Cautiously Optimistic
No Domingo de carnaval, agraciados com uma vitória brigada contra a Inter onde, se eu não fosse tão parcial na disputa, sentiria certo pesar diante da decadência do antigo gigante de Milão. Nos encontramos numa posição que nos acostumamos na última década: correndo atrás da Juventus, torcendo por um deslize dos líderes quase como torcemos por um gol da nossa própria Roma. Dessa vez, entretanto, estamos marginalmente mais próximos do nosso Golias, 7 pontos com 12 rodadas para definir o campeonato e uma sequência de dois jogos difíceis para ambos os lados. Com Spaletti temos encontrado solidez e regularidade que a muito não vimos, Nainggolan a anos tem melhorado ano a ano mas esse ano estamos também tendo um herói improvável: Dzeko. Forza e sorte, Roma! Precisaremos.

Síntese: Gazzetta dello Sport

Ninja de Oscar, Inter (s) desaparecida. Furacão Ninja derruba a Inter. Nainggolan foi dois sobre dois. Apenas a Roma na cola da Juve

Por: Fabio Licari

Vence a Roma, perde a Inter e empata a Juve. Um resultado para os nerazzurri que poderia quase encerrar o discurso título e despertar as guerras estelares para a Champions. Entretanto, os giallorossi permanecem na corrida (7 pontos não é um abismo), enquanto a Inter observa Atalanta e Lazio se afastarem “sentindo” o Milan na briga pela ultima vaga na Europa League. Do outro lado esta Inter, pelo menos da forma como se apresentou em campo, não a altura da Roma. Assim como Gagliardini deve mais uma vez recompor os ossos para enfrentar de igual Nainggolan. O Ninja é incrível, dois jogadores em um, e dois gols maravilhosos bastam para explicar uma partida fora de série por mais de uma hora: alma e goleador derrubam Gagliardini no primeiro gol e libera a bola para o segundo. Não era difícil imaginar que neste confronto seria a chave do sucesso: mas não todas as culpas são do ex-atalantino, muitas vezes deixado sozinho para lutar em uma mediana muito roborizada. Se pode discutir do chutão de Strootman sobre Eder, dentro da área, quando o placar estava 2 a 0 (era pênalti), mas os 3 a 1 final não parece exagerado: a Roma vence com sobras e agora joga tudo na partida direta com o Napoli. Enquanto existe outro que perde certamente: Pioli. Muitas escolhas, a começar por Perisic meia mais avançado, parecem muito discutíveis.

NINJA E DOMÍNIO E se Pioli perde quer dizer que é Spalletti a expor as medidas corretas. Lendo as formações, na verdade, parecia que a Roma tivesse exagerado com o cuidado defensivo. Medo do módulo de ataque interista com Perisci externo? Aquela de Juan Jesus na faixa esquerda, no lugar de Emerson, significa de fato escalar quatro stopper de função. Ilusões do futebol teórico, naturalmente: depois existem homens em campo interpretar módulos e esquemas. E a Roma é tudo inclusive defensiva: se colocou bem, decide de comandar ao invés de esperar. Sobretudo surpreender a Inter com Nainggolan: que finge ser o segundo meia avançado do 3-4-2-1 e entretanto incrementa o meio campo, desenhando quase um 3-5-2 muito compactado, para depois deslizar em velocidade para Handanovic. Situação que o leva a derrubar Gagliardini, recebendo no meio tempo o apoio de Juan Jesus ao lado de De Rossi, atrás de Dzeko que reentra. Gagliardini está cercado. E deve se render disse depois de 12 minutos quando Nainggolan abre o placar de fora da área.

ERROS INTER Muito fácil, até demais: porque a Inter não entende muito. Rege sim a defesa, mas entretanto D’Ambrosio é obrigado a se alargar como um lateral para seguir Salah, deixando assim Murillo e Medel expostos nas entradas centrais (outra medida vencedora de Spalletti). Além disso está sempre em inferioridade no meio: Perisic externo acaba sofrendo Bruno Peres, Candreva não consegue cruzar, Brozovic não encontra jamais uma posição. Poderia ser substituído bem antes dos 54’, o croata, mas quando Piolo o faz, inserindo Eder, deixa um 3-4-2-1 que prossegue um equívoco. E de fato logo vem o 2 a 0, mais uma vez com Nainggolan, infiltração na área e conclusão tremenda. Serviria talvez uma defesa a quatro, tirando Brozovic, inserindo Ansaldi ou Nagatomo, e reportando assim Perisic na zona que lhe compete. Ao contrário nada: assim até o final. Certamente, quanto entra Gabigol, outro recém entrado Eder faz o externo.

CONTRA-ATAQUE E GOL Se o primeiro tempo vê a Roma comandando, no segundo a situação muda: Spalletti recua os seus, cede a possa, e controla a partida sobre contrapés velozes. Com a Inter que empurra os seus para o empate abrindo as estradas: em uma dessas ocasiões, mais uma vez Nainggolan coloca uma quarta e parte para o 2 a 0 talvez quase mais belo que o primeiro gol. A Inter vai avante mais com a força do desespero do que com um verdadeiro projeto: Icardi jamais está na manobra como Dzeko, mas apenas tem o espiral necessário reduz para 2 a 1, servido por Perisic por uma vez ala e não externo. Dura pouco: sobre o enésimo contra-ataque, Medel aterra Dzeko e da marca do pênalti Perotti não erra nem mesmo por descuido: décimo quarto pênalti para os giallorossi, sétimo para o argentino, e 3 a 1. É verdade que Pioli venceu 10 sobre 14: mas as três derrotas são com Juve, Napoli e Roma. Todas mais fortes.

@fabiolicarigaz

INTER (3421): Handanovic; Murillo, Medel, D’Ambrosio; Candreva (75′ Barbosa), Gagliardini, Kondogbia, Perisic; Brozovic (53′ Eder), Icardi, Joao Mario A disp.: Carrizo, Andreolli, Sainsbury, Ansaldi, Santon, Nagatomo, Banega, Biabiany, Palacio, Pinamonti Téc.: Stefano Pioli

ROMA (4231): Szczesny, Rudiger, Manolas, Fazio, Jesus, De Rossi (84' Paredes), Strootman, Salah (71' Perotti), Nainggolan, Peres (89' Vermaelen), Dzeko

Cartões: 6’Perisic, 40’De Rossi, 83’Fazio, 83’Murillo

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