ULTIMA CHAMADA
Poderia ser também última avaliada, ou tomada, enquanto a cena não é pra valer com uma diferença substancial: nas próximas semanas o diretor Luciano Spalletti não poderá voltar a cena, a Champions será ao vivo e o set muito mais real do que a singela lembrança do campo Testaccio onde a Roma desenvolveu o último treino antes de oficialmente entrar na temporada 2016/17. O adversário de hoje parecia mesmo até figurantes. O time da quarta divisão italiana de fato não poderia propor algo muito interessante em campo, embora a imprensa italiana o tenha qualificado como bem prostrado em campo… Mas, como já havia mencionado na tirinha de ontem, essa indefinição e pouco tempo de atividade entre os novos e não, preocupa. o jogo de hoje foi tão difícil de engolir que Dzeko fez quatro gols e Szczesny defendeu um pênalti: e aqui não atento pela proeza do goleiro, mas sim por ter sofrido penalidade de um de um time tão inofensivo como esse que tem nome de associação bancária de jogadores de final de semana. Não, eu não quero ser pessimista, ao contrário bem realista e infelizmente o que pude coletar de toda essa pré-temporada foi uma lambança bem as coxas em que pode custar as famigeradas bobeiras de início de temporada da Roma. Espero que não seja definitiva.

Síntese: Corriere dello Sport

O TESTE COM O UNICUSANO FONDI. De Rossi “baixo” junto com Manolas. Poker de Dzeko, Szczesny defende um pênalti.

Por: Roberto Maida

ROMA - Dzeko, Dzeko, Dzeko e mais uma vez Dzeko. Mais que um amistoso, foi uma exibição do centroavante reencontrado. Ele com os gols faz ecoar os trompetes e dar esperanças para Spalletti. A Roma encerra seu pré-campeonato com um 4 a 0 sobre o Unicusano Fondi, equipe recém repescada da Liga Pro (serie D italiana), bem organizada pelo técnico Pochesci, mas obviamente muito inferior para opor a uma resistência duradoura.

ESPCIALIDADE. Dzeko marcou todos os gols e todos diferentes entre eles, três no primeiro tempo e um no segundo. Começou com um arremate de direita do limite da área que Baiocco não segurou. Repetiu se posicionado em um espaço, como de costume lhe pede Spalletti, e superando o goleiro na saída com uma preciosa cavadinha. Depois cavou um pênalti que cobrou com força e segurança no ângulo alto. Enfim no segundo tempo acertou de esquerda de fora da área com uma grande conclusão de esquerda de fora da área rasteira de virada. Praticamente uma carrilhada do seu repertório.

AS ESCOLHAS. No dia pós vitória de Latina, Spalletti mudou completamente a formação inicial. E se o tempo era de 40 minutos cada um, calculou no detalhe o espaço a conceder a todos os jogadores. Quem havia jogado pouco ou nada, como Szczesny, Manolas e Torosidis, ficou em campo do início ao fim. Completamente em repouso, ao contrário, os novos contratados, inclusive Vermaelen que viu um pedaço da partida a beira do campo em Trigoria, não muito longe de onde sentavam Paredes e Iturbe. No segundo tempo espaço para os jovens: além de D’Urso, Di Livio, De Santis e Soleri, que já haviam participado a turnê sulamericana, no ataque entrou inclusive o camaronês Franck Cedric, classe 95, que na temporada passada havia sido emprestado ao Siena a esperada da estabilidade.

TÁTICA. A Roma começou com o 4-2-3-1, desta vez, com De Rossi que provou como zagueiro central ao lado de Manolas. No segundo tempo, então, com a ciranda de modificações, a equipe mudou para o 4-3-3 e a dupla defensiva ficou composta por Manolase Torosidis, com o baby De Santis na direita e Emerson na esquerda. Entre os mais vivazes (e faltosos) William Vainqueur, que depois, entretanto, trocou a camisa com um adversário para testemunhar o clima absolutamente sereno.

O RISCO. Em uma tarde em pequenos trotes, sem torcedores, mas pelo menos duzentas pessoas na pequena tribuna do campo Testaccio de Trigória, ressalta-se também o pênalti defendido por Szczesny (curiosidade: dispara ordens aos companheiros em três línguas) sob o 2 a 0: na tentativa de antecipar Cascione, chegou sozinho a frente do gol, tocou o adversário fazendo com que o árbitro Ubaldi apitasse. O próprio Cascione cobrou fraco e Szczesny rebateu com o pé.

@RobMaida

ROMA 4231: Szczesny, Torosidis, Manolas, De Rossi (45' De Santis), Emerson (80' Anocic), Ricci (46' D’Urso), Vainqueur, Strootman (69' Di Livio), Salah (80' Cedric), Dzeko (80' Soleri), El Shaarawy,

UNICUSANO FONDI (4312): Baiocco; Galasso (69′ Kamcheski), Zaffagnini (63′ Bertolo), Mucciante (63′ Tommaselli), Squillace; Varone, De Martino (59′ Guadalupi), Bombagi; D’Agostino; Tiscione, Albadoro. A disp.: Calandra, Pompli, D’Angelo, Indaresta, Ginestra, Capuano, Avallone. Téc.: Sandro Pochesci

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