Retorno ao segundo posto
Entramos em campo contra o Crotone para recuperar a vice-liderança que o Napoli momentaneamente ocupava, após vitória de sábado sobre o Genoa, esperando um jogo sem sustos. O retorno de Salah nos ajudou a abrir o placar e garantir a vitoria por 2x0, com duas assistências para os gols de Ninja e do bomber Dzeko, que contou com um belo lançamento de Paredes antes do cruzamento do Egípcio. Quando a partida estava 1x0 o Crotone chegou a empatar, mas o gol foi corretamente invalidado, e até tiveram outros ataques que não passaram por Szczęsny. Mas no geral conseguimos dominar a partida contra a fraca equipe do futuramente rebaixado Crotone. Quinta-feira tem Europa League contra o Villareal.

Síntese: Gazzetta dello Sport

Dzeko não, e sim a Roma controla com os nervos pra fora, Crotone se desintegra. O centro-avante primeiro erra da marca do pênalti, depois amplia após o gol de Nainggolan

Por: Massimo Cecchini

O hospital que circunda o estádio Scida ativa o Pronto Socorro do campeonato. A Roma extende o Crotone com o mesmo placar em que a Juve, no mesmo campo, produziu (dois a zero), ultrapassa o Napoli e deixa para o campeonato uma clara mensagem: nós não nos rendemos. Tudo isso se materializa graças aos gols de Nainggolan - depois do “videogate”, santificado e titular inclusive da faixa de capitão - e e Dzeko, que continua a sua corrida a chuteira de ouro mesmo se, no 0 a 0, desperdiça um pênalti.

PÊNALTI NÚMERO 13 Se as vésperas Nicola hipoteca a ideia de colocar o clássico “ônibus diante do gol”, provável que o meio tenha as rodas murchas. Bom para o Crotone que no primeiro tempo o giro de bola da Roma seja assim lento a favorecer as recuperações e assim o bunker rege por 40 minutos. Motivo: a ordem tática dos calabreses, que fazem recuar sempre os dois externos Tonev e Acosty para os contra-ataques, enquanto Crisetig consegue atrapalhar as ideias de Paredes, a diferença de Capezzi sofre com Strootman. Deste modo, com as faixas tomadas, Bruno Peres e Emerson possuem poucos espaços para correr. Moral: sorte romanista que entre as linhas Nainggolan encontra situações mais quais achar diálogos, mesmo se nas investidas, seja de Dzeko que nas infiltrações de Salah, mostram pouca energia (mas o egípcio no segundo tempo, joga mais aberto, cresce um pouco). Isso quer dizer que a partida é chatinha, interessante apenas com alguns chutes de Tonev de fora da área - única real arma rossoblù - bloqueadas por Szczesny, mas que encontram as medidas dos outros tantos contra-ataques do Crotone, o primeiro dos quais conduzido com movimentos variáveis de basquete. Claro, o desequilíbrio pode vir rapidamente, visto aos dezesseis minutos Russo apita um generoso pênalti de Ferrari sobre Salah lançado pelo ótimo Strootman (13º pênalti na temporada para os giallorossi), mas Dzeko chuta pra fora, consentindo ao match outros minutos de pouco interesse, no qual se nota apenas uma cabeçada de Salah sob cruzamento de Emerson. O gosto pela vitoria, entretanto, os giallorossi embocam aos 40 minutos, quando Nainggolan, depois de uma troca próxima com o egípcio, advinha o diagonal que bate Cordaz. Como dizer, o Crotone não desmente, vistoque dos 42 gols sofridos, 24 foram nos últimos quinze minutos efetivos (11 e 13), algo que se repetirá pontualmente mesmo no segundo tempo.

NA TRAVE Na realidade a Roma poderia ampliar até mesmo antes, visto que na segunda fração parte em aceleração, goleando duas traves aos nove minutos. No primeiro caso Nainggolan pesca Dzeko na área e o chute do bósnio, desviado pelo central Dussenne, se estampa sobre o travessão e termina em escanteio. Justo sobre a cobrança de canto desfeada por Paredes, a cabeçada de Fazio termina mais uma vez desta vez na trave esquerda e depois nos braços de Cordaz. O técnico rossoblú Nicola tenta sacudir a equipe que começa a conquistar terreno, vê um gol anulado justamente de Facinelli por posição irregular (13’) e remexer Szczesny do cochilo com um grande chute do vivaz Acosty. Lógico porém que o baricentro mais alto deixe espaços para os giallorossi que - justo quando o Crotone insere Trotta para passar ao 4-4-2 sofrem o segundo gol depois de um belo lance de Paredes para Salah, que se libera do zegurio e serve Dzeko para o fácil arremate para as redes. É o fim virtual do match, visto que naquela altura os giallorossi fazem mudanças e gerenciam a bola (65% de posse de bola final), enquanto os rossoblú buscam os gola da esperança sem sorte. Se fecham as cortinas, com a ducha que presenteia duas certezas: não obstante a Europa League na sequencia (quinta-feira Villarreal), a Roma - com o gol inviolado em cinco das ultimas seis partidas pelo campeonato - permanecerá nos rastros da Juventus até o final, enquanto o Crotone não basta tática e coragem para se chegar a salvação milagrosa.

@maxcek

CROTONE (343): Cordaz; Ceccherini, Dussene (76′ Trotta), Ferrari; Rosi, Capezzi, Crisetig, Mesbah (62′ Sampirisi); Acosty, Falcinelli, Tonev (80′ Nalini) A disp.: Festa, Viscovo, Claiton, Martella, Barberis, Sulijc, Kotnik, Nwankwo S., Simy Téc.: Davide Nicola

ROMA (3421): Szczesny, Manolas, Fazio, Rudiger, Peres (87' Mario Rui), Strootman, Paredes, Emerson, Salah (80' De Rossi), Nainggolan, Dzeko (90' Perotti)

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