De fevereiro a março
Até fevereiro tudo ia bem: vice-liderança da Serie A administrada e classificações nos mata-matas da Coppa Italia e UEL. Mas entrou março e a coisa definhou: a derrota para a Lazio logo no primeiro dia do mês, na copa nacional, seguida dos reveses para Napoli e Lyon, no campeonato italiano e torneio continental, respectivamente, deixaram o torcedor romanista desacreditado em relação a chances de títulos, que não vêm desde 2008. Hoje, uma Roma mista jogou para o gasto e voltou a vencer: 3 a 0 sobre o frágil Palermo. Destaque para a estreia como titular de Grenier, autor de assistência para o gol de El Shaarawy. Dzeko e Peres fecharam o placar. Agora, é correr atrás de outro prejuízo: quinta-feira tem novamente o Lyon.

Síntese: Corriere della Sera

A Roma em tensão se acalma com Palermo. Vitória larga, Totti pede a Spalletti para não entrar

Por: Luca Valdisserri

PALERMO Três pontos, algumas energias presenteadas pela Europa League, a descoberta que Grenier tem qualidade que latejam no meio campo giallorosso e uma pausa ao desmanche “em um contexto relaxado” do presidente Pallotta (as aspas é do diretor geral Baldissoni, como se fosse uma justificativa do significado das palavras claras e registradas). A Roma não poderia pretender mais que esse jogo em Palermo, no qual se apresentou com toda a pressão sobre si depois das três derrotas consecutivas (Lazio, Napoli e Olympique Lyon) e pelos resultados recentes: a ultrapassagem do Napoli na segunda colocação, o clamoroso 7 a 1 sobre a Atalanta e a derrota do Empoli para o Chievo que deu uma chance de escapara do rebaixamento para o Palermo.

Spalletti deixa Strootman, De Rossi, Emerson Palmieri e Dzeko no banco, mais Manolas suspenso além do lesionado Perotti. Em campo Grenier e Mario Rui, que no campeonato havia colecionado 2 e 4 minutos. Também Lopez tem uma novidade importante: no gol não está Posavec (53 gols sofridos), mas Fulignati, classe 94, estreando na Série A e com uma mínima experiencia na bagagem (120 minutos na Copa Itália contra o Spezia e 3 partidas na Serie B com o Trapani na temporada passada).

A Roma não está bem e demonstra na primeira ação do jogo. Lançamento longo de Chohev, aos quatro minutos, para Nestorovski que chuta da linha de fundo do campo e marca graças a uma pastelada de Szczesny. Ao jogador, entretanto, é indicado posição irregular, decidido pelo árbitro Rocchi, que vê um toque precedente de Aleesami, que ao contrário não estava impedido. Decisão difícil, certamente, mas errada.

Para a Roma poderia ser fatal. E então, aos 22’, com uma ação entre os dois melhores em campo - assistência de Grenier e conclusão de El Shaarawy - os giallorossi passam a frente e, com o 1 a 0, constroem uma vitoria que concede oxigênio. O Palermo se empenha, sobretudo quando entra Diamante no segundo tempo, mas é pouco. Dzeko entra do banco porque a equipe diminui muito o ritmo, desperdiçando um gol e marcando outro de qualidade. Bruno Peres depois liquida marcando o terceiro. Totti, com problema nas costas, diz a Spalletti de poupá-lo no final.

Quinta-feira contra o Lyon servirá muito mais que isso, mas a Roma chega como vice-líder e com a ideia que pelo menos Grenier, bravo a distribuir o jogo e propor assistência, possa ser algo a mais que um simples reserva no Olympique em junho.

PALERMO (4231): Fulignati; Morganella, Cionek, Andelkovic, Aleesami; Gazzi, Chochev; Embalo (1' st Diamanti), Bruno Henrique (29' s.t. Lo Faso), Sallai; Nestorovski A disp.: Posavec, Marson, Vitiello, Trajkovski, Gonzalez, Jajalo, Sunjic, Bonfiglio, Ruggiero Téc.: Diego López

ROMA (3412): Szczesny, Rudiger, Fazio, Jesus, Peres, Grenier (61' Dzeko), Paredes, Mario Rui, Nainggolan, Salah (81' De Rossi), El Shaarawy (72' Strootman)

Cartões: 15’Peres, 18'Bruno Henrique, 54’Paredes, 61’Grenier, 67’Gazzi

F I C H A
avatar

© 2004 PORTALE ROMANISTA BRASIL UMA FÉ QUE NUNCA TEM FIM