Inevitável Consolo
Ao bater de virada o Sassuolo hoje, a Roma mostrou um pouco do brio e da vontade que teve na quinta, contra o Lyon. Na Serie A, dentro dos limites impostos pela perfeição juventina, até tem sido suficiente. Entretanto, será necessário muito mais para deixar para trás a dolorosa eliminação. Quando se trata dos momentos mais agudos, a Roma segue falhando e decepcionando. A equipe jogou bem hoje, especialmente nas alas, pasmem, Leandro Paredes. Mas ver esta partida isoladamente significaria vê-la como irrelevante (a não ser que Totti tivesse jogado). O que importa são 3 pontos e o rumo que o time segue para a segunda, talvez terceira colocação. Nada que não tenhamos visto antes inúmeras vezes e, infelizmente, não há muito mais o que esperar. Após a data FIFA, o Empoli é apenas um teste para o último jogo da temporada. A gana de reverter a situação contra a Lazio é o grande motivo para a Roma ainda respirar em 2016/17. E, mesmo assim, por aparelhos.

Síntese: Il Messaggero

Roma-Sassuolo 3 a 1: Paredes, Salah e Dzeko formam o tris, os giallorossi a +2 do Napoli

Por: Ugo Trani

A Roma, fraca e vazia mais moralmente do que fisicamente, faz o mesmo em pleno exercício e vence por 3 a 1 o Sassuolo no Olímpico para se confirmar a 2º posição, mantendo 2 pontos de distância do Napoli que, como os giallorossi , não está mais empenhado em jogos europeus e, portanto, não deve ser subestimado. Pallotta, pela primeira vez nas arquibancadas em 2017, desfruta do sucesso que, embora o resultado tenha ficado equilibrado por uma hora, é certamente merecido. E útil para não deixar os líderes da Juventus fugirem que, a 9 rodadas do final, ainda tem 8 pontos de vantagem.

FRAGILIDADE INICIAL

Sassuolo cai pela primeira vez fora de casa contra a Roma, depois de 3 empates consecutivos no Olímpico. Mas Di Francesco também não quer desistir da superioridade de sua antiga equipe e assusta-os com a velocidade dos pontas Berardi e Politano e a vivacidade de Defrel. Que, aproveitando o trabalho de seus companheiros de ataque, imediatamente derruba Szczesny. Os giallorossi tem dificuldades para reagir. O 3-1-4-2, com Salah e El Sharaawy no ataque, arrisca desmoronar justo os contra-ataques do trio ofensivo de Neroverde. A defesa é vulnerável porque sofre com a estrutura desequilibrada e fora de forma. Defrel, no entanto, desperdiça várias vezes o bis. Paredes, por outro lado, não falha e, de direita, contempla o empate, trazendo seus companheiros à superfície. Salah, no final dos acréscimos da primeira parte, completa a virada. O toque decisivo, retomando a réplica de Consigli no chute de El Shaarawy, chega após o empurrão para Peluso. O árbitro Di Bello não intervém e atribui o gol.

REVIRAVOLTA TÁTICA

O 4-2-3-1 ajuda a Roma a sair do túnel. Spalletti decide a vida depois de uma hora: dentro Dzeko por Peres. Justo o centro-avante, com o 21º gol no campeonato (31º na temporada), assegura o resultado no meio do segundo tempo. Os giallorossi, a partir daquele momento, redescobrem inspiração e a convicção. E selam a corrida para o ataque, não deixando mais espaço ao Sassuolo que durou apenas 1 vez e que, nos últimos 4 jogos, acumulou apenas 1 ponto. Não é mais o da última temporada e deixa o Olímpico em 15º lugar na classificação geral.

@utti60

ROMA (3412): Szczesny, Rudiger, Fazio, Manolas, Peres (60' Dzeko), Paredes (87' De Rossi), Strootman, Emerson, Nainggolan, Salah (76' Perotti), El Shaarawy

SASSUOLO (4-3-3): Consigli; Letschert (45′ Lirola), Acerbi, Peluso, Dell’Orco; Pellegrini, Missiroli (68′ Ricci), Duncan; Berardi, Defrel (57′ Matri), Politano A disp. Pomini, Pegolo, Gazzola, Cannavaro, Sensi, Aquilani, Mazzitelli, Ragusa, Iemmello Téc.: Eusebio Di Francesco

Cartões: 37’Letschert, 93’Peluso, 94’Strootman

F I C H A
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