A Depressão Romanista
É senhores, mais uma vez “romamos”. Todo o ano vemos esse mesmo filme. Um amargo veneno que já estamos acostumados a degustar em toda temporada. Veneno este que já nos custou vários títulos da Série A. A “lei do ex-jogador” sempre existiu, mas eu não sabia que se estendia também ao goleiro, Skorupski tendo uma atuação de gala. O empate refletiu a incompetência da Roma em jogar, em criar, em pressionar. Reflete também a fraqueza de Spalletti, que a beira do campo fez alterações que pioraram o time. Jesus não pode ser jogador de futebol. Ser romanista é assim, esse caso de amor e ódio, próximo jogo estaremos aqui de novo, torcendo, esperando a vitória, amando e odiando esse time, que nos une. Vamos em frente. 

Síntese: Il Messaggero

A Roma se enrosca em Empoli, o ex Skorupski interrompe a corrida

Por: Ugo Trani

A Roma pára no mais belo e empates em Castellani: 0 a 0 contra o Empoli. A frenagem, após 4 vitórias seguidas, permite aos líderes da Juventus dobrar a vantagem na liderança sobre os giallorossi, aumentando para mais de 4, e permite que o Milan na terceira posição e a Lazio na quarta se aproximem, respectivamente 1 e 2 pontos da segunda colocação. Spalletti, na tarde em ritmo de voltar para casa, não pode ficar satisfeito. Sua equipe, avançando com com suficiência, aparece em flashes e não é eficaz o suficiente diante de Skorupski, o goleiro que por duas temporadas foi baleado por empréstimo no clube da Toscana e que terminou o jogo como melhor em campo. Martusciello deve agradecer-lhe acima de tudo, capaz de parar o melhor ataque do campeonato: 26 gols em 11 partidas, permanecendo estéril apenas em 2 jogos, ambos fora e sempre na Toscana, o primeiro no Franchi contra a Fiorentina.

SEM RITMO A chance de ficar na cola da Juve provavelmente melou no primeiro tempo. Apenas no limiar da partida a Roma foi agressiva. Nos primeiros cinco minutos Skorupski foi imediatamente aplaudido por Dzeko e Salah e foi ajudado por seus companheiros a não cair na frente do vice-líder na classificação. Os giallorossi abrandaram, alongando-se no campo e permitindo que Empoli fizesse o mínimo de posse de bola para não ser encurralado em sua própria meia cancha. Emerson ousou pouco na direita e Rudiger, ao retornar titular, não ficou à vontade à esquerda. Mal Salah que, jogando em uma posição muito avançada, nunca foi decisivo no um contra um. Dzeko em jejum que, no entanto, ajudou pelo menos na manobra. O meio campo estava fraco, com Paredes e De Rossi pouco propináveis. Melhor Nainggolan, definitivamente crescendo.

ALGUNS RISCOS “Roma deve ter mais tesão”, admite Spalletti. Que teve a chance de levar os 3 pontos no final da partida: Pasqual salvou sobre a linha, rebatendo a cabeçada de Dzeko; Skorupski nos acréscimos desviou duas das conclusões de El Shaarawy para escanteio. Mas, confirmando a falta de equilíbrio mostrada pela equipe giallorossa, até mesmo o Empoli teve duas chances no segundo tempo, antes das dos visitantes, de abrir o placar, com Gilardino pedindo o rigor de Fazio e acima de tudo com Maccarone que, diante do gol de Szczesny, chutou pra fora. As mudanças na partida de Spalletti não melhoraram a situação: Peres no lugar de Emerson, Juan Jesus para saída de Ruediger e Perotti saindo De Rossi. O turnover serviu para o próximo compromisso, ou seja, pensando na partida de quinta-feira na Liga Europa: o confronto direto contra o Austria Viena, entre outros, vale o primeiro lugar no grupo E.

@utti60

EMPOLI (4312): Skorupski; Veseli, Bellusci, Costa, Pasqual; Krunic (9′ s.t. Tello) , Diousse (30′ s.t. Buchel), Croce; Saponara; Gilardino (23′ s.t. Maccarone), Pucciarelli A disp.: Pelagotti, Zambelli, Dimarco, Barba, Cosic, Mauri, Pereira, Mchedlidze, Marilungo Téc.: Giovanni Martusciello

ROMA (4231): Szczesny, Rudiger (68' Jesus), Manolas, Fazio, Emerson (53' Peres), Paredes, De Rossi (83' Perotti), Salah, Nainggolan, El Shaarawy, Dzeko

Cartões: 11’Veseli, 19’Bellusci, 30’Manolas, 35’Pasqual, 62’Dioussé, 67’De Rossi, 67’Gilardino, 77’Tello, 92’Salah

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