A Romada continua
Necessitando vencer para seguir a caça das zebras de Turim, iniciamos a partida, diante de uma Atalanta que tenta pressionar, sendo bem suportada pela defesa romanista. No ataque, Dzeko e Salah (por 3x) perdem grandes oportunidades. Já vimos esse filme. Perto do final do primeiro tempo, pênalti para a Roma. Perotti cobra a penalidade, Roma 1-0. Fim do primeiro tempo e isso foi o início do declínio romanista. Inicia o segundo tempo, pressão sob pressão da equipe bergamasca, a torcida sente o bom momento. Pronto,1-1. A Roma não volta para a segunda parte do jogo. Aos 88min.,pênalti para o Atalanta, 2-1 no placar. Fim de jogo. 3pts deixados em Bérgamo, mais uma romada para o histórico.

Síntese: Corriere della Sera

A Roma desliga a energia, a Atalanta castiga e sonha. Os homens de Spalletti desperdiçam e se complicam, a Juventus escapa a + 7

Por: Luca Valdisserri

BERGAMO Uma lenda metropolitana diz que, neste temporada, a Roma joga bem e a Juve joga mal. Na classificação, porém, os bianconeri estão a + 7. Basta compreender as palavras. Uma outra lenda metropolitana diz que Gasperini funcione apenas na província. A Atalanta, entretanto, conquistou 22 dos 24 disponíveis nas últimas 8 partidas (7 vitórias e um empate) entre os escalpes estão Napoli, Inter e Roma. Três em teoria bigs.

Foi uma partida de alta intensidade, que a Roma poderia encerrar no primeiro tempo e que a Atalanta dominou no segundo tempo. As mudanças foram incisivas, as de Spalletti não. Culpa exclusiva do treinador? A equipe foi construída pelo ex-dirretor esportivo Sabatini com alguns “buracos” estruturais e muitas lesões fizeram o resto. A Roma não substituiu Pjanic no meio campo - Spalletti disse que Paredes é melhor que o bósnio, mas era provavelmente uma piada - e Iturbe permanece como a mudança do desespero nos últimos cinco minutos, enquanto outros jogadores mais fortes foram vendidos para algum lugar. Parece paradoxal, mas no banco havia mais recursos “Gasperson” que Spalletti. O ressentimento é obvio fora de casa. A Roma perdeu contra Fiorentina, Torino e Atalanta, empatou com Cagliari e Empoli: deste modo o título cai por terra e a segunda colocação um objetivo a se apegar desesperadamente, por motivos de balanço, mas com um calendário difícil. Depois de Pescara, no Olímpico, consecutivamente virão Lazio, Milan e Juve.

No primeiro tempo Gasperini buscou uma contra proposta as peças em zona gol da Roma: Zukanovic falso volante para marcar a homem Salih. Tática pouco provável, porque o egípcio cavou um pênalti (mão de Toloi, apenas amarelado) e se apresentou duas vezes sozinho diante de Berisha, lançado por Nainggolan. Salah errou e a Roma, mais tarde pagou caro.

No segundo tempo mudou tudo. Gasperini tirou um zagueiro (Masiello) e inseriu D’Alessandro na faixa esquerda, se aproximando de Papu Gomez e Petagna. A Roma se complicou, fisicamente e taticamente. O gol do empate foi meio casual, mas não o domínio imposto por Kessie. Aos noventa minutos Paredes concedeu um pênalti que poderia ser muito evitável sobre Gomez. Um símbolo: foi uma das mudanças de Spalletti.

Uma derrota, para quem queria um futebol sem barreiras, veio inclusive das arquibancadas. Pela primeira vez na temporada o êxodo dos torcedores romanistas (quase dois mil) foi manchado por um lançamento de “bomba” durante a partida e do incidente com a presença da força de ordem no final da partida.

Será mais difícil, agora, pedir para recuar nas medidas que transformaram o Olímpico em um deserto.

ATALANTA (343) Berisha; Toloi, Caldara, Zukanovic; Masiello (5' s.t. D'Alessandro), Kessie, Gagliardini, Spinazzola; Kurtic (14' s.t. Freuler), Petagna, Gomez (47' s.t.) Raimondi A disp.: Sportiello, Bassi, Stendardo, Migliaccio, Carmona, Grassi, Paloschi, Pesic, Pinilla Téc.: Giampiero Gasperini

ROMA (4231): Szczesny, Peres, Manolas, Fazio, Rudiger, Strootman, De Rossi, Salah (58' El Shaarawy), Nainggolan (85' Iturbe), Perotti (71' Paredes), Dzeko

Cartões: 40’Toloi, 53’Strootman, 90’Dzeko

F I C H A
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