A insustentável Roma
Se vendo grata por abrir o placar em lance isolado logo no começo do jogo, a Roma entrou em campo propondo o spallettianismo tradicional: através da compactação do time, levar o jogo em banho-maria e procurar formas isoladas para definir a partida. Porém, a proposta foi por água abaixo a partir dos erros individuais comprometedores de Vermaelen e Szczesny. Há séria dúvida a respeito da sustentabilidade do estilo de jogo de Spalletti e a resignação pela sempre insuficiente presença de Totti em campo, que, mesmo em poucos minutos, produziu mais jogadas agudas que o resto do time durante todo o jogo.

Síntese: Repubblica

Muriel condena os giallorossi. Na frente em duas ocasiões (primeiro com Bruno Peres, depois ano segundo tempo com Dzeko) a equipe Spalletti deixa no Ferraris 3 pontos de peso. Os blucerchiati empatam duas vezes (Praet e Schick) e encontram com o colombiano o gol da vitória

Por: Fabrizio Bocca

GENOVA - Além do passo em falso, apenas em pensar nisso já causa dano. A Roma deixa o Marassi com os três gols feitos pela Samp em uma reação que a mandou para a lona. E acima de tudo, observando, muito preocupada com os pontos de destaque da Juve que subiram para quatro e, portanto, praticamente para sete, já que os Bianconeri ainda não recuperaram o jogo com o Crotone.

Jogo trágico, muito ruim da Roma, como acontece frequentemente fora de casa (já são 5 derrotas, todas fora do Olímpico), contra uma Sampdoria que, surpreendentemente, apresentou o seu melhor jogo da temporada. E foi um Samp que recentemente veio de dois 0-0 nos últimos seis jogos, com um Giampaolo em grande dificuldade. Samp-Roma revogou todas as previsões e consolidou acima de tudo a posição da Juve.

O momento chave da partida foram dois minutos em torno do 25º do segundo tempo, durante o qual Schick, ao entrar no lugar de Fernandes, empatou em 2-2 para o Samp que por duas vezes reagrupou a vantagem da Roma. Muriel então definiu em cobrança de falta mandando a Roma para a lona e para o divã junto ao psicanalista.

A Roma foi a frente duas vezes e a Samp insistiu duas vezes na recuperação, tendo ênfase. Para o gol de Peres, respondeu Dennis Praet, seu primeiro na Itália, e o gol de Dzeko ficou a encargo de Schick, para então completar o trabalho com Muriel. O colombiano fez um excelente jogo, uma assistência para o gol de Schick e o gol decisivo da vitória. A Roma mostrou problemas óbvios na fase defensiva, no mesmo momento em que se pensou que Spalletti havia conseguido fechar a defesa-chave, também graças à mudança de forma e à adoção da defesa de 3 homens, agora a marca registrada dos treinadores italianos. Depois de três jogos vencidos por 1 a 0, sem sofre gol, com um resultado mínimo, com muitos elogios com o jogo essencial e “italianista”, aqui estão três gols juntos que colocam tudo em questão novamente. A inclusão de Vermaelen no lugar de Manolas, no banco, não foi uma jogada de sorte, as ações mais perigosas da Samp aconteceram na meia cancha de defesa. Fazio parecia muito nervoso, especialmente na fase final da partida. Spalletti sempre se virou na direção de Vermaelen e dos defensores. Inutilmente.

Um pouco de oxigênio, portanto, para a Samp com a sua equipe que alterna com alguns jovens de prospecção e velhos navegadores como Quagliarella, Silvestre, Barreto, Puggioni (que também cometeu alguns erros no gol). A14 pontos da zona de rebaixamento, não precisa ter ansiedade. Pesado, entretanto, o golpe no orgulho e nas prospectivas da Roma que havia parcialmente suspendido as operações de reforço (depois de Grenier, não para Defrel e a negociação de Kessie desde junho), aguardando o retorno de Florenzi e Salah. É possível que abrir a lacuna com a Juve convencerá a propriedade de um esforço maior para não perder completamente o trem. Com a concorrência do Napoli e um Inter em forte subida, os riscos se tornam cada vez mais altos.

@fabriziobocca1

SAMPDORIA (4312): Puggioni; Bereszynski, Skriniar, Silvestre, Regini; Barreto, Torreira, Praet (62′ Linetty); Fernandes (69′ Schick); Quagliarella, Muriel (83′ Djuricic) A disp.: Tozzo, Krapikas, Pavlovic, Dodò, Palombo, Cigarini, Alvarez, Budimir Téc.: Marco Giampaolo

ROMA (4312): Szczesny, Vermaelen (78' El Shaarawy), Fazio, Rudiger, Peres (87' Paredes), Strootman, De Rossi (78' Totti), Emerson, Nainggolan, Perotti, Dzeko

Cartões: 29’Torreira, 51’Vermaelen,66’Puggioni, 73’Rudiger, 91’Totti

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