FINALMENTE ALGO LOUVÁVEL
Depois de ver a Roma bater apenas em assim considerados coitadinhos da vez, testemunhar uma vitória maiúscula como esse no Olímpico e sobre uma rival inclusive na disputa por vaga na Champions é de tirar o chapéu. Sobretudo porque não se entregou no gol de empate, como estamos acostumados a ver baixando a guarda e se trancando em uma caverna de desesperos. Mostrou caráter e buscou o gol da vitória até o fim com esse grego que cada vez conquista mais a torcida romanista pela paixão com que joga com a magia giallorossa. A esperança é, considerando o tamanho do feito, que definitivamente essa equipe crie uma identidade e sobre ela possa finalmente devolver o orgulho a essa torcida perenemente desconfiada e descrente.

Síntese: Corriere dello Sport

Dzeko e manolas, giallorossi na terceira posição. A equipe de Spalletti conquista os três pontos no final de uma belíssima partida. Dzeko abre o placar depois de cinco minutos, Banega empata no segundo tempo. No final decide Manolas.

Por: Simone Zizzari

ROMA - Três gols, duas traves, um punhado de milagres e reversões diante da profusão. A Roma leva para casa os três pontos no final de uma partida fantástica contra um grande Inter e alcança o Milan, Lazio e Chievo em terceiro lugar na classificação, a um ponto atrás do Napoli em segundo e cinco da líder Juventus. Os 2 a 1 no Olímpico é um comercial para o futebol italiano. Muitas emoções vividas, concentradas sobretudo em aplausos no primeiro tempo. Com Totti no banco durante todo o jogo, Spalletti reencontrou um Dzeko cintilante e a dupla Perotti-Salah finalmente convincente, mesmo se muito imprecisos na frente do gol. A Inter de De Boer - nona no campeonato com onze pontos - é derrotada no resultado, mas não no desempenho, porém positiva. Bem (contanto que o vento o apoiasse) Candreva, ótimo Banega, autor do único gol interista. Icardi, por outro lado, parecia em dificuldades durante todo o jogo, sufocado na morsa giallorossa de Manolas-Fazio.

QUE RITMO DE INÍCIO! - O primeiro tempo viaja em ritmo altíssimo, de campeonato inglês. Roma e Inter se enfrentam abertamente, sem muitos cálculos, mostrando uma excelente condição atlética. Os giallorossi confiam na velocidade incontrolável de Salah, que na ala direita cria armadilhas contínuas para a retaguarda adversária. Dzeko está na noite de graças e força o extraordinário Miranda, visivelmente em dificuldade para administrar a tonelagem do gigante bósnio. Na tribuna de honra está o treinador italiano Ventura, que certamente não ficou entediado. Prontos-via e logo a Inter assusta por duas vezes Szczesny primeiro com Candreva e depois com Icardi, que pecam na mira porém. A Roma parece estar em dificuldades, mas na primeira percussão na área dos nerazzurri abre o resultado. Bruno Peres penetra pela direita em profundidade na área adversária e cruza com dificuldade para Dzeko que intercepta ensacando sob medida.

A equipe de De Boer sente o gol e arrisca duas vezes rodar, primeiro com Salah, que chega atrasado em um cruzamento de Dzeko, e depois com Bruno Peres, que a partir do limite da área tenta um diagonal que passa muito perto. Não estamos nem no décimo minuto do jogo quando o Banega ataca dos 25 metros um bólido que explode na trave interna do Sczcesny batido. É o sacode que desperta a Inter. Candreva à direita faz o que quer graças a Juan Jesus, impreciso e confuso, João Mário dita os ritmos ao lado de um Banega, enquanto o Perisic na esquerda só é visto vez em quando.

ROMA, QUANTAS CHANCES DESPERDIÇADAS - a Roma no ataque desperdiça muito sobretudo com Salah que em duas circunstâncias se encontra cara a cara com Hananovic, mas primeiro colhe a segunda trave do jogo e depois deslancha de uma posição muito boa para servir Dzeko, deixado sozinho no centro da área. No desenrolar de fronte está Perisic que tenta um complicado diagonal que Szczesny de mergulho neutraliza com o pé. Dzeko aos trinta tenta mais uma vez do limite da área, mas central.

NENHUM DESCANSO O jogo não tem um momento de descanso. Se joga em apnéa. Candreva primeiro comete um erro a dois passos do gol, então se vê neutralizado pelo milagroso Szczesny um chute aéreo preciso. Perotti aos 40’ busca um giro de esquerda que deixa Handanovic imóvel, mas não consegue achar o gol por uma questão de centímetros. De Miranda de um lado e Dzeko do outro, as duas últimas chances de um primeiro tempo estelar.

BANEGA ILLUDE LA INTER, MANOLAS DECIDE - A diversão da primeira fração continua no segundo tempo, mesmo que os ritmos, embora permanecendo muito altos, tenham momentos de declínio fisiológico. As duas equipes ficam mais abertas e os setores não filtram mais. Perotti e Perisic ficam perto de marcar, Strootman de cabeça aos sessenta minutos não acha o gol. De Boer tira João Mário (visivelmente cansado depois dos problemas físicos da semana passada) e Ansaldi para inserir Gnoukouri e Nagatomo. Manolas de um escanteio não encontra o gol por muito pouco, então Banega tenta a distância sem sorte. No meio do campo De Rossi é uma represa e ele recupera uma quantidade industrial de bolas bem como Strootman, que é pouco visto, mas desempenha um trabalho obscuro muito importante. Perisic aos 65’ em cobrança de falta assusta a torcida giallorossia com uma poderosa, mas imprecisa conclusão. Três minutos depois, Gnoukouri devora o empate com uma conclusão nefasta depois de uma assistência mandada com beijos pelo recém entrado Nagatomo. De Boer descarta aos 70 minutos a última mudança, removendo Candreva para entrada de Jovetic. Spalletti responde com El Shaarawy no lugar do muito cansado Salah. O empate da Inter vem aos 72 minutos, com Banega aproveitando ao máximo o lançamento de Icardi: finta sobre De Rossi e um arremate rasteiro indefensável para Szczesny. O empate dura três minutos, o tempo de Florenzi bater um escanteio para a cabeçada de Manolas que, também por causa de um desvio de Icardi, faz a bola superar por Handanovic. A nova vantagem dos giallorossi corta as pernas da Inter, que não consegue mais reagir. Dzeko na final chega perto dos 3 a 1 mas não se materializa apenas por uma defesa incrível de Handanovic. No tríplice apito, os 40.000 do Olímpico comemoram: a Roma é a terceira.

@szizzari

ROMA (4231): Szczesny, Peres, Manolas, Fazio, Jesus, Strootman, De Rossi, Salah (69' El Shaarawy), Perotti (79' Paredes), Florenzi (90' Nainggolan), Dzeko

INTER (4231): Handanovic; Ansaldi (61′ Nagatomo), Miranda, Murillo, Santon; Joao Mario (59′ Gnoukouri), Medel; Candreva (69′ Jovetic), Banega, Perisic; Icardi A disp.: Carrizo, Berni, Ranocchia, D’Ambrosio, Miangue, Kondogbia, Felipe Melo, Palacio, Eder, Gabigol Téc.: Frank de Boer

Cartões: 25’Santon, 37’Ansaldi, 64’Jesus

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