Ainda da pra ter esperança?
O jogo de hoje coloca nossas duvidas em cheque sobre o restante da temporada. Não foi aquele jogo de convercer o torcedor romanista, mas o certo é que de três em três pontos ainda nos resta esperanças de sonharmos com o scudetto, mesmo com um time que alterna demais. As vezes ganhando do improvável e perdendo pontos fáceis, temos sete decisões pela frente, duas delas bastante mais difíceis (Lazio e Juventus), com uma delas, quem sabe, valendo o título italiano. Certo mesmo é temos essa grande jornada por a frente, tendo que ganhar todos os jogos e de quebra torcer por tropeço adversário, certo mesmo é que ainda resta esperanças!

Síntese: Gazzetta dello Sport

O tris com as marcas de Fazio, Salah e Dzeko. A equipe de Spalletti se recompõe depois do derby da Copa Itália e se coloca a -6 da Juventus líder. No final entra Totti e o Dall’Ara aplaude.

Por: Giuliano De Matteis

BOLONHA - Sem exagerar, mas com lucidez e cinismo, a Roma arquiva a eliminação da Copa Itália nas mãos do Lazio, se recompõe, mata o Bolonha com um tris, retornando a -6 da líder Juventus e deixando intactas as esperanças remanescentes de um retorno ao campeonato . Spalletti insiste no 4231 revivido no recente derby da Copa Italia: nas laterais de Manolas e Fazio, Rudiger e Juan Jesus com Mario Rui no banco; diante da linha mediana composta por De Rossi e Strootman confirmou-se Salah, Nainggolan e El Shaarawy apoiando Dzeko, enquanto Szczesny retorna ao gol ao invés de Alisson.

Donadoni responde com um 433 na qual o comando é confiável ao chileno Pulgar com o ex-giallorosso Destro a guiar o tridente de ataque, emparelhado com o tcheco Krejci e do fresco azzurro Verdi.

UM-DOIS LETAL - E é precisamente o jovem correndo pelo lado de fora a propiciar os primeiros calafrios nas costas dos giallorossi, quando aos quatro minutos ele aproveita um erro de Juan Jesus para voar em direção ao gol antes de parar no carrinho de Fazio. Aos 20’ Bologna novamente: lançamento para Destro, que escapa de Manolas, mas o grego se dá bem com um pouco de sorte e a cumplicidade de seu goleiro. No entanto, não vemos nenhuma oportunidade real, com os anfitriões jogando compactos e fechando os espaços de uma Roma que, por sua vez, se esforça para encontrar velocidade na circulação da bola.

Para abrir o marcador, servia um episódio e ele chegar aos 26, imediatamente após o desenrosco entre o capitão De Rossi e Destro seguido por uma falta do centro-avante sobre seu ex-companheiro: escanteio para os giallorossi, confusão na área e mais rápido que os adversário aparece Fazio, cujo direito no alvo petrifica Mirante. O Bologna acusa o golpe e perde um pouco as distancia entre os setores, enquanto Spalletti - talvez temendo o calor ou tentando desfrutá-lo agora ao seu favor - pede aos seus buscar menos a profundidade e pontuar sob a posse de bola, para economizar energias e desconfigurar os adversários obrigando-os a pressionar. A Roma agora parece mais no controle do campo e aos 38 minutos reaparece na área, mas no cruzamento baixo e delicado de Salah aparece bem Mirante antecipando El Shaarawy em mergulho (no sucessivo contra-golpe de Manolas que estende Destro). Roma, começa aqui eis aqui quem fica e quem parte de acordo com Monchi. É apenas o prelúdio para o segundo gol que chega três minutos depois, quando a troca antecipada entre Strootman e Dzeko coloca Salah na frente do goleiro, livre para batê-lo com uma cavadinha. Duro golpe para o Bologna, que também perdeu Verdi antes do intervalo devido a um problema muscular.

LIQUIDA A FATURA O BOMBER - No caminho de volta do vestiário, Di Francesco está em campo e apenas em um cruzamento da direita aos 47 minutos Dzemaili desperdiça uma oportunidade de ouro para o empate, mas a cabeçada do suíço é muito central e a bola fica fácil para Szczesny. O filho da arte está emdiabrado e três minutos depois de passar por Juan Jesus e Manolas acerta a trave com um chute cruzado venenoso. Imediatamente depois, ele tenta imitar Salah, saindo em slalom na direita, mas entra na área e chuta mal.

A Roma se limita a administrar a dupla vantagem, tentando explorar a velocidade de seus adversários no momento de contra-atacar e aos 12', então Pulgar é forçado a tentar de fora da área, sem contudo fazer cócegas no goleiro giallorosso. A Donadoni serve mais peso no ataque e aos 62 minutos, ele remove o meia Nagy para enviar o atacante Petkovic e Spalletti, após a cabeçada de Gastaldello, salvo por Szczesny na ação de escanteio, responde com Perotti no lugar de El Shaarawy. E o argentino tenta imediatamente, empenhando o goleiro da casa no minuto 67 com um belo chute de pé direito do limite da área (na tentativa do bis aos 73’).

No meio da partida lesão muscular para Maietta, que discute com De Rossi e Strootman e recebe amarelo juntamente com o holandês para depois permanecer no campo, mesmo que não esteja 100%. Aos 75 minutos, no entanto, a cortina cai sobre a partida: genial o lançamento de Salah para Perotti, que na frente do gol decide alargar para Dzeko, permitindo-lhe marcar seu 24º gol no campeonato. Depois vem a terceira troca dos emilianos (dentro o ex-Torosidis no lugar de Maietta) e dois minutos depois a segunda alteração para a Roma, forçada a substituir o Manolas por Vermaelen. Totti comemora o aniversário de sua estréia em Trigoria. E no final - depois do cartão por simulação de Petkovic - também há espaço para Totti, a quem Spalletti concede o aplauso do Dall'Ara e - coerente consigo mesmo como anunciado na véspera - os dez minutos finais de uma partida já vencida. As últimas chances são do Bolonha, mas o chute de Petkovic é um pouco impreciso e com o grande arremate Di Francesco no último segundo se opõe a Szczesny de punhos: termina 3-0 para a Roma, que consolida o segundo lugar e - sem nenhuma intenção de desistir - envia uma mensagem para a Juventus: com sete jogos ainda no calendário, não há apenas a Liga dos Campeões sobre a qual pensar.

@giulidema

BOLOGNA (433): Mirante; Krafth, Maietta, Gastaldello, Masina; Nagy (63′ Petkovic), Pulgar, Dzemaili (76′ Torosidis); Verdi (45′ Di Francesco), Destro, Krejci A disp.: Da Costa, Sarr, Mbayem Oikonomou, Viviani, Donsah, Taider, Rizzo, Sadiq Téc.: Roberto Donadoni

ROMA (4231): Szczesny, Rudiger, Manolas (77' Vermaelen), Fazio, Jesus, De Rossi, Strootman, Salah, Nainggolan, El Shaarawy (65' Perotti), Dzeko (85' Totti)

Cartões: 38’Manolas, 69’Strootman, 69’Maietta,75’Dzemaili, 84’Petkovic

F I C H A
avatar

© 2004 PORTALE ROMANISTA BRASIL UMA FÉ QUE NUNCA TEM FIM