Os criticados vencem o duelo
Muitas vezes criticado pela torcida, pelas sequências de jogos insatisfatórias, Dzeko se mostrou mais uma vez o homem do jogo, aproveitando o link de Salah, outro determinante no momento mais crucial da partida fornecendo o primeiro gol ao bósnio e selando de quebra a vitória romanista quando o time mais precisava. Mesmo com o placar desfavorável, o Sassuolo continuou pressionando, e aos 13 minutos, Koulibaly, mudou a dimensão da partida, finalizando com um gol de cabeça, sem chances de defesa para Szczęsny. Este, a outra incógnita na garganta do torcedor giallorosso, por sua vez, fez duas grandes defesas já nos acréscimos além de outra determinante no período normal. Com os 3 pontos fora, a Roma ultrapassou o Sassuolo na classificação, chegando a segunda colocação com 16 pontos, vice líder isolada. Vitória importantíssima na expectativa de que a crítica continue sendo derrotada sempre.

Síntese: Gazzetta dello Sport

Bis de Dzeko e Salah, Spalletti na segunda posição. Dois gols do bósnio e o gol final do egípcio permitem que os giallorossi ultrapassem o Napoli na classificação, agora em busca da Juventus. Para equipe de Sarri não serviu o gol de Koulibaly

Por: Massimo Cecchini

Termina com Napoli sob Curva A, que implora misericórdia aos torcedores que gritam: “Tirem as bolas para fora”, enquanto a Curva B rosna um vulgar: “De Laurentiis filho da puta”. Em resumo, a vitória da Roma no San Paolo por 3-1, santificada pelo bis de Dzeko e pelo gol de Salah, intersecçionada pelo gol de Koulibaly, fez vir a tona o barômetro sobre o “mau tempo” na casa Napoli, especialmente quando a equipe azzurra é derrotada em casa pela primeira vez no campeonato na era Sarri, depois de 19 vitórias e 3 empates. O último nocaute, na verdade, veio no período Benitez, quando os napolitanos deram a Lazio seu lugar na Liga dos Campeões: foi em maio de 2015. Agora, a derrota segue a de Bergamo com a Atalanta (nunca aconteceu na A com Sarri) e, na expectativa dos outros jogos, propõe antes de mais nada a ultrapassagem dos giallorossi, que sobem para a segunda posição, atingindo o primeiro sucesso externo do campeonato e acima de tudo, relançando Dzeko, em seu sétimo tento, como artilheiro de um time que já atingiu 19 gols.

TRÊS E MEIO - O jogo das ausências (fora Milik para o Napoli e, na última hora, Strootman e Bruno Peres para a Roma) redesenha o tabuleiro táctico das equipes. Mas se o time de Sarri apresenta o habitual 4-3-3, com Gabbiadini substituindo no meio o polonês, o elenco de Spalletti está alinhado com uma defesa muito elástica de três homens, para traçar um 3-4-1-2 destinado a iniciar já aos dez minutos para retornar a um 4-2-3-1 que na fase de cobertura é um claro 4-1-4-1. Números, obviamente, que só querem dar uma ideia dos movimentos pedidos aos jogadores, já que a entrega nas duas partes parece clara. O Napoli procura jogar nos flancos, com duplas funções relativas dos zagueiros, para ampliar a marcação dos giallorossi e servir em profundidade os cortes dos homens de frente; Roma, ao em vez disso, quer o um contra um para Salah, bravo e altruísta a servir Dzeko sempre que puder. Paradoxalmente, desta maneira, a primeira metade está repleta de várias jogadas do limite da área muito perigosas, mesmo se as finalizações consiga apenas promover arrepios. No entanto, é normal que os rapazes de Sarri joguem, mesmo se o grupo de Spalletti acabe concluindo mais no gol. O questiona e responde começam imediatamente, com Insigne, que numa cobrança de falta, toca a trave (5’), e com Dzeko, um minuto depois, que conclui alto de uma posição excelente, antecipando Koulibaly. O limite da área da Roma, lentamente, torna-se o campo de caça dos donos da casa, mas se Insigne conclui alto (14’) e Allan em percussão chuta para fora (17’), os Giallorossi não estão assistindo, já que Koulibaly deve recuperar Dzeko lançado por Nainggolan (15’), que depois conclui de uma boa posição dos dezesseis metros (21’), assim como Perotti, alguns segundos depois, que acerta a trave e termina com uma reposição da esquerda que dá a ilusão de gol, enquanto um minuto depois Dzeko envolve Reina em uma defesa fácil. O Napoli, no entanto, cresce e aos 25 minutos por três vezes o muro giallorosso, liderado por Manolas, rebate tantas conclusões quase como um golpe certeiro para o Napoli de dentro da área. Não o suficiente, porque aos 30’ Fazio arrematou um chute de Hamsik que se encontrava na frente de Szczesny. Em suma, o goleiro polonês teve que fazer apenas uma defesa real, a de Ghoulam, que, aos 35 ', o faz mergulhar. O resto do tempo, no entanto, é Roma, com Reina quem primeiro defende em Nainggolan (27’) e depois parte desesperado para os pés de Dzeko lançado por Salah (32'). Mas quando a primeira fração está partindo para um empate, aos 43’ uma bola perdida por presunção por Koulibaly, permite que o tenaz Salah acione Dzeko, liberado também pela finta de Nainggolan: cara a cara com Reina, para o bósnio fácil bater o gol da vantagem.

CAIXA REJEITADA - Mas é no segundo tempo que a Roma vence por nocaute. Se aos 8’ um chute de Ghoulam empenha Szczesny, já aos 9 minutos os giallorossi ampliam: cobrança de falta de Florenzi e cabeçada vencedora de Dzeko, que se aproveita das incertezas de Hysaj e Reina. Napoli sente o golpe, derrapa, substitui o perdido Gabbiadini - vaias -, mas a recolocá-lo de volta no jogo é um escanteio de Ghoulam que desencadeia uma cabeçada vitoriosa de Koulibaly. É o 13º minuto, com muito a jogar. Mas a equipe de Sarri é complicada, mesmo se Mertens como centroavante ofereça soluções interessantes. O máximo esforço dos napolitanos produz pouco no entanto: um chute de Allan controlado por Szczesny e uma ação de Callejon antecipado na área por Juan Jesus, pelo qual pouco antes o Napoli tinha pedido o segundo cartão amarelo por uma falta sobre Mertens. O saldo do jogo é quebrado aos 40 minutos, quando Salah converte cirurgicamente aparecendo sozinho na frente de Reina. No alongamento final das equipes - órfãos dos créditos de Hamsik, Callejon e Nainggolan - há uma grande exibição de Szczesny sobre Mertens (43') e uma outra similar de Reina sobre El Shaarawy (44'), enquanto aparece Jorginho para fechar virtualmente a partida, desperdiçando uma oportunidade saborosa de dez metros chutando para o alto. Desta vez acabou realmente, com a Roma que comemora e o Napoli conhecendo o primeiro verdadeiro sabor da crise.

@maxcek

NAPOLI (433) Reina; Hysaj, Maksimovic, Koulibaly, Ghoulam; Allan, Jorginho, Hamsik (dal 36' s.t. Zielinski); Callejon (dal 31' s.t. El Kaddouri), Gabbiadini (dal 12' s.t. Mertens), Insigne A disp.: Rafael, Sepe, Strinic, Maggio, Chiriches, Tonelli, Rog, Diawara, Giaccherini Téc.: Maurizio Sarri

ROMA (3412): Szczesny, Manolas, Fazio, Jesus (70' Emerson), Florenzi, Paredes, De Rossi, Perotti (91' Gerson), Nainggolan (79' El Shaarawy), Salah, Dzeko

Cartões: 45’Paredes, 50’Jesus, 53’Mertens, 83’Dzeko, 85’Allan

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