Precisamos Falar Sobre o Kevin
As barreiras, literalmente, estão ai pra destruir a atmosfera do derby. Mas décadas de rivalidade não se destroem da noite para o dia. em campo sobrava vontade, os ânimos estavam exaltados. Os excessos acabavam passando da conta e virando jogadas duras. Uma coisa era certa: a raça definiria a vitória. Melhor para a Roma de Nainggolan e Strootman, dois incansáveis. Há jogadas que deveriam valer como gol. Justamente na mesma faixa do campo onde Cafú fez carnaval em Nedved.Se não vale com gol, o Ninja foi lá deixar o seu, pra não deixar dúvida diante de uma atuação impecável. (200) Mas voltemos à abertura do placar. Num derby cheio de simbolismo, o gol de Kevin foi um filme na cabeça de todos que acompanharam a sua árdua luta para voltar aos campos. O chega pra lá em Dzeko antes de encobrir o goleiro foi um verdadeiro desabafo que a Sud fez questão de escutar.

Síntese: Gazzetta dello Sport

Strootman e Nainggolan decisivos. O time de Spalletti leva o derby de Champions, alcança o Milan na segunda posição e permanece na cola da Juventus, a - 4

Por: Valerio Minutiello

ROMA - A Roma conquista o clássico de Champions, realcança o Milan na segunda colocação e manten-se na cola da Juventus, a -4. Strootman e Nainggolan desferem o nocaute no segundo tempo, usufruindo de dois presentes de Wallace - preferido ao invés de Vrij - e de Marchetti. Para a Lazio continua o tabu do derby: após o famoso de 26 de maio de 2013 na final da Copa da Itália, não ganhou mais nenhum. O último custou o comando de Pioli e o começo da aventura para Simone Inzaghi. Esta é a quarta vitória consecutiva para a Roma (no total 5 vitórias e 2 empates nos últimos 7), que jogaram fora, não apenas no papel.

O estádio inteiro, com alguns espaços vazios, era da Lazio: A norte estava cheia, enquanto o sul continuava vazia dessa vez também. Os torcedores romanistas decidiram continuar seu protesto contra as barreiras: no final, havia apenas 9 mil nas arquibancadas, dos 30 mil no Olimpico. A Lazio parte para o ataque e é o dono do campo, mas apenas nos primeiros 20 minutos. A Roma, redesenhada por Spalletti com a defesa a três homens, luta muito no início, mas consegue resistir e sai à distância, levando o derby com as qualidades que muitas vezes faltam: determinação, força física, desejo de lutar em cada bola e cinismo. Resumindo, a capacidade de ganhar jogos de vez em quando sem jogar muito bem, muitas vezes invocado pelo treinador da Roma, veio a tona justo no duelo mais sentido da Capital.

LAZIO, COMEÇO TURBO - Antes do pontapé de saída também no Olimpico as duas equipes se abraçam no meio-campo para observar um minuto de silêncio em homenagem a Chapecoense. Inzaghi confirma o 4-3-3, mas surpreendentemente deixa De Vrij fora, que ainda não está no seu melhor, confiando em Wallace com Radu: quem sabe se voltando a jogar atrás voltaria a fazer a mesma escolha, dado o erro do brasileiro que abriu caminho para a Roma. Spalletti ao contrário prefere mudar o módulo, especialmente para compensar a ausência de Salah: 3-4-2-1, com Dzeko o único centroavante e Nainggolan-Perotti no papel de meia atacantes.

Uma escolha que não funciona no começo. A Roma não encontra as medidas no campo, e passa a iniciativa da Lazio que começa com grande intensidade. Os primeiros 20 minutos são todos da equipe de Inzaghi, que quase nunca consegue preocupar Szczesny. A Roma se defende com alguns problemas, depois tomam as medidas e começam a aparecer na área de Marchetti, sem nunca conseguir empenhá-lo.

PERES DE PENALTI? BANTI INDECISO - A única verdadeira “emoção” chega aos 29 minutos, quando Peres cai à beira da área tocado por Biglia: Banti muito indeciso, indica primeiro o pênalti, depois falta a partir da linha após consultar Calvarese . O contato foi muito leve, mas na linha e, portanto, dentro da área. No final provavelmente foi uma escolha equilibrada para não desagradar ninguém. O primeiro tempo desliza assim, no último quarto de hora as equipes diminuem o ritmo consideravelmente.

LAZIO, QUE PRESENTES - Mesmo no segundo tempo, o derby tem dificuldade de decolar. As equipes são mais cuidadosas para não se descobrirem. A Roma conseguiu colocar duas bolas na cabeça de Dzeko, mas o bósnio não está em um grande dia: a primeira conclusão é fraca, a segunda em cima de Marchetti a poucos passos do gol. Aos 64 minutos, a Roma passa a frente graças a um presente de Wallace: o defensor perde a bola para Strootman no limite da área, e o holandês supera Marchetti na saída com um belo toque por baixo. A vantagem de Roma rompe o equilíbrio e eleva o nervosismo: no final da comemoração nasce uma briga depois de uma discussão entre Cataldi no banco e Strootman, que lhe joga um pouco de água. Banti expulsa a Lazio e amarela o romanista. A Lazio tenta reagir, mas está nervosa demais e perde a clareza. Aos 77 minutos no contra-ataque Nainggolan amplia com um chute de fora não irresistível, sobre o qual bate Marchetti despreparado.

O gol praticamente liquida a partida: a equipe de Inzaghi se lança para frente com orgulho, mas sente que o jogo agora está escapando da mão. Szczesny não precisa fazer nenhuma defesa. No final, a Roma celebra e continua sonhando com o título. A Lazio, por sua vez, pára no mais bonito e é fisgada pelo Napoli em quarto lugar. Agora Inzaghi precisa ser bravo em retomar sua equipe.imediatamente.

@valeminutiello

LAZIO (433): Marchetti 5,5; Basta 6 (80' Patric sv), Wallace 4, Radu 5,5, Lulic 5,5; Parolo 6, Biglia 5 (80' Lombardi sv), Milinkovic-Savic 6; Felipe Anderson 5, Immobile 5,5, Keita 5,5 (80' Kishna sv) A disp.: Strakosha, Vargic, Bastos, Lukaku, Hoedt, Cataldi, De Vrij, Murgia, Djordjevic Téc.: Simone Inzaghi

ROMA (3421): Szczesny, Rudiger, Fazio, Manolas, Peres, De Rossi, Strootman, Emerson (94' Jesus), Nainggolan, Perotti, Dzeko

Cartões: 29’Biglia, 51’Rudiger, 67’Strootman, 67’Cataldi (expulso), 70’Lulic, 79’Parolo, 84'Peres, 94’Lombardi

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