Bola pro mato que é campeonato?
Os últimos jogos da Roma, apesar da eficiência gigantesca de Radja Naingolan e Wojciech Szczęsny, tem se mostrado uma busca cínica pelo resultado enxuto, não levando em consideração se as lambanças sobretudo por parte do homem de frente Edim Dzeko hora dessas pesará crucialmente. A diferença diminuiu consideravelmente e agora temos a rabeira da líder sob nosso nariz e se o técnico Luciano Spalletti continuar conduzindo a Roma com as preces voltadas a raça de alguns, lampejos de outros e principalmente majestade técnica dos homens do jogo será possível acreditar que pelo menos possamos sonhar com a liderança da tabela a qualquer momento.

Síntese: Gazzetta dello Sport

Uma luz de Nainggolan dá 3 pontos de ouro para a Roma. O belga em Udine marca logo no começo, depois entre erros na frente e a boa sustentação defensiva Spalletti passa com uma prestação enxuta: a -1 da Juve, mas com uma partida a mais.

Por: Fabio Licari

O menos 1 é uma ilusão ótica, a Juve deve ainda recuperar o jogo com o Crotone, mas o campeonato está reaberto. Se assim dizer nunca esteve definido. Napoli, Inter e Lazio vencem, mas é a Roma a primeira das pretendentes a chegar na frente. Nada de espetáculo, muitos gols perdidos, porém muito solidez, três pontos e sexto sucesso nas últimas sete partidas: 1 a 0 de muito valor como contra o Genoa. São sinais estes também. Tem que se comemorar. Com um banco muito enxuto e Dzeko na versão “temporada passada”, mas arrastado pelo resto do asset central: Szczesny, Fazio, Strootman e Nainggolan faz de tudo em campo e goleador. Se depois o bósnio tivesse colocado pra dentro tantas ocasiões, inclusive o pênalti, a Udinese não teria ficado em pé até o final. Na realidade inclusive os bianconeri possuem o “seu” Dzeko, talvez não tão clamoroso: Thereau. Em jornada negativa. Mas Delneri não o substitui, ajustando deste modo mais vezes o sistema e mudando os homens: com o resultado a melhorar no começo, e piorar depois, a Udinese. Se tivesse sido empate ninguém teria ficado horrorizado. Mas os pontos são da Roma.

RADJA E SUPERIORIDADE Média quase de recorde para os giallorossi - 44 pontos em 20 rodadas - em um torneio desde o oitavo turno a segunda colocação. Errando gol. E sem Salah, Perotti e Florenzi. Mas tem Nainggolan que faz por três (no sentido de criação e contemplação). Agora a função escolhida para ele por Spalletti é de meia atacante, mas o belga interpreta da sua maneira, colhendo alguns pontos de referencia dos adversários. o 3-4-2-1 é apenas um sistema de partida: El Shaarawy, o outro atacante, se apoia na esquerda como segundo centroavante, enquanto Nainggonaln está atrás de Dzeko, se movimentando entre as linhas. Em 12 minutos já duas ocasiões: o chute de Elsha preciso (defendido por Karnezis) e o gol de Nainggolan ao vôo, entre Felipe e Danilo, sobre lançamento de Strootman do tipo Pjanic. Fácil. Até muito.

DELNERI REPARA Existe uma explicação: nos setores chave Spalletti tem sempre a superioridade sobre o 4-3-3 da Udinese. Na esquerda, de fato, Faraoni se encontra encurralado entre Elsha e Emerson (sem ajuda de Fofana e De Paul). Do outro lado Nainggolan mais central, Dzeko que está a frente e Bruno Peres que chega em velocidade aparecem em massa sobre Felipe, enquanto Kums tem trabalho para acompanhar. No entanto a dupla Paredes-Strootman refina o setor rival. Seria realmente 2 a 0 aos 18 minutos Dzeko não jogasse fora o pênalti depois da “mão” de Faraoni. A este ponto Delneri passa para o 4-2-3-1: Fofana e Kums duelam um pouco os dois centrais de Spalletti, enquanto, com De Paul que dá profundidade e o movimento de Thereau, obriga a Roma a recuar. Sobre o tabuleiro volta-se a igualdade. Para a Udinese os contra-ataques agora ocorrem e Jankto agride da esquerda. Um mecanismo que cria cinco ocasiões (Felipe, De Paul duas vezes, Thereau e Zapata) e que parece destinado ao empate. Ao contrário não.

…E DEPOIS ERRA Impaciência de gol, ou leitura pouco lúcida das situações, entretanto Delneri desmonta o jogo recém reparado tirando no inicio do segundo tempo Jankto (mas porque?) para entrar Perica. E depois Zapata, que mantinha o time na linha de frente, no lugar de Hallfredsson. Era melhor ficar como antas e quem sabe tirar Thereau, renunciar Kums ou Fofana. As mudanças, o 4-3-1-2, novamente o 4-2-3-1 que parece um 4-2-4: a Udinese perde medidas e ritmo, favorecendo assim a gestão da vantagem romanista. E sorte para ele que Dzeko se perde na bússola: bravo Karnezis, mas muitos erros, entre os quais uma cabeçada sob as redes, sozinho, que parece um afastamento para escanteio de um zagueiro. A classificação porém se nota.

E AGORA EMPOLI E CAGLIARI As vitórias da Roma são 14 em 20 rodadas (apenas no ano do scudetto de 2001 foram 15). E os penaltis 10 (primeiro erro depois de 9 gols): na área a Roma existe. Não marca Dzeko? Nainggolan marca o quarto gol. Para a Udinese, a oitava derrota consecutiva com a Roma não é apenas uma tradição: em relação a Inter um passo atrás no jogo e nos mecanismos ofensivos, além de que em alguns singulares (este Fofana está muito longe de Pogba). Não é um problema de rebaixamento, visto que as três predestinadas continuam perdendo no campeonato. Mas a Udinese sabe fazer melhor. Pela primeira vez duas derrotas seguidas com Delneri, mas contra o Empoli os valores deveriam ser mais equilibrados. A Roma ao contrário tem uma ocasião a não desperdiçar (como ocorreu no jogo de ida): enquanto Milan-Napoli e Juve-Napoli aquecem os pés, tem o Cagliari no Olímpico para sonhar.

@fabiolicarigaz

UDINESE (433): Karnezis; De Souza, Danilo, Felipe, Faraoni; Fofana, Jankto (51′ Perica), Kums (74′ Ewandro); Zapata (69′ Hallfredsson), De Paul, Thereau A disp.: Scuffet, Perisan, Angella, Heurtaux, Adnan, Balic, Evangelista, Matos Téc.: Luigi Delneri

ROMA (3421): Szczesny, Manolas, Fazio, Jesus, Peres, Paredes, Strootman, Emerson, Nainggolan, El Shaarawy (63' Totti), Dzeko

Cartões: 41’Jesus, 75’Felipe, 77’Fofana

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