Mentalidade vencedora que faltava?
Dois jogos complicados em sequência. Um dérbi e um confronto direto com um Milan em ascensão. Duas vitórias com pouco brilho coletivo e um cinismo que tem faltado nas últimas temporadas. Um jogo com poucas chances de ambos os lados, com disputa intensa da bola por 90 minutos e que acabou sendo decidido pelo belga camisa 4 que não fazia grande parte mas anotou um belo gol. Partidas como essa em outras temporadas facilmente acabariam em empate ou até mesmo derrota. Estaria essa equipe finamente adquirindo a tal mentalidade vencedora?

Síntese: Corriere della Sera

Decide Nainggolan castiga Niang: pênalti desperdiçado. O duelo pela segunda colocação vai para os giallorossi graças a esquerda do belga. Próximo sábado ao Stadium contra a Juventus líder.

Por: Luca Valdisserri

O páreo é da Roma - mais sólida e mais experta - mas, como jogou no primeiro tempo, o anti-Juve também poderia ser o Milan. Um gol de Nainggolan decide, no qual Donnarumma erra o posicionamento, que nasce de um fantástico stop a seguir que engana Locatelli. Nos nomes da ação principal, há o jogo e provavelmente o campeonato: os jogadores da Roma têm mais desafios nas pernas e na cabeça, os do Milan certamente têm um grande futuro, mesmo que esteja pagando algo no presente.

Partida não memorável

Não foi uma partida memorável para o espetáculo, mas intenso. Valia a candidatura oficial para a duelante e como tal foi enfrentada. Não uma final, mas uma semifinal. Discutir o resultado seria injusto: o futebol é feito (também) de episódios e desperdiçar uma penalidade nunca é o caminho certo para a glória. A Roma mereceu os três pontos na segunda metade do jogo, o Milan não teria roubado nada saindo com um empate do Olímpico. Teria sido o resultado perfeito para a Juventus, que se encontrará com a Roma no próximo sábado. Vincenzo Montella não dissipou o tabu: como treinador, ele nunca venceu no campeonato seu antigo time, ele fez isso apenas na Copa da Itália e na Liga Europa, com a Fiorentina, ambos no Olímpico. Desta vez, o Milan chegou perto no primeiro tempo, quando adivinhou o jogo Niang perdendo a segunda penalidade consecutiva após o Crotone. Duas penalidades cavadas por Lapadula para o qual, certamente, será melhor deixar a próxima tarefa dos onze metros. Lapadula é uma espécie de Schillaci 2.0, com tanta fome e se sente pronto para levar o que a vida (profissional) fez sofrer: um belo lugar ao sol. Sua substituição no segundo tempo por Luis Adriano foi o único erro de Montella na noite.

Dois flashes de Dzeko

O primeiro tempo da Roma foi marcado pro is falhes de Dzeko: o primeiro aos 2 minutos e o segundo aos 35, em um arremate rejeitado por Donnarumma e outro fora por muito pouco. No meio, muitos chutes longos do bósnio, com Bruno Peres incapaz de jogar em uma posição avançada em vez de Salah e Perotti menos brilhantes do que o habitual, porque não estão no topo fisicamente. O Milan fechou bem todos os lados, pronto para começar de novo com cortes para a área adversária e bolas filtrantes. Lapadula, com um passe de Suso, chegou um centímetro atrasado (17’) e ganhou um pênalti, defendido por Szczesny (26’). O goleiro polonês compensou a saída imprudente ao apontar o ângulo certo para o arremate corajoso de Niang. Aos 36 minutos, em uma jogada difícil de De Sciglio que o árbitro Mazzoleni não puniu, Bruno Peres se despediu da partida: torceu o tornozelo esquerdo e segundo exames de hoje, para um stop não curto. Na segunda metade da partida a Roma aumentou o ritmo, mas para desbloquear a placar foi preciso um “número” de Nainggolan, que repetiu o gol marcado no derby sob a Curva Sul. Um gol ainda mais pesado, de três pontos para ir desafiar a Juve na sua casa. Talvez esperando pela recuperação milagrosa de Salah.

ROMA (3421): Szczesny, Rudiger, Manolas, Fazio, Peres (42' El Shaarawy), De Rossi, Strootman, Emerson, Nainggolan, Perotti, Dzeko

MILAN (433): Donnarumma; Abate, Paletta, Romagnoli, De Sciglio; Pasalic (84′ Honda), Locatelli, Bertolacci (67′ Mati Fernandez); Suso, Lapadula (72′ Luiz Adriano), Niang A disp.: Gabriel, Plizzari, Antonelli, Ely, Gomez, Vangioni, Zapata, Poli, Sosa Téc.: Vincenzo Montella

Cartões: 18’Pasalic, 79’Paletta, 84’Rudiger

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