A BEIRA DO DESCARRILHAMENTO
A parte o gol irregular viola, usar sempre a mesma ladainha como subterfúgio cansa até o pensamento dos mais ávidos e esperançosos romanistas, porque antes mesmo de usar a sui generis desculpa, é preciso jogar bola. Mas para isso é preciso conhecer o que se tem para efetivamente fazer a máquina funcionar. Seria absurdo afirmar aqui que Luciano Spalletti não teria isso claro em sua mente, não me permito passar pela cabeça esse tipo de estupidez, mas estamos na sétima partida oficial da temporada e amarguramos a primeira derrota, agora também no campeonato, jogando absolutamente mal. É como um trinco na alvenaria, você sabe que ele está ali e dia a dia vai aumentando advertindo um desastre evidente no final. Apesar de uma pré-temporada velozmente farta em resultados, faz me refletir um pouco que tudo isso certamente iludiu o horizonte romanista em vista até mesmo que o único adversário que seria possível se considerar nisso tudo era o Liverpool. E a sensação é de que agora precisa gastar os pontos válidos para fazer acertos com o trem andando.

Síntese: Gazzetta dello Sport

Fiorentina com a ajuda, Roma negra. Os giallorossi passam do sonho a ilusão Badelj, estava impedido

Por: Pierfrancesco Archetti

Na metade de setembro mandavam sinais de precoce instabilidade, Fiorentina e Roma estão eternamente em busca de sua cor definitiva, confiável e corrente; se não a tratam, os desenhos do verão voltam bruscamente a tona e o sofrimento é o mesmo inimigo perturbador. Banalmente uma vitória abre um novo mundo; inevitavelmente um insucesso perde o sentido da continuidade. Mas a sentença sobre esse match é verdadeiramente confiada ao destino que quem alegra, a Fiorentina, sabe que não pode se sentir no lugar de quem perde não deve se desesperar nas angustias de Trigória e seus arredores.

OS MOTIVOS Porquê um certo rumor se revela quando a Fiorentina cobra o escanteio dado que até agora havia marcado somente sobre ações da bandeirinha. E em efeitos a ocasião melhor vem do escanteio para Kalinic, de cabeça, a um passo. Nada. Então se parte as apostas sobre a trave: Nainggolan a acerta com tendencia a entrar, porém a bola vai pra fora; Badelj, com um corta luz acusador de Kalinic em impedimento, o usa como escora para o gol da vitória. Em quase dois minutos, próximo do final da partida, quando o 0 a 0 parece intocável justo êxito.

ADEUS PRIMATO É claro que a mais lembrada é a Roma, não apenas pelos três pontos. Teria alcançado o Napoli na liderança, depois da derrota da Juve: uma advertência a concorrência; e além disso se deve lamentar inclusive por um contato suspeito na área entre Tomovic Dzeko que teria aumentado seu escore de pênaltis nesse inicio de temporada: se interrompe em cinco em seis jogos. Sobretudo no primeiro tempo a Roma governa a noite, busca de se corrigir inclusive com o lance entre os centrais porque Dzeko tem sempre gás e a equipe desenhada em um modo diferente por Spalletti, com o 4-2-3-1 que leva a frente Nainggolan diante de Strootman e De Rossi. O belga é o meia atacante/mediano, uma especialidade que anos atrás pertencia a Pinzi entre Chievo e Udinese, em suma ação protetiva mais que outra, mas retorna sempre no discurso do começar a se defender ao limar da outra área, campo no qual evidenciam alguns gurus do banco de reservas europeus, inclusive Guardiola, então Spalletti está nos rastros dos mais considerados. O belga entre Badelj e Sanchez encerra a possibilidade de jogo curto aos dois, dando trabalho continuo ao quadrado que deveria se formar com Ilicic e Borja Valero, sobre o qual intervém também os músculos carregados de Strootman. Mas ao meio campista tatuado falta o gap ofensivo, e também aos dois pontas Perotti e Salah encontram poucos. Ambos substituíveis, quando toca a Totti como 10 parte dele a trama que conduz a trave. Florenzi é o mais acordado nos convites longos para Dzeko, que porém centra o gol apenas uma vez (além de críticas) com um delicioso arremate aéreo: Tatarusanu tem o reflexo adequado, andem na recuperação sobre El Shaarawy.

FIORENTINA NO TOPO Os viola não batiam a Roma no campeonato desde 2012, os giallorossi encerram os 20 jogos imbatíveis, na Série A. Marca Badelj que até aquele momento havia errado muito, demais. E depois está habituado ao gol. No 3-4-2-1 di Sousa então o centroavante, ou pelo menos o homem mais avançado, é Tello, condicionado alto a direita para enjaular Peres; ao invés quinto defensor, o espanhol flutua no meio campo, os violas defendem com 4-4-2 com Milic que deve se juntar aos três centrais nos quais Gonzalo Rodriguez tem um inicio muito precário, com erros de posicionamento. Entre os erros de Tello e aqueles de Milic, para Viola não resta outro que alguns contra-ataques velozes para achar empolgação na jogada. Um contrapé não desfrutado por Ilicic e um arremate de Milic em Szczesny são as chances mais belas antes das duas citadas. O melhor é Sanchez, lúcido e determinado no meio campo; Borja Valero tem uma dupla função, entre meia atacante e ponta sem a bola: corre muito, não sempre consegue deste modo acertar as pontas. Porquê a Fiorentina tem o frequente defeito de chegar a meia cancha ofensiva e não saber ir além, mesmo quando Sousa tenta com Babacar (dois pontas como em Salonicco) e com Bernadeschi, na quarta exclusão do inicio consecutiva. O gol vem de fora da área, o modo sabeis já. Os defeitos da viola não desaparecem, mas por uma noite passam em segundo plano

@pfarchetti

FIORENTINA (3421): Tatarusanu; Astori, Gonzalo Rodriguez, Tomovic; Tello (64′ Bernardeschi), Badelj, Carlos Sanchez, Milic; Borja Valero, Ilicic (77′ Babacar), Kalinic A disp.: Dragowski, Lezzerini, De Maio, Salcedo, Diks, Maxi Olivera, Cristoforo, Chiesa, Zarate Téc.: Paulo Sousa

ROMA (433): Szczesny, Florenzi, Manolas, Fazio, Peres, Strootman, De Rossi, Nainggolan (84' Iturbe), Salah (68' El Shaarawy), Dzeko, Perotti (77' Totti)

Cartões: 31’Sanchez, 63’Florenzi

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