Mais Totti pro sol voltar a brilhar
Terminamos o ano feliz, apesar da derrota dolorosa para a Juventus, entramos em campo hoje e dominamos a partida, mesmo tomando um gol, tivemos grande volume de jogo e muitas chances criadas. Continuamos sendo os anti- Juve, papel esse que todo romanista já cansou de interpretar: o que nos falta para finalmente conquistar o italiano? É uma reflexão que provavelmente estamos cansados de fazer, e o que torna ainda mais difícil é o termino da carreira do nosso maior ídolo ser deste jeito, no banco. Podendo entrar e fazer a magia de sempre, e o treinador se recusa a colocá-lo confesso que vem sendo um martírio para mim assistir a maioria dos jogos, bate uma dor no peito, pensar que deve ser a sua última temporada, queria vê-lo mais em campo para nos proporcionar momentos como na temporada passada, o que fica é esta angustia e a esperança de finalmente vermos nosso capitão levantando mais uma taça, a sua última e que finalmente o sol possa voltar a brilhar para a Roma.

Síntese: Corriere dello Sport

Roma faz 13 e o Faraó reaparece. Ótimo primeiro tempo do Chievo, que abre o placar. Mas El Shaarawy está endiabrado, Dzeko e Perotti quitam a partida.

Por: Guido D’Ubaldo

A Roma encerra com beleza o 2016 com uma vitória que a consente de esquecer a ilusão de Turim e de igualar o recorde de sucesso consecutivos no seu próprio campo. Treze no total, partindo do campeonato anterior e considerando o derby vencido no mando da Lazio.

A equipe de Spalletti teve que correr atrás do resultado, depois que o Chievo passou a frente no final do primeiro tempo. Três gols no final de uma partida disputada sempre no ataque, com grande intensidade, a ritmos altos, pressing em todo campo. Um sucesso precioso, que consente aos giallorossi consolidarem a segunda posição, com três pontos de vantagem diante do Napoli e quatro da Lazio. Spalletti igualou a si memo: 86 pontos no ano solar das doze vitórias consecutivas, como em 2006. Da equipe teve resposta que esperava, os jogadores tiveram uma bela reação depois da derrota em Turim. Foi uma das melhores prestações no Olímpico.

Spalletti renunciou Perotti, que começou no banco no dia pelo qual o comandante técnico da Argentina lhe abriu as portas da seleção. Optou pela defesa a três, na versão híbrida, com Vermaelen que voltou a ser titular no campeonato depois de quase quatro meses, Bruno Peres e Emerson, muito avançados em suas faixas, permitiram haver uma superioridade numérica no meio campo. O Chievo fôra muito ordenado, com o 4-3-1-2 a rombo, composto por uma defesa esperta, comandada por Dainelli, sócio de Spalletti em um restaurante em Florença. Maran teve que renunciar sete jogadores, mas o Chievo não pensou apenas em defender-se.

RAPIDAMENTE O FARAÓ. O primeiro chute do limite da área foi de El Shaarawy, Sorrentino desviou para escanteio. É uma das ocasiões mais nítidas do primeiro tempo, com uma supremacia territorial absoluta por parte da equipe do Spalletti. Justo o ex-milanista esteve entre os mais ativos e buscou mais vezes a conclusão.

Mas a Roma foi literalmente arrastada por Nainggolan, que entrou em campo não em perfeitas condições físicas. Com a faixa de capitão no braço o belga forneceu uma assistência e tentou com a conclusão também de bola parada. No rebates de Sorrentino, Fazio não estava pronto suficiente para aproveitar e marcar.

A Roma foi perigosa mais uma vez sobre as bolas paradas, com Bruno Peres em uma bola que lambeu a trave. Depois com um grande arremate de Dzeko, dos vinte cinco metros. A equipe de Spalletti reclamou um pênalti também em um lance sobre Dzeko e Salah. Mas aos 37 minutos veio de maneira improvisada o gol do Chievo. O cruzamento da direita de Izco foi corrigido para o gol por De Gusman, deixado sozinho por Bruno Peres, sempre muito vulnerável em fase defensiva. Em pleno acréscimo do primeiro tempo El Shaarawy afastou o medo com um grande gol de cobrança de falta.

VIRA VIRA COMPLETADO. A Roma voltou a campo aumentando o ritmo e empurrando cada vez mais o Chievo para o seu campo defensivo. O gol da virada veio depois de sete minutos, no final de uma grande ação de El Shaarawy, mais uma vez determinante. O erro de Gamberini consentiu a Dzeko de marcar a um metro do gol e de interromper um desjejum de três jogos. Com 13 gols segue Icardi, artilheiro com um gol a mais.

Salah, no retorno a titular, pareceu ainda meio longe da melhor condição. Jamais pareceu perigoso e nos últimos minutos falhou uma fácil ocasião. Na defesa a Roma concedeu pouquíssimo ao Chievo, com Fazio dono absoluto da sua área. Nainggolan jogou uma outra partida de grande intensidade. Depois de uma trave golpeada na cabeçada de Dzeko, Perotti, que entrou no finzinho substituindo Salah, cavou o pênalti que converteu decretando os 3 a 1.

@ziacoco_

ROMA (343): Szczesny, Rudiger, Fazio, Vermaelen, Peres, Nainggolan, Strootman, Emerson, Salah (82' Perotti), Dzeko (90' Iturbe), El Shaarawy

CHIEVO VERONA (4312): Sorrentino; Izco (41′ Costa), Dainelli, Gamberini, Frey; De Guzman, Radovanovic, Rigoni; Birsa (59′ Bastien); Meggiorini, Inglese (75′ Pellissier) A disp.: Bressan, Confente, Spolli, Depaoli, Kiyine, Parigini, Floro Flores Téc.: Rolando Maran

Cartões: 45’Dainelli, 88’Rigoni

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