Avante Roma!
Muito se ouviu de críticas sobre a Roma nas últimas semanas... torcedores mais catastróficos já condenaram a temporada toda da Roma. Do meu ponto de vista, a temporada ainda mal começou, o time tem que (re)aprender a andar ainda, antes de poder correr a passadas largas, infelizmente o nosso meio campo criativo sofre com a saída do cabeçudo Pjanic, levará algum tempo para adquirirmos outro padrão de jogo. No entanto as vezes uma partida contra o fraco Fußballklub Austria Wien e uma goleada é exatamente o q precisamos para começarmos a nós colocar de pé e voltar a andar: chance para Dzeko anotar uns golzinhos e acumular números que podem lhe dar confiança, chance para Totti mostrar que ainda tem muito pra contribuir com o time. Forza ragazzi, a temporada é longa, sigamos acreditando, avante!

Síntese: Gazzetta dello Sport

A Roma recomeça de 4, Udinese rege um tempo. Os giallorossi cansam para achar o gol. No segundo tempo entra Perotti e converte os dois penaltis que convenciona a partida. Gol também para Dzeko e Salah. Lesionado Manolas: salta o Porto?

Por: Massimo Cecchini

Pode-se discutir um 4 a 0? Honestamente é complicado, mesmo falando de volume de jogo e de ocasiões (talvez não nítidas) que a Roma cria no arco de um match vitorioso sobre os danos da Udinese, santificado pelo bis de Perotti e os gols de Dzeko e Salah. Os 20 arremates no gol, o salvo sobre a linha por Widmer, os 73% de posse de bola são dados que contam uma supremacia líquida, mas se o futebol é feito também de episódios não se pode evidenciar como dois deles penalizaram os friulanos: o provável pênalti do primeiro tempo de Emerson sobre Widmer e o impedimento não dado a Dzeko na ocasião da penalidade concedida a Roma, isso condicionou o match.

ENFERRUJADA Pergunta: o que teria acontecido se o azarado árbitro Di Bello e seus assistentes tivesse visto melhor? A impressão é que a Roma, enferrujada na estréia pelo campeonato, no final teria vencido do mesmo jeito, mesmo se no final o destino pede promessa aos donos da casa, visto que o ótimo Manolas tem que parar por um problema no adutor e Paredes deixa a equipe em dez por uma pedrada remediada no final. Moral: contra o Porto a defesa talvez terá que ser inventada e alguma dúvida sobre a ordem do setor existe. Em suma, entre os menos de 30 mil expectadores nas arquibancadas (muitos ultras ainda continuam de greve) alguns arrepios tiveram.

SEM FANTASIA. A diferença do duelo da Champions os giallorossi colocam em campo a neo contratação Bruno Peres, apostam em Emerson sobre a faixa e Paredes como regente, relançando depois El Shaarawy na frente no lugar de Perotti. O desenho tático é um 4-2-3-1, com Nainggolan nas costas de Dzeko e os brasileiros da defesa prontos (e mais hábeis) a pressionar. Em relação a temporada anterior, com a saída de Pjanic e com Perotti no banco, em uma partida jogada com ritmos baixos por causa do calor, no primeiro tempo a manobra denuncia tantas ausências de fantasia. Não por acaso que, se os chutes e escanteios romanistas esfarelam, as ocasiões nítidas são poucas, com Karnezis que deve intervir apenas sobre as conclusões de Bruno Peres, El Shaarawy e uma cabeçada de Dzeko.

UDINESE VIVA Claro, impressão sobre o gol se nota, mas o 3-5-2 da Udinese, com Widmer e Ali Adnan sempre prontos a escalar sobre a linha dos defensores, não demérita. Mesmo porque nos contra-ataques o próprio Widmer e Zapata se fazem vivos com discreta vivacidade, apoiados aos poucos por Badu e Hallfredsson, mesmo se no momento do último passe os erros não faltam, tanto é que Szczesny deve intervir apenas em um chute de Zapata. Moral: A Udinese é viva, e assim a boba intervenção de Emerson sobre Widmer aos 17 minutos pode também elevar os bianconeri da marca do pênalti: mas o árbitro decide diversamente e daquele momento a partida tende para o lado dos donos da casa, mesmo se no final do primeiro tempo De Paul, sozinho na área, impacta mal um cruzamento de Badu.

GOL NO AR. No segundo tempo a Roma eleva suas linhas, faz entrar o excelente Perotti e expõe a frente os dois pontas compactados, recuando assim os dois meias para ser o quarto defensor e alargar a mediana bianconera. Rapidamente surgem três ocasiões de gol: Nainggolan que chuta alto, Dzeko que obriga Karnezis ao milagre e Widmer que salva sobre a linha um cruzamento de Peres desviado pelo ansioso Ali Adman. O gol parece no ar, mesmo se o pênalti pela falta de Danilo sobre Dzeko nasce com um lance iniciado em impedimento do bósnio.

DA MARCA DO PÊNALTI. Placar aberto da marca do pênalti com Perotti, os espaços como de costume exaltam o elenco de Spalletti, que ampliam sempre de pênalti por uma falta de Badu sobre Salah. É o minuto 30 e a Udinese se dissolve. Não surpreende por isto que Nainggolan encontre o gancho na área para servir Dzeko marcando o tris e que Perotti encontre Salah, mal marcado por Ali Adman, para o poker conclusivo. No final das contas, se Iachini pode justamente pedir menos egoísmo no momento da aproximação ao chute e mais solidez mental, a vitrina é toda para a Roma. E porque o cinismo é dote inegável das grandes equipes, o time de Spalletti é antes de tudo candidato a lutar pelo título, sobretudo se daqui dois dias, contra o Porto, santificará uma passagem de turno útil pedindo ao mercado uma cereja sobre seu bolo. A caça a Juve, dessa vez começou de verdade.

@maxcek

ROMA (433): Szczesny, Peres, Manolas (35' Fazio), Vermaelen, Emerson (31' Jesus), Paredes, Strootman (12' Perotti), Salah, Nainggolan, El Shaarawy, Dzeko

UDINESE (352) : Karnezis; Samir, Danilo, Heurtaux (6' s.t. Angella); Adnan, Badu, Fofana (34' s.t. Lodi), Hallfredsson, Widmer; De Paul (23' s.t. Penaranda), Zapata. (Perisan, Scuffet, Felipe, Balic, Edenilson, Jankto, Evangelista, Ewandro, Matos, Perica) Téc.: Giuseppe Iachini

Cartões: 49’Samir, 64’Danilo

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