Nada novo sob o Sol
A Roma acertou o gol duas vezes – em nenhum chute verdadeiramente perigoso. Falemos o que quisermos sobre o confronto contra a Juventus, e qualquer argumento inevitavelmente cruzará com esse problema. Bater a Juve em Turim é dificílimo, quase impossível – perder naquela cidade não é vergonha ou demérito algum. Com Salah e Peres baleados, sem Totti e Paredes, à Roma bastou assumir sua condição de inferioridade em relação à líder. Quando Higuaín abriu o placar – eram ainda 12 minutos – houve a possibilidade de um vexame. Graças a Szczesny, e a uma crescente dignidade defensiva como um todo, isso não ocorreu. A Roma foi até Turim para voltar com 0 ponto: nada novo sob o Sol. Não há como sonhar com o título.

Síntese: Repubblica

Dybala castiga mais uma vez, os bianconeri não cedem. Uma luz do argentino consente aos campeões da Itália ficarem isolados a dois pontos do Napoli vice-líder. Não foi fácil, porém, para os campeões italianos alongar a marca de vitórias. Foi preciso, de fato, uma Roma ordenada que até o ultimo minuto esperou trazer para casa um ponto precioso para a vaga a Champions.

Por: Jacopo Mandredi

UMA VITÓRIA CÍNICA - E, no final, as previsões foram respeitadas. O time mais apto venceu, o único adversário real do Napoli, por enquanto, é claro, na corrida ao título. Os Bianconeri venceram com o menor esforço, arriscando, no entanto, seriamente permanecerem enredados na teia de aranha tecida por Spalletti. Com o novo 3-4-1-2 a Roma arriscou muito pouco, dando a impressão de estar disposta com mais lógica no campo. Mas o andaime construído com minúcias por 75 minutos desmoronou de repente na primeira aceleração da Juve. Que assim que se distancia a um passo do recorde de 12 vitórias consecutivas centradas há dois anos.

SPALLETTI VARA O 3-4-1-2 - Allegri devolveu para a ocasião uma camisa de titular ao Barzagli recuperado e, em relação a Udine, além do retorno lógico de Pogba, ele preferiu Evra a Alex Sandro na esquerda. Spalletti respondeu com a mudança anunciada de formação com De Rossi levado para o centro da defesa, Vainqueur inserido na mediana e Nainggolan confirmou como meia-atacante atrás de Dzeko e Salah.

PRIMEIRO TEMPO BLOQUEADO - Apesar de um momento psicofísico obviamente melhor, a Juve não confiava em seus oponentes, mantendo o ritmo baixo em busca da solução certa para golpear. A Roma agradeceu e arriscou o mínimo necessário, permitindo que os rivais colocassem Szczesny em dúvida apenas com algumas conclusões de fora da área por parte de Dybala, a primeira em cobrança de falta. Mais confiante com o novo set-up, a equipe de Spalletti raramente conseguiu ocupar a frente, sujando as luvas de Buffon apenas com um arremate de Florenzi dos 28 metros, para ser honesto, sem ambições excessivas. CUADRADO ACORDA A JUVE - o roteiro não mudou no segundo tempo. Pelo menos até a entrada de aos 66 minutos de Cuadrado no lugar de Lichtsteiner que sacudiu seus companheiros. A Juve pela primeira vez ameaçou seriamente Szczesny com um diagonal de Evra, desmarcado na área por Mandzukic, e então com um arremate de direita do próprio Cuadrado, bravo a libertar-se depois de uma ação pessoal.

DYBALA, LUZ DE CAMPEÃO - Spalletti contou com a experiência de Keita para selar o 0-0 e, em vez disso, na primeira boa verticalização, a Juve marcou: Pogba adivinhou o corredor certo para Dybala que com um gesto de campeão bateu Szczesny em um tiro de pé esquerdo na diagonal. A Roma tentou de tudo confiando-se no 4-2-3-1, mas as últimas esperanças desapareceram quando uma cobrança de falta de Pjanic passou pela barreira e por um sopro não atingiu o angulo. E assim, a partir desta noite, a corrida para o 3º lugar para os giallorossi se torna cada vez mais difícil.

@jacopomanfredi

JUVENTUS (4312): Buffon; Lichtsteiner (68′ Barzagli), Rugani, Chiellini, Alex Sandro; Khedira, Marchisio, Sturaro; Pjanic (51′ Cuadrado); Mandzukic, Higuain (82′ Dybala) A disp.: Neto, Audero, Benatia, Evra, Hernanes, Lemina, Asamoah, Pjaca Téc.: Massimiliano Allegri

ROMA (4231): Szczesny, Rudiger, Manolas (85' Peres), Fazio, Emerson, De Rossi (72' El Shaarawy), Strootman, Gerson (46' Salah), Nainggolan, Perotti, Dzeko

Cartões: 12’De Rossi, 16’Dzeko, 78’Alex Sandro, 28’Gerson, 89’Nainggolan, 90’Rudiger, 93’Sturaro

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