Doce Esperança
Bem falar deste jogo no final é fácil para mim. Chamo atenção a partir dos 28 minutos do tempo complementar: entra em campo a "lenda" no lugar do novo recordista absoluto em gols dentro da temporada, Dzeko! Apesar do jogo na etapa inicial parecer sonolento diante de um dos piores ataques do certame (Empoli)ainda sim a defesa romanista deu os velhos sinais de lentidão e distração que vem sendo crônico desde a derrota pela Copa Itália, acredito eu. Enfim depois do susto inicial no segundo tempo Spalletti redimensionou as coisas e com o segundo gol a situação se tranquilizou, porém ainda questiono as mudanças do técnico de Certaldo: ele não passa segurança nas mexidas que faz. Mas o importante eram os três pontos para manter vivo o passaporte direto para UCL e também ganhar forças para o segundo clássico de retorno contra a Lazio pela TIM CUP: Não haverá espaços para erros terça-feira!

Síntese: Repubblica

Dzeko entra para história giallorossa. Com um bis, o bósnio liquida os toscanos e atinge 33 gols, tornando-se o jogador mais prolífico da história do clube. Agora a equipe de Spalletti pode olhar para o grande jogo entre Napoli e Juve com serenidade

Por: Jacopo Manfredi

ROMA - A expectativa do clássico pela Copa Itália não distrai a Roma que liquida o Empoli com um gol por tempo e pressiona o Napoli e a Juve, obrigados a fazer o resultado no confronto direto: o primeiro para não perder o segundo lugar, o segundo por não ver a vantagem reduzida, atualmente em 5 pontos. Para cuidar da prática, os giallorossi mais uma vez confiaram em seu artilheiro, Edin Dzeko, que com os gols de hoje aumenta para 33 na temporada: uma marca que o coloca na história do clube, já que ninguém marcou tanto quanto ele em 90 anos (Manfredini, Volk e Totti tinham parado em 32, ed).

UMA ROMA COM FREIO DE MÃO - A Roma não brilhou, mas era previsível. Abriu o marcador apenas aos 12 minutos e depois limitou-se a controlar a partida procurando, de tempo em tempo, por alguma aceleração. Arriscou seriamente apenas no inicio do segundo tempo, quando Szczesny negou o 1 a 1 para Marilungo. Então, porém, assumiu as rédeas da partida e fechou as contas, permitindo-se o luxo de economizar energia preciosa na última meia hora, jogado em trote pequeno e sem pressões.

EMPOLI, O PROBLEMA É SEMPRE O GOL - O Empoli cumpriu seu dever. Buscou embaraçar a Roma com cortes contínuos e também criou mais perigos do que o esperado. O problema é sempre o mesmo: a equipe se esforça para marcar e o fato de ter fechado pela décima nona vez em trinta rodadas a partida a quota zero evidencia isso. Mas a equipe está viva e Martusciello deve recomeçar a partir disso para tentar fazer pontos depois de seis rodadas de abstinência.

SPALLETTI NÃO FAZ TURNOVER - Além da cabeça do derby. Spalletti no final não poupou quase ninguém, exceto Emerson, deixado no banco para permitir que Mario Rui continue a armazenar minutos. Para compensar a ausência de Strootman, suspenso, e De Rossi, lesionado, confirmou Paredes e recuou Nainggolan, relançando Perotti, preferindo El Shaarawy, no ataque. Muitas mais mudanças fez Martusciello que, sem Costa e Dioussé, decidiu mudar completamente a dupla de zagueiros centrais, inserindo Veseli ao lado de Barba, em detrimento de Bellusci, e repetiu Buchel na mediana. Finalmente, no ataque, tirou Pucciarelli, dando uma chance a Marilungo.

DZEKO ABRE... - Roma começou timidamente e arriscou uma verticalização para Thiam, aterrado na área por Szczesny. Foi bom para o goleiro que o árbitro tenha parado o jogo após posição irregular do atacante em impedimento, na realidade inexistente. Os Giallorossi perceberam que não podiam brincar e, depois de terem feito os testes gerais aos dez minutos (cabeçada de Dzeko logo depois do cruzamento de Rui), eles passaram a frente: em um escanteio da direita de Paredes, Rudiger prolongou a bola no meio para Dzeko, que de joelho colocou a bola na gaveta. O Empoli não se abateu e, continuando a tentar surpreender seu adversário com uma súbita verticalização, respondeu chegando perto do gol com El Kaddouri e Marilungo em algumas circunstâncias. A Roma não ficou assistindo, chegando perto de ampliar com um bólido de Paredes, mandado para escanteio por Skorupski e com uma cabeçada de Perotti, que passou perto do gol, em um cruzamento de Salah.

... E ENTÃO FECHA AS CONTAS - A partida do Empoli, de fato, terminou no primeiro minuto do segundo tempo, quando Szczesny mandou para escanteio um belo chute de fora de Marilungo depois do cruzamento de de Pasqual. Roma entendeu que não podia mais brincar e aos 56 minutos liquidou o jogo com o sempre Dzeko, que foi rápido ao arrematar a escora de Salah nas redes após cruzamento de Paredes. O jogo, na prática, terminou aqui mesmo se Empoli tentou assustar Szczesny com Krunic, Thiam e Buchel (2) até o final. Roma controlou e até chegou perto do terceiro com Salah, que acertou o travessão de cabeça depois de substituir Grenier. Talvez o egípcio não queria economizar o gol para terça-feira, quando irá precisar de outra determinação para tentar reverter o resultado do primeiro jogo com a Lazio.

@jacopomanfredi

ROMA (3421): Szczesny, Rudiger, Fazio (85' Jesus), Manolas, Peres, Paredes, Nainggolan, Mario Rui, Salah, Perotti (62' Grenier), Dzeko (73' Totti)

EMPOLI (4312): Skorupski; Laurini, Veseli, Barba, Pasqual; Krunic, Buchel, Croce; El Kaddouri (Maccarone 72′); Marilungo (Tello 57′), Thiam A disp.: Pelagotti, Pugliesi, Zambelli, Bellusci, Cosic, Dimarco, Mauri, Zajc, Maccarone, Mchelidze, Pucciarelli Téc.: Giovanni Martusciello

Cartões: 43’Krunic

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