nesse senso pode ter ajudado iniciar a preparação com o novo treinador: com Garcia no ano passado, tendo chegado em agosto não havia lhe permitido esse entrosamento.

CRESCIMENTO. As premissas são encorajadoras se analisamos as prestações da temporada passada: nas ultimas quatro partidas jogadas como titular (Carpi, Palermo, Udinese e Atalanta) Dzeko marcou 4 gols. Foi muito criticado por erros em cima do gol em Bergamo, única partida jogada desde o início nas últimas nove rodadas, mas não teve modo de se retratar visto que dali em diante Spalletti o deixou jogar apenas por 60 minutos nos cinco jogos. Tudo águas passadas, ao que parece.

@RobMaida

BOSTON BOLTS (4231): Gilmon; Udelson, Robinson, Joseph, Balf; Dorman, Wheeler; Yeboah, Kenatay, Swartz, Busatamante

ROMA 433: Alisson, Emerson, Gyomber, Jesus, Mario Rui, Strootman, Paredes, Gerson, Iturbe, Dzeko, Florenzi (72' ),

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