DESESPALLETTI
Excelente a colocação de Valdisserri no seu artigo publicado no Corriere della Sera onde categoricamente simplifica as limitações de Spalletti esclarece sistematicamente os colapsos desse time. A única situação que está difícil de engolir é que estamos apenas na sexta rodada e a Roma já amarga sua segunda derrota, quase que consecutivamente, porque essa vitória sobre o inexistente Crotone não se pode nem contar. Eu sei que fatalmente (se tivermos sorte) lá na frente poderá mudar esse quadro, mas a frustração de ter como encerrado o campeonato a nem mesmo um terço da competição é desesperadora.

Síntese: Corriere della Sera

O Torino corre e tem idéias claras, a Roma cai e se descobre em crise. Mihajlovic reencontra Belotti e desnuda os pontos fracos dos giallorossi.

Por: Luca Valdisserri

Um treinador tanto bravo como sobrevalorizado, no comando de um grupo de pequenos talentos e de alguns escassos dos escassos, recém abriu na Roma uma crise inesperada apenas por quem não olhava na cara a realidade. O Torino de Sinisa Mihajlovic marca três gols, acerta a trave e não goleia porquê Szczesny portava na veia (inúteis) milagres. Miha acaba assim com duas festas de Totti: a dos 10 anos e a dos 250 gols no campeonato.

Luciano Spalletti está diante da sua terceira derrota em nove partidas. No ano passado havia sofrido as mesmas, mas em 21 partidas e as equipes que o haviam batido se chamavam Juventus e Real Madrid (duas vezes). O treinador está em grave confusão - como demonstram os dez minutos de Totti meia no segundo tempo, corrigidos com o ingresso de Paredes no lugar de Perotti - mas pensa em ter ainda uma carta para jogar: “Devemos modificar algo, porque assim não se vai adiante. Existem mentes fracas que pensam que basta vestir essa camisa para obter resultados. A primeira culpa é minha, mas agora isso muda”.

Como? Com treinamentos duplos todos os dias, com o provável “retiro” de Dzeko e o retorno ao 4-3-3, talvez com Florenzi atacante para equilibrar uma equipe desgastada em campo. A Juve está a +5, o Napoli a +4. Números, não opiniões. O treinador está diante de uma prova de fogo. Muitos jogadores estão cansados de ficar no banco dos réus: segundo ele não possuem personalidade, possuem “perninha”, agora vieram as “mentes fracas”. É sempre culpa deles. Ninguém contesta as qualidades de estratégia - mesmo se os erros, de Daniele De Rossi zagueiro contra o Porto as mudanças de ontem, são evidentes - mas muitos estão perplexos (eufemismo) do sobe desce. Di isto, os problemas são também e sobretudo de construção do elenco: Florenzi não é um lateral e Bruno Peres muito menos, tanto mais com a defesa a quatro e colocado sobre a faixa errada; Manolas deve marcar adversário e companheiros, veja Fazio. No meio campo a cobertura é curtíssima, visto que Pjanic e Keita não foram substituídos. Dzeko e Salah marcam apenas em casa, Perotti e El Shaarawy rendem a metade da temporada passada.

As análises de Mihajlovic sempre foram afiadas: “Sabia que os seus laterais jogavam muito avançados e pedia aos meus atacantes o sacrifício Valmir Berisha, o novo Ibrahimovic, que agora está sem contrato. O próprio Sabatini que, tutelando Iturbe deu Iago Falque e Ljajic ao Torino e agora pensa na demissão. Quem sabe não sozinho.

TORINO (433) Hart; De Silvestri (17' s.t. Zappacosta), Rossettini, Castan, Barreca; Benassi, Valdifiori, Obi (22' Baselli); Iago Falque (31' s.t. Martinez), Belotti, Boyè A disp.: Padelli, Cucchietti, Ljajic, Lukic, Aramu, Moretti, Bovo, Gustafson Téc.: Siniša Mihajlović

ROMA (4231): Szczesny, Florenzi, Manolas, Fazio, Peres, De Rossi (46' Totti), Strootman, Salah, Nainggolan (70' El Shaarawy), Perotti (81' Paredes), Dzeko

Cartões: 12’De Rossi, 56’Peres, 69’ Florenzi, 80’Hart, 86’Manolas

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